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O Pai Natal não existe! Não haverá reforma aos 40 anos de serviço sem penalizações.

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Parece um número perfeitamente aceitável… 40 anos é muito tempo… mas o PS não se deixou seduzir pelo “canto” mais à esquerda e chumbou a proposta no passado e seguramente que a chumbará no futuro. E falar em reforma aos 36 anos, isso então é mera utopia…

Os partidos mais à esquerda voltaram novamente à carga, aproveitamento a boleia da petição “Pela Igualdade” relativa à aposentação dos professores do Pré-Escolar e 1º Ciclo, mas até estes saberão que os dados já estão lançados e desta vez não foram convidados a jogar.

Acredito que o PS fará uma proposta mais condizente com as dificuldades financeiras do pais do que com as necessidades do sistema. Se será aos 42,43,…, 47 ou 48 anos de serviço ninguém sabe, como também ninguém sabe se esta questão não irá criar fraturas significativas no acordo parlamentar vigente.

Seguramente que se manterá um regime de aposentação antecipada com respetivas penalizações, resta ser a sua dimensão e a partir de que idade.

Uma medida interessante seria a inclusão a partir de uma certa idade, de um período de tempo onde os professores (de todos os ciclos) pudessem optar, se assim entendessem, por um trabalho escolar mas sem componente letiva. A experiência e sabedoria adquirida seria seguramente uma mais valia para a escola e para os colegas mais novos.

E como mencionei a palavra utopia no início do texto, nada como lembrar o modelo espanhol, onde os professores aos 60 anos de idade, entram no chamado período pré-reforma e até aos 65 anos, cumprem apenas 4 horas na escola por semana em trabalho não letivo, mas atenção, com o mesmo vencimento…

Diferentes utopias, perdão… realidades.

3 COMMENTS

  1. Ainda não sou avó na vida real. Já o sou por simpatia de um outro aluno que me confunde e me chama avó. Até agora vou apreciando estes mimos graciosos e rapidamente corrigidos. Espero um dia não ser descriminado negativamente pelo facto de ser velho, ou trabalhar contrariado.

  2. Não se aguenta.
    A quantidade de actividades dadas aos professores é insana- aulas de 90 m, apoios a seguir, direcção de turma, mais aulas, mais apoios, mais outras actividades no meio e mais aulas, reuniões, actas, encaminhamento de alunos, levantamento de processos disciplinares, tudo num rodopio esquizofrénico a que se acrescenta a pressão para os “projectos” para inspecção ver e mostrar-se em altura própria, com o presidente da junta (perdão) o presidente da Câmara e mais a comitiva serem convidados.

    Em termos de metodologias e de didáctica, volta-se ao passado (que não foi aferido), perspectiva-se um presente em que muito poucos já acreditam e esquece-se o presente.

    Junte-se a isto os cortes no vencimento, o congelamento das carreiras, a inenarrável avaliação de desempenho da também inenarrável ministra ML Rodrigues, as horas de redução de idade a serem camufladas como componente lectiva, e temos que hoje, um professor trabalha muito mais por menor salário.

    Numa profissão em que se tem de estar a 100%, as forças vão faltando e o desgaste é rápido e com consequências físicas e intelectuais.

    Quem mais está metido neste imbróglio? Pois, os alunos. Que presentem que os seus professores estão estafados e tristes.

    O PS nunca alterará nada.

    Vai pondo camadas em cima e alterando ligeiramente o rumo – depois da meritocracia, do rigor e da proposta de implosão de Nuno Crato, o actual ME adoça as coisas com pedagogias diferenciadas, corte nos currículos, flexibilidades a rodos, apoios a rodos, afectos e bjs.

    As “fundações” em que tudo isto assenta ficam inamovíveis (com os 30 alunos por turma, por exemplo), ou, como dizia o outro, muda-se a [email protected] mas as moscas são as mesmas (ou será o contrário….)

    Cá para mim, estava na altura de os professores levantarem a cabeça, deixarem de genuflectir, deixarem medos e avançarem para uma atitude de maior cidadania.

    Não é isso que ensinam aos seus alunos- a importância da cidadania?

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