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Os Tutores Ajudam Mas Não Fazem Milagres

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Espero bem que não seja este o Às de trunfo do Ministério da Educação para combater o insucesso e abandono escolar. No início do ano, como forma de calar a sociedade que se indignou contra a ideia de abolir as reprovações, o Ministro Tiago Rodrigues afirmou que seriam dadas outras condições às escolas para combater o insucesso escolar.

Acredito que as suas palavras iam mais ao encontro do alastramento de certos projetos implementados por certas escolas. As tutorias não são novidade e esta mesma equipa lançou no início do anterior mandato as tutorias em pack, ou seja, um professor tutor com 4 tempos letivos para uma dezena de alunos. Pouco, muito pouco!

Os tutores precisam de tempo, precisam de horas para acompanhar os alunos, pois trata-se de um trabalho continuado e de grande proximidade. Se os dados apontam para uma falta de assiduidade significativa dos alunos, não é obrigando os mesmos a frequentar as tutorias que os alunos ficarão mais motivados.

Com as devidas diferenças e não querendo faltar ao respeito a ninguém, ser tutor é como ir à pesca desportiva. É preciso muita paciência e ter o isco certo para apanhar o peixe devido, implica grande esforço, mas no final pode mesmo valer a pena. Depois é devolvê-lo à natureza para que siga o seu caminho.

Querem reduzir o insucesso, o desinteresse e a desmotivação dos alunos no 2º e 3º ciclo? Criem alternativas de ensino como já existiram no passado, mas não cometam o erro de encher a mancha horária com disciplinas teóricas. Transmita-se o essencial para viver em sociedade e logo no 3º ciclo, encaminhe-se os alunos para certas profissões que a sociedade carece.

Nem todos têm de ser ou querem ser doutores!

P.S – e já agora terminem com o ensino obrigatório até aos 18 anos.


Vinte mil alunos repetentes têm tutores para conseguirem passar de ano

Mais de 20 mil alunos contam este ano letivo com tutores para melhorarem as notas, segundo o Jornal de Notícias, que se baseia em dados do Ministério da Educação. Estão em causa crianças do segundo e terceiro ciclo, que chumbaram na escola pelo menos duas vezes.

No total, o programa Apoio Tutorial Específico tem um custo direto de 15 milhões de euros. Três mil professores estão integrados no programa, que arrancou em 2016 com 2728 docentes.

Contactados pelo Jornal de Notícias, os diretores da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) e da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) elogiam a medida, por permitir acompanhar de forma próxima os alunos repetentes e por potenciar melhorias nas notas e na disciplina dos alunos, mas avisam que são necessários mais recursos para melhorar o programa.

O presidente da ANDAEP, Filinto Lima, defende ainda, em declarações ao JN, que a medida se torne obrigatória. Isto porque a avaliação ao programa, feita pela Inspeção-Geral de Educação e Ciência, mostra que 32% dos alunos abrangidos faltaram a mais de metade das sessões com os tutores; e 9% dos alunos não foram autorizados pelos pais a frequentarem essas aulas.

Fonte: Observador

1 COMMENT

  1. Só queria saber a resposta a esta pergunta:

    Como é que um professor tutor ajuda o aluno naquelas disciplinas/matérias que requerem aprendizagens incrementais e acumulativas, sendo garantido o desastre quando se pula para um nível superior sem domínio do anterior, como por exemplo, na disciplina de matemática?

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