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Os Segredos Do Ensino Profissional

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O site Educare falou com Joaquim Azevedo, membro do Conselho Nacional de Educação, que aponta 4 motivos para o sucesso do Ensino Profissional. Pessoalmente considero que o Ensino Profissional precisa de limpar as toneladas de burocracia que ainda apresenta, mas sim, concordo que este tipo de ensino é hoje essencial nas escolas.


Os quatro “segredos” do ensino profissional

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Joaquim Azevedo, que foi diretor-geral do Ministério da Educação entre 1988 e 1992 e secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário em 1992 e 1993, faz uma retrospetiva e sublinha o “êxito” do ensino profissional. “Estes trinta anos volvidos asseguram-nos de que vale bem a pena construir um país melhor, mais justo e com pessoas profissionalmente mais qualificadas e humanamente mais realizadas”, sustenta. Sucesso que, na sua opinião, assenta em quatro pilares principais, a que chama os quatro “segredos”. O primeiro é ter escutado os principais protagonistas, ou seja, os jovens alunos, para conhecer forças e fraquezas da medida.

O envolvimento dos atores sociais é o segundo “segredo”. “Através de um novo compromisso solidário e cooperativo de centenas de instituições da sociedade portuguesa, de norte a sul do país, esse mesmo país que tantos dizem estagnado, incapaz e dependente, foi possível um desempenho notável neste empreendimento”. “Estas instituições foram os esteios que seguraram a vinha que tão belo néctar produziu e continua a produzir!”, acrescenta.

A negociação política para assegurar um amplo apoio à medida é o terceiro “segredo”. O quarto é a decisão política de considerar o ensino profissional um tipo de formação equivalente a qualquer outro, com a mesma duração e para o mesmo nível etário, “retirando-o o mais possível do tendencial menosprezo cultural com que o ensino profissional é considerado em Portugal (como em outros países europeus, sobretudo do Sul da Europa)”. “Sabíamos que estávamos a responder a necessidades e possibilidades concretas, de pessoas concretas e de instituições concretas. Criámos um modelo adequado a esta realidade concreta, que foi auscultada, estudada, negociada, projetada”, resume.

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1 COMMENT

  1. É pena a transcrição terminar antes da opinião de JA sobre a realidade atual, e cito: “O alargamento da oferta de cursos profissionais às escolas secundárias, em boa hora realizado, após 2004, foi concretizado de modo precipitado e demasiado rápido e impositivo, o que fez com que aquelas escolas secundárias que nunca deixaram de ser matricialmente liceus os tivessem tomado como um bom ‘caixote do lixo’ para os ‘alunos do insucesso’ que essas mesmas escolas vão gerando”, comenta.”
    O restante é um interessante (?) descritivo histórico.

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