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Os Que Partem Deixam-me Mais Só – Paulo Guinote

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As salas de professores ficaram mais pobres de muitos dos seus melhores profissionais, quantas vezes por esgotamento psicológico ou físico, enquanto cada vez mais alunos passaram a não ter aulas por períodos mais prolongados numa, duas, três disciplinas.

Por considerar inútil argumentar com quem foi agente ou cúmplice por omissão no agravamento desta situação, já pouco me apetece escrever sobre as causas e responsáveis pela situação que se vive. Prefiro antes deixar uma palavra de imensa compreensão em relação a muitos dos que partem como consequência do seu desânimo.

Porque eu compreendo quem parte, sabendo que não é uma desistência ou rendição, mas apenas a percepção de ser insuportável continuar nas condições que foram sendo criadas e nunca revertidas no essencial ao longo dos últimos 15 anos. Porque a partir de dado momento o “sistema” traiu as suas expectativas com argumentos falseados. Um sistema que não podemos já limitar apenas a este ou aquele mandato. Porque todos, sem excepção quiseram sempre mais, nada dando em troca ou dando-o apenas a pequenos grupos escolhidos pela sua postura “colaborativa” com o poder. Porque nem tudo é culpa do “sistema” ou da super-estrutura política, havendo muitas outras responsabilidades à escala micro, nomeadamente da parte de quem até gosta de ver partir, em jeito de selecção natural à sua medida, quem acha mais “fraco”. Quem sente que assim “sobe um lugar” na escala dos (de)méritos e vê alguém sair-lhe da frente.

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Pode consultar o artigo completo no site do Educare

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