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Os professores sub-30 dominam a tecnologia, mas mal podem esperar por voltar às escolas

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Joana Cabral está habituada a “ser a única professora jovem numa média de 55 anos”. Cristiana Sousa terminou o mestrado com aulas online e, poucos meses depois, é ela a professora com uma turma num ecrã, aos quadradinhos. Este ano, Joana Pimenta voltou “a ter colegas mais novos”. São professores substitutos de docentes de baixa médica. “Não são as condições ideais, mas os professores mais novos estão a ter oportunidades”, acredita a jovem de 28 anos, de Barcelos.

Tomados por estudantes nos corredores das escolas, os professores sub-30 são uma raridade em Portugal. São menos de 2%, segundo o mais recente relatório anual da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). De cada vez que chegam a uma escola pela primeira vez — e eles passam por muitas — dizem-lhes quase sempre o mesmo: “Tu és uma raridade. Tu nem existes.” Joana Cabral, professora de Geografia do secundário, de 25 anos, ri-se. “Depois, a primeira coisa que ouço na sala dos professores é: ‘Se tens outro tipo de trabalho, desiste disto.’”

1 COMMENT

  1. Pois é! Queixam-se que não há professores novos, que são todos 50 + e depois quando aparecem colegas novos, o incentivo que recebem é “desiste”!
    Quando comecei a trabalhar passei por várias escolas e, com 22 anos, era sempre a mais nova. Estive colocada em aldeias bem escondidas ou em bairros periféricos e complicados como o Bairro da Horta Nova ( quando era formado por pré-fabricados com aspeto de barracas) e no Bairro Padre Cruz, entre outros.
    Entretanto tirei outra licenciatura e se alguma vez me passou pela cabeça, desistir? Nunca!
    Desistir não é a solução.

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