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Os professores que estão com os miúdos? São invisíveis?

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Para ficar claro: se vier o confinamento prefiro dar aulas presenciais. Mas isso é o meu ponto de vista pessoal, de um tipo saudável de menos de 50 anos e a quem não apetece ficar em casa.
Até Rui Rio que discute a validade da medida de fecho geral com as escolas abertas, não vê o lado desumano para alguns professores de, havendo confinamento, terem de ir à escola. No seu ângulo crítico da medida não foi capaz de se lembrar dos professores. Para os referir. Para ele só há os “miúdos na escola e os pais em casa.”
Vejamos o que diz, citando, porque a frase mostra como não é só Marcelo que “nos falta aos afetos” e como esses políticos que temos desprezam os professores: “Custa-me a ver como é que fechar grande parte do país e não as aulas não, e os miúdos continuarem em contactos e os pais e levarem os miúdos e a virem… aguardo o que disserem os técnicos na sessão do Infarmed”.
E os professores que estão com os miúdos? São invisíveis? À força de serem enxovalhados pelos políticos, já estão imunes a tudo?

Rio estranha escolas abertas com país fechado

À saída do encontro com o primeiro-ministro, o presidente do PSD admitiu um confinamento idêntico ao de Abril, falou até em poder chegar a “quatro semanas”, mas mostrou dúvidas quanto à manutenção das escolas abertas – um cenário em que o Governo parece querer insistir. Sobre este ponto Rio aguarda explicações dos técnicos do Infarmed na próxima terça-feira, onde serão dados detalhes sobre o “suporte técnico” que o Governo diz ter para defender a posição de ao contrário do que aconteceu em Março manter, desta vez, as escolas abertas para aulas presenciais.

“Custa-me a ver como é que fechar grande parte do país e não as aulas não, e os miúdos continuarem em contactos e os pais e levarem os miúdos e a virem… aguardo o que disserem os técnicos na sessão do Infarmed”, afirmou.

“Teremos provavelmente no país um confinamento muito mais apertado, no meio ou no fim da próxima semana aquando da declaração do novo estado de emergência”, disse Rio aos jornalistas, depois da reunião em São Bento.

O líder do maior partido da oposição disse que o PSD está “disponível” para votar esse estado de emergência e suportar as medidas que defendem a saúde pública, aliadas com as atenuantes que seja possível”, ou seja, com apoios associados, “tendo em vista o drama do ponto de vista económico e social que representa fechar outra vez fortemente o país por mais duas semanas ou três semanas ou quatro”.

O líder do PSD não fez, porém, depender o apoio do PSD ao confinamento da decisão quanto às escolas, argumentando que a situação “não está para amuos”.

Ainda durante a tarde desta sexta-feira, o primeiro-ministro vai reunir-se com a Concertação Social e com o CDS e o PS. com Liliana Borges e Maria Lopes

Fonte: Público

1 COMMENT

  1. Ninguém! Ninguém menciona professores e funcionários das escolas! Nem presidente, nem governantes, nem oposição, nem epidemiologistas, nem médicos! Somos realmente invisíveis, colega Luís Braga, inexistentes! Nem vale a pena relembrar-lhes que somos grupos envelhecidos, com um elevado número de elementos de risco. Mais uma vez, fazem-nos sentir como se fôssemos descartáveis. Lixo.

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