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Os professores não se vendem por um “livrinho”…

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A reportagem que ontem a RTP emitiu no programa Sexta às 11 sobre os manuais escolares, foi deveras importante, há muito que as editoras enriquecem à custa da escola pública. Culpados? As próprias e também a própria tutela com as frequentes alterações curriculares, algo que felizmente este governo quer combater.

Não gostei das insinuações que foram feitas que os professores também estão metidos neste esquema, insinuando que eram “pagos” com “livrinhos” e “fichinhas” a troco das escolhas do livro “A” ou “B”.

Tal como disse Paulo Guinote, os manuais escolares são escolhidos pela sua qualidade e a pensar nos alunos.

Nunca vi, nunca ouvi, e não imagino que um professor se “venda” por um livro, capa ou mala da respetiva editora. As ofertas, se é que ainda existem (?), estão ao nível das saquetas à entrada das praias, ou tapa sois para os carritos. Fazer sequer a insinuação é insultuoso e falso, haja mais respeito e não se confunda a exceção com a regra.

Termino com um agradecimento ao Paulo Guinote, por mais uma vez nos ter defendido com dignidade, elevação e argumentação convincente e verdadeira.

Recomendo a leitura da sua análise.

E as Provas?

Um programa da RTP sobre o mercado dos manuais escolares foi derrapando para uma tentativa de culpabilização dos professores por “obrigarem” os pais a comprar manuais com um par de páginas alteradas, como se isso fosse responsabilidade sua. Uma ex.ministra e um ex-ministro apareceram, em forma de pilatos, a fingir que não foram eles os primeiros a desrespeitar as regras com micro ou meso-reformas de conteúdos, programas e metas conforme a brisa. Uma associação de pais desapareceu do ecrã por ter parcerias e patrocínios que poderiam desaparecer, os grandes grupos editoriais alegaram um complot para fazer o mesmo.

(carregar na imagem para ver o programa)

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