Home Escola Os professores, esses seres esquisitos! – Duarte Gonçalves

Os professores, esses seres esquisitos! – Duarte Gonçalves

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Os meus colegas são estranhos. Nos últimos dias, sempre que se fala de uma vacina imunizante contra a Covid-19, a esmagadora maioria afirma não a querer. De repente tornaram-se todos especialistas em vacinação com o espetacular argumento-tipo “não confio numa vacina feita à pressa”.
– Confiam numa máscara de pano.
– Confiam em álcool-gel.
– Confiam no distanciamento.
– Confiam no confinamento.
– Confiam na palavra do Costa e nas medidas do governo… De facto, alguns cumprem-nas quase religiosamente e ainda acham pouco.
– Confiam no senso comum (i.e. conversa de café).
– …
Mas por qualquer motivo insondável, não confiam no trabalho de alguns dos melhores cientistas do mundo.
Vá lá entender-se(?).
“Uma vacina demora anos a ser desenvolvida”, dizem os meus “colegas especialistas”.
É(RA) VERDADE.
– Em 1796, Edward Jenner vacinou uma criança com o pus da mão variólica duma mulher…
– Em 1885, Pasteur testou com sucesso a primeira vacina contra a raiva…
– No início do séc. XX foram desenvolvidas vacinas contra a tuberculose, a difteria, e o tétano…
– Durante e logo após a 2ª Guerra Mundial surgiram vacinas contra a poliomielite, o sarampo, a papeira e a rubéola…
De lá para cá o salto foi enorme. Atualmente a ciência proporciona mais de 50 vacinas contra várias doenças.
Estamos em 2020, séc. XXI. Aparentemente, a maioria dos meus colegas vê pouco conhecimento acumulado, microscópios e laboratórios arcaicos, cientistas mal formados, tecnologia e técnicas que não evoluíram… Um riso!
E estão tão bem informados que lhes passa ao lado que cada vacina em fase 3 é testada em dezenas de milhares de indivíduos.
Vocês sabiam que a vacina imunizante contra a gripe sazonal é diferente todos os anos e basicamente produzida pelos mesmos cientistas que estudam as da Covid-19? Sim, colegas: 3 estirpes diferentes da gripe sazonal são introduzidas em cada campanha de vacinação. Mas a da Covid… hummmmm!
Importa é reclamar de tudo e mais alguma coisa… Incluíndo das soluções.
Tenho uma ideia: vamos dar mais uns meses ao bichinho. Que tal? Vamos dar-lhe oportunidade de matar mais 4 mil e tal portugueses. Quem sabe não morra alguém que gostam.
Não, meus caros. As vacinas não contêm elementos modificadores do ADN, nem micro-micro-micro-micro-microchips para controlarem o que andam a fazer (para isso existem os telemóveis e as redes sociais .
Vamos lá ver se o governo não fará com as vacinas o mesmo que tem feito com o resto: obrigar-vos com ameaça de coimas. Esta linguagem parece ser bem entendida e aceite pela maioria.
p.s. Os meus colegas são tão estranhos que até “obrigam” um indivíduo que está a marimbar-se para a pandemia desde março, a escrever sobre este assunto.
Duarte Gonçalves

4 COMMENTS

  1. “(…)um indivíduo que está a marimbar-se para a pandemia desde março, a escrever sobre este assunto.”- Se o colega se está a marimbar para a pandemia deduzo que não queira ser vacinado. Afinal, será que para si a pandemia existe?!

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