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Quando os políticos devem ficar calados e o não fazem e não só.

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passos-coelho-jose-socrates-narizes-pinoquioEstamos num tempo em que demasiados, que têm acesso facilitado aos meios de comunicação social, e sabendo – o que não é nada difícil – que estes não têm agenda própria, e que se “agarram” a tudo e a nada, e todos ao mesmo, aproveitam a situação.

E em simultâneo, temos “ex-s” de tudo e de todos os lados, que estão sempre a aparecer e a falar, e os actuais, que têm necessidade de falar, falar, falar a tentar defender-se do que não é muito defensável. E como também está em “uso e costume”, a formatação em não assumir culpas – ninguém, tem culpas de nada hoje – atira “para o lado” e aponta os outros como culpados do que fez, ou se permitiu ter feito. E como o outro fez, esse é culpado o próprio, já não.

E circulamos em volta “disto” e andamos todos muto entretidos sempre no mesmo, com os mesmo e mais do mesmo.

Ninguém quer – ou já não consegue – pensar por si, fazer o seu percurso, e assim, faz o que é uso fazer mesmo que esse “uso” seja muito pouco e muito esvaziado.

E a manipulação para não se pensar, e deixar que os outros nos façam o pensamento está tão vulgarizada, que ninguém se quer dar ao trabalho, de ensaiar – se calhar já não consegue – desligar tudo à sua volta, e pensar, por si e não pelo outro.

E a necessidade de actualizar tudo – e nada de nada – ao segundo, feito com emissões em directo, a cores, com  dois ou três no estúdio e outros tantos no terreno, todos a dizer mais do mesmo, em  mais de 45 minutos que não deixam nenhum rasto e muito menos conclusão, está  demasiado vulgarizada.

E andamos nisto e não sabemos sair disto. E todos falam ao mesmo tempo de tudo e de nada, mas sempre do mesmo e dos mesmos.

E, de facto não há culpados. Ninguém consegue assumir que fez mal para o cargo que na hora ocupava, e por vezes, tantas vezes ainda ocupa, e não sai da lá, que “aquilo” deve ser muito bom, ou ter cola!

E, o outro faz/fez o mesmo, mesmo que mal feito.

Logo, por certo o lugar, o local, o posto, o cargo obriga a que seja igual. E todos arranjam pretextos, que já nem desculpas – nunca, hoje, alguém tem culpa, pelo que não se desculpa –  para rolar no vazio a que chegamos e que ficou tão esvaído de tudo, que é desgraçado pessoas –o animal superior existente à face da Terra – estarmos , como nós assim estamos. E ainda não bateu no fundo!!!

Augusto Küttner de Magalhaes

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