Início Rubricas Os nossos jovens continuam muito jovens e a beber demasiado álcool.

Os nossos jovens continuam muito jovens e a beber demasiado álcool.

208
0

alcool2Os nossos jovens continuam muito jovens e a beber demasiado álcool. Em ditadura não havia como os pais não enviarem os filhos, ainda crianças, para trabalhar, por serem muitos, por não haver dinheiro para todos sustentar e por o Estado na ocasião “fechar os olhos” ao problema. E havia crianças de 9 anos que de manhã com ou sem pequeno-almoço tomavam um copo de bagaço para “aguentar a jornada”. E era um País com um índice elevado de alcoólicos.

Com a Democracia, começou-se a delimitar o acesso às crianças ao mundo do trabalho, e consequentemente ao álcool, deixara de ser necessário. E parecia que lentamente iríamos combater esta “praga”, de crianças a beber álcool a mais, jovens a tornarem-se alcoólicos para a vida, com todas as consequências físicas e psíquicas dai inerentes. Hoje, numa semi-democracia estamos na mesma. As crianças aos 12 anos já não bebem demasiado por os pais necessitarem que vão trabalhar, para ajudar ao orçamento doméstico, mas por ser “fixe” começarem as “bebedeiras” naquelas idades – todos o fazem!- e por os pais não mandarem nos seus filhos. E pelos mais recentes índices, continuamos tristemente a ter conhecimento de algo que infelizmente nada nos espanta, que a partir dos 14 anos e até aos 34 anos se bebe em excesso para a idade, neste nosso País.

Já Salazar dizia que o “vinho dá de comer a um milhão de portugueses”, e lá teria motivos para o dizer. E hoje já não será bem “por isso” mas de facto por ser “fixe, meu”! E continuamos a não nos querer emendar, e a não querer cuidar de novos como o deveríamos “ter” que o fazer. E como a legislação que proíbe a compra e uso de álcool por jovens com menos de 18 anos, não passa de “letra morta”, temos sempre crianças e jovens divertidamente nos copos e tudo numa “boa”! E pais/mães não sabem o que fazer, logo permitem, quem deve fazer cumprir a lei alega todos os motivos para o não conseguir fazer, até como a falta de automóveis, mesmo que seja onde automóveis não podem chegar. E estamo-nos indefinidamente com os mesmos problemas de forma diferente na nossa frente, e sem os sabermos ou pretendermos resolver. Em demasiadas áreas! Esta, uma delas e gravíssima!

Augusto Küttner de Magalhães

COMPARTILHE

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here