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Os jovens e a escola

stress escolarA distância que existe entre a escola e os jovens é uma questão difícil de explicar. Na maioria dos dias, entre o momento que toca para entrar e a última aula da tarde, não há comunicação assertiva. É uma relação autoritária, académica, silenciosa do ponto de vista emocional.

Os professores afastam cada vez mais os jovens da escola. Perdidos na sua adolescência turbulenta, enfrentando cada vez mais o autoritarismo de alguns professores preocupados em cumprir o currículo da pior maneira, nem conseguem ensinar. Perante desmotivação eminente dos alunos, eles, os professores persistem em continuar a dar a matéria no quadro para dois ou três alunos mais omissos que querem aprender. Afinal o resto da turma, os outros vinte e cinco, esses são mais problemáticos e esses sim são ameaçados com faltas disciplinares, o famoso GPS, Gabinete de Gestão de Conflitos, nome pomposo, que cumpre o que a senhora doutora professora mandou fazer ao menino de dezoito anos, escrever vinte vezes o que estava no quadro…

A distância eminente entre professores e alunos é tudo o que de extraordinário acontece na escola com os jovens, e a escola nega à sua comunidade e ao mundo, o valor do trabalho que desempenha com estas atitudes anti pedagógicas dum profissionalismo que nada conhece da psicologia da adolescência e dos jovens. E aqui cumpre, uma vez mais, a legislação, a sinalização à CPCJ, o absentismo instala-se. Esquecem-se, os professores, que estão a destruir projetos de vida de jovens perdidos, oriundos de famílias disfuncionais ou destruturadas.

O maior fator de estresse para os adolescentes é o desempenho na escola. De acordo com a pesquisa do About. mais de 6 mil adolescentes, “a pressão acadêmica”é, de longe, a maior fonte de estresse – mais de 4 em 10 adolescentes (43%) relataram isso.

Os relacionamentos com os colegas, ocasionalmente, leva-os a não dormirem à noite, preocupados a respeito de que os amigos podem não gostar deles. A escola é um contínuo sugador emocional. Notas baixas levam a mais pressões do grupo e de sexo, a maior frustração com os pais e a mais ansiedade quanto a seu desempenho futuro. Isto é uma constante nas escolas.

Por Leonor Rodrigues

Imagem retirada daqui

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