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“Os deputados, na A.R. tiram a máscara para falar, os professores e os alunos não o podem fazer…”

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Partilho com os nossos leitores duas queixas que nos chegaram sobre as novas aulas presenciais e que podem representar a opinião de muitos.


Na minha escola as turmas não foram desdobradas, e as aulas são dadas na biblioteca, no refeitório etc… Os alunos estão distanciados uns dos outros mas, o esforço que o professor tem de fazer para que, de máscara, os alunos mais atrás o oiçam, é de uma violência atroz. O calor é muito e nos dias que se avizinham ainda será mais. Os alunos do 11º ano têm 950m presenciais semanais, o que significa que todas as tardes vão à escola ter 200 minutos de aulas, debaixo de um calor imenso. De manhã têm 6 horas à distância. Isto não é um abuso? É que, tanto alunos como professores, estão já exaustos e, a semana ainda nem acabou… Os deputados, na A.R. tiram a máscara para falar, os professores e os alunos não o podem fazer…

Maria Martins


Na minha escola as turmas não são desdobradas, pelo que a carga horária manteve-se. Para haver distância entre os alunos as aulas são dadas na biblioteca, refeitório e outros espaços que foram adaptados. O professor, de máscara, para se fazer ouvir pelos alunos mais atrás tem de projetar a voz, fazendo um esforço extremamente violento. Às vezes parece impossível falar e respirar ao mesmo tempo. O calor tem sido muito e pelos vistos ainda vai aumentar mais. Os alunos do 11º ano estão com 950 minutos de aulas presenciais. Isso significa que têm de ir à escola todas as tardes da semana e aguentar de máscara 200min, apenas com 10 min. de intervalo, após o primeiro bloco de 100 min. A semana ainda não acabou e alunos e professores já estão exaustos. E isto até 26 de junho? Em que estado vão chegar estes miúdos ao exame? E os professores que a seguir às aulas ainda vão ter, secretariado de exames, turmas e classificação de exames? E depois vêm as férias que têm de ser em agosto. Nem conseguimos tirar os dias todos a que temos direito, porque em setembro vem a 2ª fase de exames e ao mesmo tempo há que preparar o ano letivo e classificar mais exames… E não esquecer que a maioria de nós já vai nos 60 anos.

Muita saúde,

Valentim


“Não é fácil estar de máscara ao longo de quatro aulas”

Lá dentro, Maria sentiu-se segura: “É muito mais seguro estarmos aqui do que na rua”. Mesmo com o incómodo de não poder largar a máscara ao longo de quatro aulas de 50 minutos. “Não é fácil estar sempre de máscara e na sala, mas no intervalo podemos sair para o corredor atribuído a cada turma, respeitando a distância que está marcada com riscos no chão”. Sente que não está tão preparada para os exames como se tivesse tido um ano normal. “Tenho receio, porque perdemos o ritmo. Mas os professores estão a fazer tudo para nos ajudar. Vai correr bem”.

Fonte: JN

3 COMMENTS

  1. É verdade. Não é fácil nem para os professores nem para os alunos… Eu nem quero pensar em ter de estar 100 minutos seguidos de máscara. E a falar e a tirar dúvidas aos alunos, sem poder chegar até eles. É muito fácil dizer que a vida tem de voltar ao normal. Mas é normal dar aulas em refeitórios, de máscara e com medo de mexer no teclado do computador porque pode não ter sido devidamente desinfetado. Que raio de normalidade tão anormal!

  2. Também estou na mesma, como professor de uma turma de 27 alunos. 3 tempos seguidos de 45 m com uma turma: duas horas e 15 minutos, com máscara. Mas faço um intervalo de 10 minutos. A máscara é quase inútil, um desperdício sem sentido, dado que dou aulas num anfiteatro, em que o aluno mais próximo fica a uns quatro metros. Há regras rígidas contraproducentes e que vão para além do razoável e da legalidade.

  3. Na AR tiram a máscara para falar, mas se houver complicações será problema deles. O uso da máscara é para proteção de todos. É muito complicado usá-la, porém, o que se pode fazer é pensar em soluções, como a tal pausa de 10min referida acima; e onde for possível, mediante o material disponível, recorrer a microfones para ampliar a voz. Às vezes até os alunos têm colunas portáteis, testar se há forma de fazer ligação desde o telemóvel do professor (por exemplo). Ou fazer em conjunto uma avaliação entre todos sobre se as aulas presenciais neste momento serão mesmo imprescindíveis.

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