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Os Conselhos De Turma Do 3º Período Voltam A Ser Presenciais?

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Começam a surgir comentários que mostram que as escolas estão a optar por diferentes estratégias, umas já decidiram regressar ao formato tradicional enquanto outras mantêm o formato digital.

Legalmente as reuniões já podem ser presenciais, desde que se respeite as orientações da DGS, como acontece com as aulas presenciais. As vantagens/desvantagens de ambos os modelos já são conhecidas, no regime presencial as conversas fluem de forma muito mais natural, mas perde-se muito tempo em debates estéreis que a distância do digital limita bastante. Se conseguirmos transpor o melhor do digital para o presencial, será a demonstração que aprendemos algo desta tragédia.

Não é que este assunto seja de extrema importância, mas tendo em conta que temos um novo diretor da DGEstE, Jorge Gonçalves, talvez possamos conhecer a sua opinião sobre esta matéria e assim conhecer um pouco da sua visão perante a pandemia e a sua influência no contexto escolar.


Atualização:

DGESTE – Conselhos De Turma De Avaliação Podem Ser Realizados Online

5 COMMENTS

  1. As Direções dos Agrupamentos Escolares que criam a “obrigatoriedade” de reuniões presenciais de avaliação no 3.º período promovem um risco inútil e perigoso por várias razões:
    – Porque os perigos de contágio continuam presentes. Basta verificar as estatísticas nacionais e também verificar o encerramento de vários J.I. após 15 dias da sua abertura;
    – Porque as reuniões de avaliação envolvem, naturalmente, vários intervenientes, no mesmo espaço físico e durante um período longo de tempo. E mesmo que se desconte o tempo dos “debates estéreis”, se quisermos dar dignidade ao trabalho e seriedade ao tema da avaliação temos, inevitavelmente, de lhe dar tempo;
    – Porque os documentos, os materiais e as superfícies de trabalho estão a ser partilhados fisicamente. Não podemos fugir a isso com ou sem luvas, com mais ou menos desinfeção. Mas evitaremos perigos de contaminação se a partilha for feita à distância. Quero dizer, não deveríamos ignorar as próprias recomendações da DGS:“todas as superfícies podem ser fonte de contaminação”, a DGS recomenda que as superfícies de “toque frequente, manipuladas ou tocadas por muitas pessoas e com muita frequência ao longo do dia” sejam desinfetadas regularmente;
    – Porque já nos experimentámos nas reuniões de avaliação, em formato digital, no 2.º período e provámos que o trabalho se fez com eficácia e seriedade logo, pode ser reproduzida, no 3.º período, a metodologia de reuniões à distância;
    – Porque, os docentes deslocados das suas residências são um número significativo de trabalhadores, talvez os mais mal pagos, e vão ter de custear deslocações e alojamento para estarem alguns dias em reuniões presenciais;
    – Porque, os docentes mais velhos de idade compõem um outro número significativo de trabalhadores que querem trabalhar mas serem merecedores de respeito.
    Em conclusão, as reuniões presenciais de avaliação não são mais “válidas” ou “legais” do que as reuniões digitais. No contexto do momento, será de bom senso, fazer reuniões de avaliação em formato digital.
    As reuniões presenciais exigidas pelas Direções dos Agrupamentos Escolares são resultado de “vistas curtas” e do exercício do poder que me escuso de adjetivar.

    Manuela Lourenço, professora do 1.ºCiclo do Ensino Básico

  2. Ex.mo(a) Senhor(a) Diretor(a) de Escola /Agrupamento de Escolas
    Ex.mo(a) Senhor(a) Presidente de CAP

    Tendo chegado à DGESTE pedidos de informação sobre a realização dos conselhos de turma do 3.º período, encarrega-nos o Secretário de Estado Adjunto e da Educação de informar que, dadas as circunstâncias, as reuniões de conselho de turma de avaliação poderão, neste ano letivo, ser realizadas não presencialmente através de meios telemáticos de comunicação síncrona. Importará garantir que todos os docentes têm acesso à documentação necessária e que estão garantidas as condições que permitem não só a participação de todos os docentes, mas também a tomada de decisão colegial nos termos legais.

    Com os melhores cumprimentos,

    João Miguel Gonçalves

    Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares

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