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Os candidatos a professores deviam fazer testes psicotécnicos.

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Antes que me comecem a destratar por ousar escrever o título que escrevi, leiam com atenção as notícias em baixo, bem como os respetivos excertos.

Professor acusado de abusar sexualmente de três alunas em Felgueiras

(JN)

O arguido está acusado de 117 crimes de abuso sexual de crianças, adiantou esta quinta-feira a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto.

De acordo com a acusação, indicada na nota da PGD, o professor, aproveitando-se desta sua função, tocou em três meninas por cima da roupa em diferentes ocasiões.

Professora suspensa 20 dias por obrigar aluno a comer sopa após vómitos

(Público)

“Para o devido apuramento dos factos, foi instaurado processo disciplinar à docente”, no qual ficou provado que aquela “ordenou que o aluno continuasse a comer a sopa, apesar de este ter dito que não conseguia comer mais, tendo vomitado para o prato o que tinha acabado de ingerir”, adiantou Rúben Fournier.

De acordo com o inspector regional da Educação, “de seguida, a professora obrigou o aluno a comer o resto da sopa e o alimento vomitado“.

Vou ultrapassar o meu instinto mais primário e abdicar de escrever algumas considerações sobre estes dois indivíduos que me recuso a chamar de professores.

Somos muito mais de 100 mil e são aos milhares aqueles que executam a sua função com elevada responsabilidade.  Continuo a acreditar, perdão, a ter a certeza, que a grande maioria dos professores são efetivamente competentes e que a Escola Pública só aguenta graças à dedicação de muitos Professores com “P” maiúsculo.

Mas também é verdade que, como em qualquer profissão, existem uns quantos que não são dignos de carregar o nobre título de professor. Se a avaliação de professores fizesse o seu trabalho, separando o trigo do joio, e a Inspeção Geral de Educação fosse eliminando quem não merece estar no sistema, rapidamente estaríamos perante uma classe limpa de malwares. Só que infelizmente assim não é, a palavra avaliação faz tremer muita gente, “mérito” seja dado a Maria de Lurdes Rodrigues, e a incompetência de alguns vai-se perpetuando em diversas salas de aula. Pais, professores e a tutela sabem que assim é… Não estou a revelar nada de novo…

Os professores, em 12 anos de escolaridade, passam a maior parte do tempo com crianças que são incapazes de se defender. Por muito cansaço e saturação que possa existir, nada justifica o injustificável, e se não são capazes de aguentar o fardo, então mais vale saírem pelo próprio pé e darem espaço a quem quer e precisa de trabalhar. Mas os parasitas são assim, alimentam-se das falhas do sistema, aproveitando a apatia de terceiros.

Defendo por isso, não uma PACC, ou qualquer tipo de filtro após a formação do professor, mas sim, a aplicação de testes psicotécnicos obrigatórios e com cariz eliminatório, a todos os que se queiram candidatar ao Ensino Superior via Ensino. Trata-se por isso de uma medida preventiva, que redirecionava todos aqueles que não tivessem o perfil adequado à docência.

Quando tanto se fala na valorização docente, esta também deve ser feita de dentro para fora e não apenas de fora para dentro. As vantagens são totais, asseguramos que temos futuros professores equilibrados e que aguentam as exigências da profissão, além de virem munidos de elevados padrões morais, indispensáveis ao cumprimento do cargo.

Ser professor não pode ser para qualquer um e não é qualquer um que pode ser professor. Tenhamos a coragem, NÓS também professores, de assumir, que nem todos merecem o privilégio do título que carregam e que a maioria é fortemente penalizada por uma minoria que NUNCA devia por os pés numa escola!

E agora que leram tudo… concordem, discordem, mas com elevação s.f.f….

12 COMMENTS

  1. Somente os Candidatos ? Eu sou uma pessoa diferente aos meus 25 anos, quando sou candidato, do que, aos 40 .. 50 .. creio que ninguém se opõe a ser avaliado, em qualquer altura da carreira.

    • Por mim, venham eles… mas sei que isso causa uma forte urticária a muita gente e muito sindicato…

  2. E os que não passam por cursos via ensino? Ainda são muitos. Há áreas onde é impossível organizar formação inicial de professores (mecânica e turismo, só para referir dois exemplos).

  3. Lamento mas julgo que nenhum teste psicotécnico aos 20 anos consegue detetar os desvios acima referidos que ocorrem por vezes aos 40 ou 50 anos. Só com observação e atenção constante dos indícios que o professor infrator deixa e uma cultura de valorização do mérito.

    • Mas permitem traçar um perfil psicológico. Não nos centremos apenas nas questões referidas.

        • Isto é muito simples, se acha que os testes psicotécnicos não servem para nada, não vale a pena fazê-los, se ao contrário, reconhece alguma validade aos mesmos, qual o motivo para não aplicá-los?

      • E nessas profissões não há abusadores sexuais, indivíduo emocionalmente instáveis e pessoas que usam violência. Os testes evitaram isso tudo, não é verdade?
        Qualquer indivíduo que tenha um problema deste tipo e que tenha consciência dele, consegue ludibriar o teste psicotécnico, além de se correr o elevado risco de o teste denunciar perfis problemáticos para quem não tem nenhum destes problemas.
        É o primeiro passo de coisas mais graves. Se alguém Tiver o gene da esquizofrenia ( e as últimas investigações apontam para a identificação desse gene), há que fazer a o rastreio genético e impedir essa pessoa de aceder à profissão mesmo que não tenha sintomas.
        Está no gene, está no teste psicotécnico, está no perfil psicológico… e depois virá está na raça, está na origem social.

        • Não estou como é óbvio só a falar dos distúrbios mais graves. Há todo um perfil para se ser professor, os testes psicotécnicos podiam dar um bom contributo, inclusive para o candidato saber se tem ou não perfil para a coisa.

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