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Os “Bitaiteiros” Que Falam Do Ensino Em Portugal

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No nosso País existe uma classe extremamente privilegiada que pulula pelas televisões, jornais, revistas, por qualquer canto onde pode aparecer, fazer uns comentários e ganhar uns cobres.

Por vezes são apelidados de comentadores, tanto comentam a atualidade nacional de manhã, como durante a tarde criticam a arbitragem num dérbi e chegada a noite já estão prontos para a política internacional.

Magnifico não é?

Estes personagens que de tudo falam procuram capturar para si próprias uma imagem respeitabilidade jornalística que lhes daria alguma credibilidade. Em vão!

Atuam frequentemente em grupos. Misturam os comentários com um tipo de entretenimento macabro, disfarçado de pseudoinformação. Conseguem mesmo fazer uma afirmação, a seguir dar uma gargalhada bem audível, com ar bonacheirão, misturada com uns trejeitos estranhos e depois com ar sério fazer uma afirmação contrária à inicial. Reconhecem alguém?

Estes comentários em grupo confundem-se facilmente com programas de informação mas na minha opinião não passam de atores pífios de piadolas circenses… como os palhaços, (note-se que nutro o máximo respeito por estes últimos).

Esta espécie vulgar nos nossos meios de comunicação social tem como função “mandar bitaites”, mandam bitaites sobre tudo e mais alguma coisa.

Sendo esta a sua função penso que poderão ser apelidados de “bitaiteiros”.

Recentemente um bitaiteiro da nação, João Miguel Tavares, tem escrevinhado umas tretas sobre a infelicidade do facto de as escolas estarem fechadas para determinados anos de escolaridade.

É sabido que o encerramento das escolas foi um dos principais fatores que impediu a propagação do vírus, mas quando os factos quando não servem interesses próprios não interessam.

Mais, este bitaiteiro apelida o trabalho dos professores como “teletreta”.

Quer dizer, passam os professores mais de oito horas em frente ao computador, procurando manter o contacto com os seus alunos, impedindo o abandono escolar, mantendo o contacto com família, consolidando conhecimentos, ou mesmo lecionando novos conteúdos, que para este bitaiteiro são tudo tretas.

Queixa-se o bitaiteiro de que tem quatro filhos e que é duríssimo…

Sinceramente, quatro filhos, não me parece nada de extraordinário como se pode ver pela imagem em baixo:

https://www.minhodigital.com/news/maias-e-outras-tradicoes-e

Como conseguiram estes Pais educar dezasseis filhos? Ainda por cima sem a CONFAP.

Recordo que no passado o bitaiteiro já chegou a recorrer ao primeiro ministro para deixar os seus filhos no palácio de S. Bento.

É um privilegiado cheio de mordomias e ainda se queixa!

Num passado recente uma antiga enfermeira, numa maternidade, quando as jovens mães prestes a dar à luz, com as dores soltavam algum gemido ela invariavelmente afirmava, “quando o fizeste não gritaste portanto agora está calada”.

Estou convencido que o bitaiteiro quando os fez também não reclamou, portanto agora também não tem nada de reclamar.

Tem o privilégio de estar em casa com os seus filhos, com condições melhores do que 99% dos portugueses, em vez de exercer uma paternidade ociosa e estar com pieguices que atue como um verdadeiro Pai, se for capaz.

 

Sr. Professor Zé

5 COMMENTS

  1. Quanto ao Bitaiteiro estou de acordo em tudo.
    Já em relação ao facto dos professores trabalharem muito, já não estou muito de acordo.
    De facto, há milhares de professores desaparecidos em combate!

    • Bom Dia

      Agradeço o comentário.

      A realidade que conheço, dos professores com os quais estou em contacto, é que este “ensino remoto de emergência” aumentou substancialmente o horário de trabalho. Entre aulas síncronas, assíncronas, respostas a inquéritos das direções, correção de tarefas realizadas semanalmente pelos alunos, contactar Encarregados de Educação, entregar meios informáticos a quem não os detinha, etc. o tempo despendido é manifestamente superior.

      Cumprimentos,

      Sr. Professor Zé

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