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Os bastidores da Educação são um mundo podre.

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As últimas semanas têm sido para mim uma profunda desilusão sobre os meandros do mundo educativo. Há uns meses atrás, a minha ignorância permitia-me fazer certas análises sem ter conhecimento de segundas intenções, hoje já não posso dizer o mesmo…

Não me refiro ao interior das escolas, refiro-me sim a diversas entidades que mexem os seus cordelinhos com interesses umbiguistas e que estão borrifando-se para as escolas e seus alunos.

A hipocrisia é total, as minas estão por todo o lado, os interesses estão bem enraizados e variam consoante as cores políticas de quem está no governo. É um mundo sem educação, sujo, cheio de facadinhas nas costas, onde se vive duvidando de todos e olhando sistematicamente por cima do ombro.

Se somarmos a isto, a saturação e desconfiança que existe nas escolas e que é transversal a toda a comunidade educativa, dificilmente haverá mudanças que sejam aceites e que se concretizem.

Vivemos numa guerra constante, interna e externamente, a Educação é um espaço onde todos têm opinião e onde todos querem mandar. Os consensos são impossíveis e o futuro está condenado.

Não acreditam? Então reparem nos jogos que ocorrem neste campeonato das facadinhas:

Partidos Políticos vs Partidos Políticos

Ministério de Educação vs Ministério das Finanças

Sindicatos vs Ministério de Educação

Diretores vs Ministério de Educação

Professores vs Sindicatos

Pais vs Professores

Assistentes Operacionais vs Ministério de Educação

Pais vs Ministério de Educação

CNE e CE vs Ministério de Educação

Editoras vs Ministério de Educação

Professores vs Ministério de Educação

Professores vs Diretores

Associações de Professores vs Ministério de Educação

Alunos vs Professores

e julgo que não me esqueci de ninguém…

 

Que futuro? Que estabilidade? Que reforma positiva poderá ocorrer num meio onde todos ralham e todos julgam que têm razão?

No dia 10 de março,  o Conselho das Escolas enviou um documento onde muita coisa me apetece dizer, mas sinceramente não me sinto confortável em mexer em algo que cheira a perfume, mas esconde um fedor nauseabundo… digo apenas que o seu final…

Para este Conselho, mais do que o documento em si, serão as alterações que as suas “implicações práticas” exigirão que o tornarão mais ou menos credível e cuja implementação, pela dimensão que aparentam assumir, terá que ser faseada, criteriosa, discutida e participada de forma a “garantir a estabilidade do trabalho nas escolas, o que pressupõe reformas progressivas, planeadas, negociadas e avaliadas, e uma forte aposta na formação de professores”

é uma constatação do que disse anteriormente, o Conselho das Escolas sabe bem que a discussão (bem ou mal), a reforma progressiva (bem ou mal), e a implementação faseada (bem ou mal), será uma realidade. Mas fica bem dizer certas coisas para depois aparecer na fotografia e dizer…

Estão a ver… em bem disse que devia ser assim.

Triste mundo este da Educação…

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