Home Rubricas Os alunos são donos do seu futuro. Bom ou mau… Escolham!

Os alunos são donos do seu futuro. Bom ou mau… Escolham!

201
0

O segundo período está a caminhar para o fim a passos largos e o terceiro período passa a correr. Quem está no 9º ano tem que tomar uma decisão quanto antes. Entre as hipóteses que existem, e são várias, a escolha nem sempre é fácil. Surgem as dúvidas, as indecisões e as ideias românticas de um futuro que todos desejam bonito e  assegurado. Legítimo mas irrealista. O futuro constrói-se, a pulso, com sangue, suor e lágrimas.

As opções no ensino geral são muito claras: quatro áreas específicas que não apresentam dúvidas de maior. Para se tornar mais simples vou só usar os nomes com que são conhecidas, ciências, artes, economia e humanidades. Ciências será a porta de saída para as engenharias e a saúde, basicamente. Economia oferece, igualmente, o campo das finanças e gestão. Artes relaciona-se com apetência e competência específica, como o design, a pintura e tudo o que remete ao tema. Humanidades acaba por ser um campo mais alargado, dando acesso a línguas e letras em geral.
Os cursos profissionais disponibilizados pelas escolas secundárias variam consoante as zonas e as exigências locais. Existem ainda outros cursos, das ditas Escolas Profissionais, que oferecem uma visão diferente e mais apurada sobre o mercado de trabalho. Certas escolas secundárias não podem ser melhores nas suas ofertas por indisponibilidade de recursos, o que já não acontece nas escolas especializadas. É tudo uma questão de opção e de vontade de aprender.
As escolhas são sempre difíceis de efectuar e a imaturidade aliada a um mundo cada vez mais facilista, acaba por resultar em caminhos errados e penosos para os alunos. Querer ficar com os amigos ou com os colegas é um contra-senso, uma vez que a vida faz-se de desafios e situações reais. Não são as amizades que irão prover o futuro nem colocar o pão na mesa. É a capacidade que cada tem de agarrar o que for preciso, que o prepara para a vida.
Custa ver alunos a desperdiçar vocações indo por caminhos diferentes só porque alguém lhes sugeriu ou porque a pressão social é forte. Não são os testes que lhes ditarão o futuro mas sim o profissionalismo e o conhecimento que terão daquilo que escolherem. Todos são importantes e necessários e o que é preciso é que existam bons profissionais, sejam em que área for.
Na passada semana vimos o chão da Avenida de Ceuta abater. Uma cratera gigantesca e assustadora mas felizmente não engoliu nenhum carro. Tinha 9 metros de profundidade mas a informação que passou na RTP, canal oficial e público, era surreal: Buraco com 9 metros quadrados de largura. Aqui está um exemplo de mau profissionalismo ou falta dele.
Não é isto que se pretende. O que se deseja é uma sociedade repleta de pessoas competentes e aptas a arregaçar as mangas e colocar as mãos na massa, quando for preciso. E por falar em massa, também foi na passada semana que o Secretário de Estado de Educação falou dos Cursos Profissionais e fez um paralelo com o Curso de Pastelaria e o de Línguas, e que deu azo a interpretações erradas.
O que ele quis dizer é que estes cursos estão a ser desvalorizados quando são, obviamente, essenciais e necessários. Bolos todos gostam de comer mas esquecem-se de quem os faz. São profissionais como qualquer um outro. Olha-se de lado como se estivessem numa situação de inferioridade. Interessam os fins mas os meios ficam esquecidos.
De igual modo outras profissões são ignoradas mas essenciais para o bom funcionamento da sociedade, como os canalizadores, electricistas, pedreiros, carpinteiros e outros ofícios tradicionais que existem por algum motivo. Não estou, de modo algum, a fazer a apologia dos cursos profissionais, o que pretendo é fazer ver a sua importância e o lugar que merecem.
Claro que continuam a ser necessárias pessoas com cursos superiores como os médicos, os advogados, os engenheiros, os professores e tantas outras profissões. Ensino superior ou ensino profissional? Todos juntos são a força que provoca a a evolução e o aumento dos conhecimentos. A vida não pára e estão sempre a aparecer novas variantes, novos quebra cabeças que têm de ser resolvidos.
Posto isto, seria bom que se tivesse em linha de conta a realidade e o mundo onde se vive. Será que sabem quais as profissões dos seus pais? O que efectuam para lhes fazer chegar o que necessitam? O que verdadeiramente são? São inúmeras as actividades que asseguram a educação dos filhos e que fazem marchar esta roda enorme, gigante, que é o mundo.
Margarida Vale.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here