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Os Alunos Do E. Profissional Não Fazem Exames E Vão Roubar Vagas Ao E. Regular No Acesso Ao E. Superior?

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Ao longo de meses circulou a informação, inclusive no ComRegras, que os alunos dos cursos profissionais não teriam de realizar exames para aceder ao Ensino Superior e assim teriam via aberta para prosseguir estudos, roubando vagas aos alunos do Ensino Regular. Ontem mesmo circulou pelas notícias e redes sociais que os alunos do Ensino Profissional não terão de realizar exames.

Não é verdade!

Os alunos que frequentam cursos profissionais e querem prosseguir estudos para o Ensino Superior “Regular”, terão de realizar os exames específicos tal como um aluno do Ensino Regular.

Porém, já para 2020/2021, haverá vagas específicas, ou seja, que não irão a concurso nacional, em Instituições do Ensino Superior, destinadas a candidatos do Ensino Profissional onde estes terão de prestar provas (exames, etc.) nas respetivas Instituições.

É um caminho paralelo com condições específicas, não interferindo com as vagas destinadas aos alunos do Ensino Científico-Humanístico.

Mas podem questionar que os alunos do Ensino Profissional não têm de fazer os exames a várias disciplinas como no Ensino Regular e mesmo assim concorrer ao Ensino Superior “Regular”. Verdade, mas também é verdade que qualquer aluno de qualquer curso, regular ou não, pode concorrer a uma determinada vaga, desde que realize os respetivos exames específicos. Mas todos sabemos que a preparação de um aluno via Ensino Regular é muito mais focada para os exames do que a preparação disponibilizada a um aluno de um curso profissional… São duas vias criadas com objetivos diferentes!

Deixo-vos com o ponto 17.º do Despacho Normativo n.º 3-A/2020 que é bastante claro.


Artigo 17.º

Exames a realizar para prosseguimento de estudos por alunos de outras ofertas educativas e formativas

1 – Os alunos dos cursos artísticos especializados e dos cursos profissionais com percurso formativo próprio iniciado no quadro do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular (PAFC), aprovado pelo Despacho 5908/2017, de 5 de julho, e desenvolvido no âmbito do Decreto-Lei 55/2018, de 6 de julho, que pretendam prosseguir estudos no ensino superior, apenas necessitam de realizar os exames finais nacionais nas disciplinas que elegerem como provas de ingresso, não havendo lugar a realização de exames para cálculo da classificação final do curso para efeitos de prosseguimento de estudos no ensino superior.

2 – Os alunos dos cursos artísticos especializados, dos cursos profissionais e dos cursos vocacionais, ao abrigo do Decreto-Lei 139/2012, de 5 de julho, com o curso concluído no ano escolar 2012/2013 e seguintes, que pretendam prosseguir estudos no ensino superior realizam, como autopropostos, o exame final nacional de Português (639), da componente de formação geral dos cursos científico-humanísticos, e um outro exame final nacional, escolhido de entre os que são oferecidos para os vários cursos científico-humanísticos.

3 – Os alunos dos cursos científico-tecnológicos com planos próprios da via tecnológica e que pretendam prosseguir estudos no ensino superior, realizam, como autopropostos, o exame final nacional de Português (639), da componente de formação geral dos cursos científico-humanísticos, e exames de uma disciplina trienal e de uma disciplina bienal, escolhidos de entre os que são oferecidos na componente de formação específica dos vários cursos científico-humanísticos.

4 – Os alunos dos cursos científico-humanísticos do ensino recorrente ao abrigo do Decreto-Lei 74/2004, de 26 de março, e do Decreto-Lei 139/2012, de 5 de julho, que pretendam prosseguir estudos no ensino superior realizam os exames finais nacionais de Português (639) da componente de formação geral, da disciplina trienal da componente de formação específica do respetivo curso, bem como de duas disciplinas bienais da componente de formação específica escolhidas de entre as várias disciplinas que integram os planos de estudos dos cursos científico-humanísticos ou, em alternativa, de uma destas disciplinas bienais e de Filosofia (714) da componente de formação geral.

5 – No caso dos alunos que hajam concluído um curso de nível secundário, atual ou extinto, tenham ingressado em ano letivo posterior em curso científico-humanístico do ensino recorrente e pretendam prosseguir estudos no ensino superior, a Classificação Final de Curso para Efeitos de Prosseguimento de Estudos (CFCEPE) corresponde à média aritmética simples, arredondada às unidades, na escala de 0 a 200 pontos, das classificações dos quatro exames finais nacionais referidos no número anterior.

6 – Para os alunos dos cursos referidos nos números anteriores mantêm-se válidos os exames finais nacionais realizados no âmbito do Decreto-Lei 74/2004, de 26 de março, a partir do ano letivo de 2005/2006, bem como os exames realizados no âmbito do Decreto-Lei 139/2012, de 5 de julho, sem prejuízo do disposto no n.º 18 do artigo anterior, quando esses exames se constituem igualmente como provas de ingresso.

7 – Os exames a nível de escola de línguas estrangeiras equivalentes a exames nacionais não são elegíveis como provas de ingresso no ensino superior nem para o cálculo da CFCEPE, no caso dos cursos profissionais, dos vocacionais, dos artísticos especializados, do ensino recorrente e dos cursos científico-tecnológicos com planos próprios da via tecnológica.

8 – Os alunos titulares de cursos de nível secundário anteriores ao Decreto-Lei 74/2004, de 26 de março, que pretendam prosseguir estudos no ensino superior, apenas necessitam de realizar os exames finais nacionais nas disciplinas que elegerem como provas de ingresso.

9 – Os alunos de cursos artísticos especializados ou de cursos profissionais concluídos em anos letivos anteriores ao de 2012/2013 que pretendam prosseguir estudos no ensino superior apenas necessitam de realizar os exames finais nacionais nas disciplinas que elegerem como provas de ingresso.

10 – Os alunos titulares de cursos de aprendizagem do Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. (IEFP, I. P.), e de outras entidades, CEF, EFA, outros cursos ou percursos de nível secundário extintos, e ainda aqueles que tenham terminado um processo de RVCC, de nível secundário, que pretendam prosseguir estudos no ensino superior apenas necessitam de realizar os exames finais nacionais nas disciplinas que elegerem como provas de ingresso.

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8 COMMENTS

  1. Eu bou para o profissionale… Cei que será duro e no finale terei de fazer um ezame bué de difíssil para entrar na Universidade.. É pressiso ser ezi gente! Não é por acaso que opetei pelo durícimo currículo do encino profissional para xegar à Unidersidsade O meu çonho é cer como o Dr. Relvas, ou uma enjenharia, como fez acuele senhor que teve um cargo importante, e que paçou no inglês Ténico , ao fin de semana, que custa fazer mais o inglês Ténico, porque temus de ir às raves, ou a ezigência de uma street race… Não sei se vou para Medissina porque gosto muito de ver o que está dentro das coisas, e das pessoas é um mistério curtido… pode cer bué da fixe… Gostaba de fazer operassões … Operaba já à caveça a minha sotora de portuges , que só nus dá secas…

    • Não anda num curso profissional de certeza, para escrever assim meu caro. Nem a escola primária concluiu… lol

    • Mesmo com estas alterações de suposto “favorecimento” ainda há muito que favorecer pois a maioria dos alunos com sussesso, e vão analizar de que classes sócio- económicas vêm? De onde virá então tanto sucesso? É só de um grande esforço ou juntamente de uma ajudinha económica? Sim, é que umas explicações desde bem cedinho pagas pelo estado aos desfavorecidos iriam ajudar muitos que mesmo com capacidades não chega sem um apoio não é mesmo? É por vezes é uma solução o profissional e muito bem.

  2. Não é claro como é feito o cálculo da classificação final global para entrar em cada faculdade. Se as notas obtidas nos módulos contam da mesma maneira que as disciplinas dos cursos regulares, então vai ser mais fácil aos alunos do profissional passar à frente de alunos que tiveram de fazer exame para o cálculo da média e que sofreram todo o desgaste na nota em três anos consecutivos, precisamente porque os professores não gostam que haja grandes discrepâncias entre nota interna e nota de exame, não sei se me fiz entender. Sei que serão poucos os casos, pelo menos enquanto a nota em exame exigida pelas faculdades permanecer nos 9,5, mas, mesmo assim, não estarei de acordo com esta medida. Isto é quase uma quota que se está a criar no superior para o ensino profissional.

  3. A partir do momento em que as notícias que estão a ser citadas falam claramente da existência de um concurso especial de acesso em que não são realizados exames nacionais, que é o que vai acontecer, não há qualquer inverdade nas mesmas. Este artigo no Com Regras, tal como outro anterior há uns meses sobre o mesmo assunto do acesso ao ensino superior pelos alunos do ensino profissional, mais do que ajudar a esclarecer o assunto está a criar mais confusão sobre um assunto que é em si só já complexo.

    • Não é verdade Davis. Este artigo esclarece o que não estava claro e disso tenho a certeza absoluta. Por acaso viu os títulos das notícias e de outros blogues de educação sobre o assunto?
      Pesquisou os comentários pelos diferentes grupos de educação nas redes sociais??
      No próprio artigo consta uma imagem do jornal de negócios e o link para outra notícia que válida o que afirmo.

      Além disso, tive o cuidado de confirmar o conteúdo deste artigo com alguém que tem elevadas responsabilidades na matéria.

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