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O que os alunos disseram ao Ministro de Educação.

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A ideia de Tiago Brandão ouvir os alunos é francamente positiva. Os alunos devem ser elementos participativos nas políticas educativas e nas escolas, não corroboro a opinião de quem julga que os alunos são acéfalos, sem capacidade para dar uma opinião, imaturos e que só pensam no seu umbigo. Há de tudo um pouco, só é preciso encontrar quem tem uma opinião com cabeça tronco e membros.

Ficam as suas propostas:

“Se fosse ministro, reduzia carga horária para termos tempo de ser crianças”

(Público – Clara Viana)

“Se fosse ministro da Educação reduzia as cargas horárias para que tivéssemos tempo de ser crianças e jovens. Em vez de aulas com o professor a expor a matéria promoveria a aprendizagem por experimentação e observação, porque assim como é em 50 minutos de aulas com o professor a falar apenas retemos cinco a 10 minutos do que ele diz”

“Os currículos são tão extensos que nas aulas nem temos tempo para pôr dúvidas. Os professores dizem logo que temos de passar à frente”.

(…) mais aulas práticas, mais debates, mais trabalhos de grupo, mais visitas de estudo, possibilidade no secundário de poderem escolher disciplinas em vez de áreas compartimentadas, mais arte, mais cidadania, maior ligação à prática, turmas mais pequenas, menos trabalhos para casa, professores motivados e que não desistam dos alunos.

“Precisamos de saber que há mais vida para além da escola e não estar ali só para ir passando de ano”

“A pergunta que mais fazemos aos professores é saber se o que estão a dar vai sair nos testes”. Consideram que o peso destes e dos exames está sobrevalorizado e que por causa disso não se podem “dar ao luxo” de aprender o que gostavam. Seja por causa disto, da extensão das matérias, das metas curriculares, queixam-se de que “professores e alunos andam todos stressados”.

Desejam uma escola que lhes “conceda as ferramentas necessárias para todas as esfera da vida”.“Ainda há muito a fazer nesta matéria. Um aluno que acaba o secundário, aos 18 anos, não sabe como preencher o IRS, nem pensar por si próprio para decidir em que partido votar”.

“Não queremos ser jovens formatados, mas sim cidadãos do mundo”

“melhorar a comida do refeitório ou ter papel higiénico nas casas de banho.”

Sem dúvida uma iniciativa que deve ser repetida.

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