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A opinião do Rei de Espanha sobre a tecnologia na escola

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Um discurso muito realista de Filipe VI que revela ser um homem que entende a complexidade social e a necessidade de evolução escolar. O Rei de Espanha, realça e bem, a potencialidade da tecnologia, mas nunca esquecendo que o ser humano é insubstituível em diferentes áreas, nomeadamente na criatividade.

Vários são os que me criticam por defender uma escola mais tecnológica. Só que esta minha defesa mais não é que uma reação a uma franja de pessoas e ideologia que quer permanecer fixa, agarrada a preconceitos e receios que os impedem de sair da sua zona de conforto.

Nenhum professor utiliza algo que desconhece ou que não domina na perfeição…

A tecnologia não é obrigatória, é uma ferramenta e deve ser vista apenas como tal. Serve para facilitar a nossa vida e deve servir para facilitar o processo de ensino-aprendizagem, mas nunca para o colocar em causa ou prejudicá-lo de alguma forma. Ninguém obriga ninguém a fazer do telemóvel um objeto tão importante como uma caneta, mas este também pode servir de caneta se houver condições e respeito pela sua utilização.

A escola em si vive mergulhada em papéis e arquivos cheios de pó, imaginem a quantidade de papel e de espaço que iríamos poupar se os 800 e tal Agrupamentos optassem pelo registo digital. Seria esmagador!!!

São apenas dois exemplos que mostram que a tecnologia pode ser utilizada de forma equilibrada e salutar no meio escolar.

Sou um defensor da tecnologia, mas sou acima de tudo um defensor da abertura de espírito a novas estratégias, a novos conceitos, a novas ideologias que podem aproximar a escola à sociedade atual.

O rei de Espanha defendeu esta quarta-feira que os sistemas educativos se devem adaptar à mudança tecnológica para que “o desfecho” seja mais justo e inclusivo.

“Aconselha-se hoje mais do que nunca a promover em todos os níveis educativos o valor da adaptação à mudança”, para que o “desfecho tecnológico seja mais justo e inclusivo”, afirmou Felipe VI, no encerramento do XII Encontro Cotec Europa, que decorreu em Mafra.

Contudo, o rei de Espanha alertou que é um equívoco formar os jovens “com o único propósito que desempenhem um número limitado de funções” para não comprometer a empregabilidade e a sua integração no mercado laboral.

Para Felipe VI, “não convém prever cenários futuros com base nas possibilidades atuais”, uma vez que, se é verdade que há postos de trabalho que são substituíveis por máquinas, “os robôs e algoritmos centram-se em tarefas previsíveis que não requerem criatividade”.

“Temos de reconhecer que não sabemos do que serão capazes as máquinas no médio prazo, mas temos uma ideia do que são capazes homens e mulheres”, salientou, acrescentando por isso que “a educação tem de se centrar nas vantagens competitivas do ser humano, que são muitas, mas nem sempre evidentes”.

Neste sentido, o rei de Espanha considerou que “a sociedade 4.0 é uma oportunidade para reivindicar e destacar talentos atualmente marginalizados ou desvalorizados”, dando o exemplo de profissões que se relacionam com a natureza humana que exigem habilidades difíceis de reproduzir por uma máquina”.

O sistema educativo deve, por isso, promover uma “formação adequada e em permanente atualização, que marca a diferença” entre as capacidades humanas e as de um robô.

O rei de Espanha defendeu que a adaptação à mudança tecnológica “é um desafio que devia ser tomado em consideração no projeto europeu”, assim como a investigação e a inovação.

A COTEC Europa reúne-se uma vez por ano rotativamente nos três países COTEC: Portugal, Espanha e Itália. A primeira COTEC foi fundada em Espanha, em 1990, por iniciativa do então rei Juan Carlos, e nove anos depois, em 2001, surgiu a sua congénere italiana. A COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação foi constituída em abril de 2003, na sequência de uma iniciativa do então Presidente da República Jorge Sampaio. A COTEC Europa foi fundada em 2003, com a adesão da COTEC Portugal ao grupo já formado por Espanha e Itália.

 

Fonte: Observador

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