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Olhos nos olhos

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olhos nos olhosOntem vi parte do programa “Olhos nos Olhos”, com a presença regular de Medina Catastrofista Carreira e desta vez com David Justino. O programa foi interessante como normalmente são os programas de educação, mas houve uma situação que me incomodou e vem ao encontro da recente declaração de David Justino afirmando que os testes de aferição não podem ser realizados a meio dos ciclos, porque não existe estabilidade e blá, blá, blá… Então uma aferição não é um método de verificação e avaliação indireta? Então os testes sumativos que realizamos não são para averiguar/avaliar em que ponto está o aluno, e não são feitos ao longo do ano? Então a avaliação continua não é isso mesmo? Continuamente aferindo o aluno, tendo como base o ponto de partida e de chegada? O Sr. David Justino não sabe isto?

E dizer que a aferição é apenas uma avaliação diagnostica confundindo com a avaliação diagnostica de início de ano letivo é mau, muito mau. Pior é omitir que a escola passou a ignorar muita coisa para se focar em duas ou três disciplinas que têm exames. Pior é omitir que nos anos imediatamente anteriores aos exames as taxas de retenção aumentaram. Pior é omitir que os alunos com maus resultados são empurrados para cursos da treta para não contaminarem as estatísticas. Pior é omitir que os resultados dos exames são importantes para os apoios que as escolas usufruem no ano seguinte…

Esta ideia que está criada na sociedade e amplificada pela comunicação social sobre os exames e agora provas de aferição, desvalorizam sistematicamente a avaliação continua, desvalorizam sistematicamente o trabalho que é feito pelo professor. Parece que só a avaliação externa é que é competente é que é válida.

Se a ideia é aferir para depois corrigir/apoiar de fora para dentro, tanto pode ser a meio, no fim ou em ambas. O importante, sim, o que é verdadeiramente importante, é utilizar os dados recolhidos para que se faça alguma coisa, em vez de se cair na tentação da comparação de egos em que a minha escola é melhor que a tua. Para isso já basta os “rankismos”…

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