Home Escola Observador | Impor limites sem castigar? Sim, é possível.

Observador | Impor limites sem castigar? Sim, é possível.

285
2

limitesJá defendi que a punição é o patinho feio da disciplina. Existe uma corrente ideológica que defende que é possível educar sem castigar. Não concordo!

Retiro desde já a questão dos castigos físicos, não os defendo e acredito que é possível dizer “não” e corrigir comportamentos sem bater. Não sou radical ao ponto de dizer que não aceito uma palmada numa fralda, ou numa mão, em situações excecionais onde já tudo falhou aceita-se a utilização da imposição física.

Agora educar sem castigar… bem, não deve ser nada fácil e confesso desde já que não era capaz. Certamente  implica uma grande capacidade retórica que eu certamente não possuo.

Permitam-me perguntar-vos, como é que a sociedade funciona?

Os castigos são ou não são comuns? Desde a penalização no vencimento, na multa por excesso de velocidade, na falta injustificada e em casos extremos na retirada da liberdade. A sociedade em geral e a escola em particular precisam de limites e para esses limites serem cumpridos é preciso sancionar ações fora do padrão normal e que sejam aceite por todos.

Não concebo uma sociedade sem consequências, é uma utopia, é uma parte integrante de todo o processo de reflexão que o prevaricador tem que fazer para corrigir comportamentos. Educar crianças sem castigos é algo que simplesmente não existe.

E basta pegar nas próprias afirmações do neuropsicólogo Álvaro Bilbao para esta teoria cair por terra.

introduzir uma relação de causa-efeito aos mais novos, enfatizando a importância da consequência; é a velha máxima de dizer aos filhos “não tens um brinquedo novo enquanto não arrumares o quarto”, caso este deixe os jogos e a bonecada espalhados pelo chão;

Talvez eu não esteja a ler bem, mas isso não é um castigo? Um castigo não é uma consequência?

Educar uma criança obriga a um trabalho preventivo muito grande, e quanto melhor for esse trabalho menor será a probabilidade de ocorrerem desvios comportamentais. Mas quando esses desvios ocorrem, a simples palavra é muitas vezes insuficiente e cai em saco roto. Aplicar um castigo é algo tão natural como o erro em si, faz parte do crescimento, faz parte da vida. Mas este radicalismo “romântico” que tudo se resolve com festinhas na cabeça é um dos responsáveis pela geração que temos pela frente.

O segredo está no equilíbrio e numa dose significativa de bom senso.

Fica o link do artigo

Impor limites sem castigar? Sim, é possível

2 COMMENTS

  1. Bem resta saber se quer indivíduos adultos com moral autónoma ou heterónoma…É que obedecer a leis e regras apenas por “medo da punição” não faz das pessoas bons cidadãos…bem longe disso… Entender ou pensar nas consequências nem sempre têm de ser ensinado por recurso a “castigos” adicionais, pois muitas vezes, o que se provocou de negativo já funciona em si mesmo como punição. E se o método do castigo funciona com crianças pequenas rapidamente deixa de ter efeito à medida que crescem. Basta pensar no comportamento que os portugueses exibem nas estradas…não há multas sufcientes, nem consciência que os demova…

    • O problema são os radicalismos. Há quem defenda que tudo se resolve pela via dos castigos como há quem considere que os castigos são um “monstro” que tortura as crianças. No meio está a virtude e cada caso é um caso.
      P.S- Enviei-lhe um email e queria falar consigo. Se o seu contacto não estiver correto, por favor envie-me um email para [email protected]

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here