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“O primeiro mês de escola devia ser de festa”

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São este tipo de comentários que fazem cair por terra uma ideologia assente num ensino flexível, dinâmico, participativo e ajustado aos ritmos e dificuldades do aluno. Dizer que o primeiro mês de escola devia ser de festa é passar a mensagem que a escola não é um local de trabalho e de exigência. A escola é o trabalho dos alunos, é e deve ser exigente, o oposto de um ambiente festivo.

O objetivo primordial dos professores é ensinar, não de fazer festas ou amizades com os alunos. E como o objetivo principal dos professores é ensinar, devem estes utilizar metodologias que potenciem o sucesso educativo, chamem-lhes flexíveis ou outra coisa qualquer.

Adaptar, ajustar, sim, mas de mão dada com o rigor, a exigência e a disciplina. Este romantismo excessivo também começa a chatear…

Alexandre Henriques

As aulas já começaram há pelo menos quinze dias, os primeiros dias serviram para fazer apresentações, mas Carlos Neto defende que o primeiro mês devia ser todo para as crianças conhecerem o espaço, os professores, os colegas e para conviverem. “É uma ideia maluca, mas o primeiro mês de escola devia ser de festa”, afirma o professor e investigador da Faculdade de Motricidade Humana.

Preocupado com o tempo que as crianças passam sentadas e com o impacto que isso tem na saúde física e mental das crianças, mas preocupado também com um ensino mais amigo das crianças, um ensino que não obrigue a empinar, Carlos Neto fala de uma escola demasiado burocrática. Na prática, o professor defende uma escola que deixa explorar, que não prende, uma escola mais livre, que combate o sedentarismo e deixa sonhar.

 

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