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O palavrão é “fixe” nestes tempos

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De facto, estamos a conseguir valorosamente ir perdendo valores a cada dia que passa banalizando situações de respeito por nós e pelos outros de forma excessivamente “normal”. Um dos casos entre tantos outros é uso por tudo e por nada do palavrão. Se há 50 anos era quase normal assim “ser”, hoje é “fixe” assim fazer.

boca suja palavrãoE o mais espantoso ou já nem por isso, é que o exemplo vem de cima. Os sexagenários acham que os torna mais jovens se em cada 3 palavras 4 forem palavrão. E para dar mais entoação ao dito palavrão repetem-no à exaustão, o mesmo e mais um chorrilho deles alto e bom som. Isto, em alguns locais onde até os jovens – acusados e por vezes com razão de se não comportarem adequadamente – ficam boquiabertos pela forma desabrida como os “velhos” usam o palavrão com tanta frequência e naturalidade.

Não é importante, abordar sequer este tema? Se calhar até o é, dado que as boas maneiras, os bons procedimentos nunca ocuparam espaço excessivo e sempre nos conseguiram diferenciar dos outros animais, supostamente menos capazes que nós, Humanos.

E, até por isto mesmo ou não, talvez os animais de estimação de tantos nossos concidadãos não comam de faca e garfo e nós “ainda” o façamos.

Ainda não estamos a ir buscar ao prato com a boca a comida. Se calhar será a próxima etapa!

E por isso talvez alguma contenção, talvez algum respeito comece também por evitar-se o palavrão fácil, mesmo sendo ”fixe” e parecendo que um sexagenário palavroso fica com 20 aninhos. Não fica, não fica, é pura ilusão, e consegue perder alguma credibilidade relativamente aos jovens que de facto têm 20 anos.

E começa-se, já se vai a meio caminho, a arruinar um procedimento que se espera dos mais velhos, ficando tudo a abandalhando, e o respeito a convivência entre humanos roça a vulgaridade, a imbecilidade, mas é “fixe! meu!

E claro, reforça a ideia que muitas mães já têm e praticam, de que não têm que mandar nos seus “filhotes” estes que mandem naquelas!

Augusto Küttner de Magalhães

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