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O Ministro Cientista tem uma fórmula para fazer mais com menos.

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laboratório

O artigo de Alexandre Homem de Cristo é pertinente e levanta uma série de dúvidas a nível financeiro vs o cumprimento de promessas. A credibilidade de alguém depende do seu passado e das suas promessas, Tiago Brandão ainda não tem passado e por isso tem o benefício da dúvida. O problema é que as promessas que foram feitas, sobre a universalidade do pré-escolar, escola a tempo inteiro e formação para adultos, implicam um natural aumento de despesa.

Num ano em que se corta no tutano, pois osso já não há, quanto mais “gordurinhas” formosas que ficam e nos fazem sentir bem, o segredo está no fazer mais com menos. O meu medo é se o segredo já não for segredo e a prometida redução da carga letiva para o ensino básico, vier mesmo a acontecer, cortando, uma vez mais, no tutano dos professores. Se for esse o caminho, prepare-se Sr. Ministro, pois todos, inclusive quem lhe escreve, ficará contra si, pois não será compreensível, numa escola carente de apoios, cortar ainda mais professores. É um tiro no pé e em todos os pés de pais, professores e alunos.

Mas como sou um homem de fé (ainda acredito que ganho o campeonato aos verdes) se calhar temos um Ministro que em virtude da sua excelência enquanto cientista conseguiu criar uma fórmula mágica para fazer mais com menos. Que assim seja, ou a credibilidade de Tiago Brandão vai rapidamente cair por terra, tornando-se assim no próximo engolido pelo “monstro” da 5 de outubro.

E não adianta cá apontar o dedo à união europeia, pois não somos tolos para acreditar no argumento da ingenuidade.

Sobre Mário Nogueira, ele já tem passado e por isso não preciso de dizer mais nada…

Fica o link do artigo e algumas passagens:

Dúvidas sobre o orçamento para a Educação

“Este Governo está a destruir a escola pública com o corta, corta, corta, até à asfixia de todo o sistema de ensino público”. A denúncia é de Mário Nogueira (Fenprof), a propósito do Orçamento de Estado para 2014, logo após deitar fogo a um exemplar do dito. Um ano depois, com o Orçamento de Estado para 2015 sobre a mesa, Mário Nogueira asseverou que esse documento constituía um “corte assassino na Educação”, uma vez que esta era “uma das áreas sociais mais martirizadas nos últimos anos pelos cortes orçamentais”. Agora que a proposta de Orçamento de Estado para 2016 (OE2016) introduziu ainda mais cortes para o sistema público de Educação e um inédito aumento do financiamento aos privados, como reage Mário Nogueira? Com um simples amargo de boca.

Dois exemplos. Primeiro, “a universalidade da oferta da educação pré-escolar dos três aos cinco anos” (p. 144 do relatório do OE 2016). A medida consiste em garantir que, para as famílias que desejem matricular os seus filhos no pré-escolar, o Estado proporciona uma vaga num estabelecimento público ou financia a frequência num estabelecimento privado. Tudo certo. Mas essa garantia do Estado implica um aumento de despesa no pré-escolar, especificamente porque a oferta pública existente não é suficiente para receber todas essas crianças, em particular as de 3 anos (mesmo contando com a queda demográfica). Ou seja, para incluir as crianças com 3 anos, o Estado terá de investir em novas instalações ou estabelecer mais contratos com privados. Com que dinheiro? O que consta no OE 2016 é a diminuição da dotação específica para o pré-escolar (quadro IV.11.1) em 5 milhões de euros (-1,4%) – e não surge qualquer referência suplementar a apoios por via da segurança social. A contradição é gritante e levanta legítimas dúvidas.

Há mais dúvidas – por exemplo, quanto custará e como será pago o novo programa de educação para adultos? Aliás, são tantas as dúvidas que é forçoso concluir que, à primeira vista, alguma coisa nos números e no texto do OE2016 do ensino básico e secundário não coincide. É certo que, depois de uma errata de 46 páginas, já ninguém se surpreenderá com erros e imprecisões no OE2016. Mas o que está aqui em causa vai mais longe: é perceber-se se, com estas contradições, subsiste realismo nas propostas e no orçamento para a Educação. Era bom que isso ficasse esclarecido.

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