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O Milagre Da Medicina Está Nas Interrupções Letivas

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Algumas premissas antes de começar a escrever!

Os professores têm uma profissão de desgaste rápido e por isso deveriam reformar-se mais cedo? Sim.

Os professores mais velhos e sem condições de darem aulas deveriam ser colocados em outras funções mais administrativas? Sim.

Há casos de professores que estarão mesmo doentes e que são obrigados a trabalhar? Sim.

Há professores de tal forma esgotados que as interrupções letivas não são suficientes para descansar? Sim.

Tudo isto é verdade, mas também é verdade que há muitos colegas a aproveitarem-se do sistema que temos para gerir o seu ano letivo de forma pouco correta, sobretudo para os alunos!

Dirão alguns, não se queixem porque os contratados “vivem” dos professores que se encontram de baixa, dirão outros não se queixem que as mobilidades por doença fazem abrir vagas onde caso contrário seria impossível trabalhar.

E eu respondo, sim é verdade, mas acrescento que acho desonesto que haja professores que pura e simplesmente adoecem nas atividades letivas e, milagrosamente, ficam aptas nas interrupções!

No verão, então, a situação é flagrante…

Era bom pensarmos nisto, e perceber que de facto esses colegas podem já não ter capacidade de estar no sistema e por isso ou desempenhariam funções para as quais estão, ainda capacitados, ou reformavam-se, sem prejuízo!

Aí, em vez dos contratados agradecerem a baixa, agradeciam a entrada no sistema e na sua renovação!

Isto não é um artigo contra os, efetivamente, doentes, é contra todos os prevaricadores em específico e contra o sistema no geral!

Alberto Veronesi

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7 COMENTÁRIOS

  1. Ridículo é estar todo o ano lectivo de baixa e fazer retorno ao serviço quando abre a caça (agrupamento de exames)… sempre cai outro ordenado….
    💣💣👍🍾

  2. Muito interessante este artigo, mas esquece algo já abordado neste blogue, mas que ninguém nomeadamente os sindicatos encaram a sério. Trata-se do caso dos professores submetidos a junta médica da ADSE e com recomendação para efetuarem trabalhos moderados. Ora como a junta não especifica os ditos trabalhos moderados,

  3. Artigo muito pertinente, mas injusto, nalguns casos, pois não tem em conta algo já abordado neste blogue, mas que ninguém, nomeadamente os sindicatos encaram a sério. Trata-se do caso dos professores submetidos a junta médica da ADSE com recomendação para efetuar trabalhos moderados. Ora como a junta não especifica quais os ditos trabalhos moderados, ninguém, pelo menos algumas direções, encara essa situação e remete o assunto superiormente, que por sua vez, aponta para a falta de especificação da ADSE, fechando o circulo e deixando tudo na mesma. O que resta a muitos professores que não têm capacidade para lecionar? Trabalhar neste período de trabalho burocrático, vigilância de exames, etc. e voltar a colocar Atestado Médico, quando se iniciarem as atividades letivas e esperar por nova junta médica.

  4. Enquadraria esses colegas nos que tendo limitações para lecionar deveriam fazer trabalho mais administrativo, ou outro considerado ‘leve”.

    Mas sim são casos de grande desumanidade mesmo por parte das direções que são pouco sensíveis.

  5. Colegas,
    Não sei se sabem mas a junta da ADSE não resolve nem resolverá o problema, só permite justificar as faltas. Não tem competência para mais.
    A questão está em que, para os professores, não há médico de trabalho, algo que a lei exige. Esse sim poderia resolver os casos de incapacidade para a profissão.

  6. É isso mesmo. No entanto, descobri que no ECD está previsto que cabe ao nosso empregador, a requisição de exames médicos para atestar a capacidade do docente para a realização das suas funções.

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