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O Meu Apelo Aos Professores Portugueses – João Miguel Tavares

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Caro João Miguel Tavares, os professores nunca serão parte do problema e isso revela um profundo desconhecimento da dedicação e até evolução digital de muitos professores. Claro que existem casos menos bons, mas não vamos falar da árvore ignorando a floresta.

O que eu gostava de ler depois das suas críticas é uma solução para setembro, dizer que os pais estão a enviar os filhos para as escolas privadas é curto, pois não específica o modelo que essas mesmas escolas vão implementar. Este é um dos maiores problemas dos opinadores de serviço, não os vejo a apresentar um modelo alternativo, algo que se repete desde a solução aplicada do ensino à distância em tempos de confinamento.

Mas não fique muito preocupado pois cá para mim vai ficar muito satisfeito. O regresso vai ser em massa, quer no público quer no privado. O ensino será presencial e só em caso de contágio haverá quarentenas. E depois olhe, logo se vê quantos ficam com sequelas ou algo ainda pior. Caso tal aconteça (bater na madeira), faço também eu o meu apelo, o João Miguel Tavares que vá conhecer os sobreviventes e/ou os seus familiares, talvez assim lhe passe a obsessão do regresso a todo o custo…

Fonte: Público

 

1 COMMENT

  1. Descarado egocentrismo, típico de uma geração a que nada foi negado, continuam a ter a representação mental do professor garçon, abnegado, despersonalizado, de bandeja na mão para servir pais contrariados, adolescentes retardados, impacientes para viver a sua vidinha e despachar a sua prole para a vassalagem. Descarada ingratidão para com os profissionais que aprenderam com urgência e com sacrifício próprio e das suas famílias (sim, porque os professores também têm famílias) funcionalidades, muitas vezes alheias aos seus legítimos interesses e vocações, mas investidos do sentido do dever, da consciência de que os alunos não podiam perder o contacto com a escola, de que, não importa como, tinham de continuar a ser estimulados.
    Isto é tão grave quanto vulgar, pois os professores já não estão frustrados, já passaram essa fase, estão fleumáticos, saturados, sabem que a educação é a gata borralheira dos executivos e não faltam por aí madrastas e suas filhas, apostadas em normalizar a relação feudal que o ME cultiva com os professores. Na educação continuamos a aguardar o nosso príncipe, venha ou não do nevoeiro.
    Que lata! ou os professores inventam já o elixir da juventude ou mudamos de mercearia e vamos para o privado. Vão, vão, há diferenças e as diferenças não jogam a favor de meninos mimados.

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