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“O grande reforço de docentes não vai além de três por escola”

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A Federação Nacional de Professores (Fenprof) defendeu esta segunda-feira que o reforço de docentes anunciado pelo Governo é “manifestamente insuficiente”, denunciando que equivale a apenas cerca de três docentes por agrupamento.

“O grande reforço de docentes para as escolas, afinal, não vai além de uma média de três por escola ou agrupamento, o que é manifestamente insuficiente para a propalada – e necessária – aposta na recuperação das aprendizagens”, escreve a estrutura sindical em comunicado.

Na terça-feira, o ministro da Educação anunciou um pacote de 125 milhões de euros para o reforço de recursos humanos das escolas, através da contratação de professores, pessoal não docente e técnicos especializados, incluindo assistentes sociais, psicólogos e mediadores.

Numa entrevista ao Expresso, publicada no sábado, Tiago Brandão Rodrigues precisou que, no caso dos professores, este reforço vai equivaler ao horário integral de cerca de 2500 professores.

A Fenprof fez as contas e concluiu que esse número corresponde a uma média de três docentes por agrupamento de escolas, um número que considera insuficiente para cumprir o trabalho de recuperação e consolidação de aprendizagens nas primeiras semanas do ano letivo.

“Uma vez mais, o ministro mostrou desrespeito pelos professores e pelas suas organizações sindicais. Infelizmente, já não surpreende”, lamenta a Fenprof, alertando que há aspetos que são de negociação obrigatória.

A estrutura sindical já exigiu, junto do ministério, a abertura de negociações sobre estas matérias, que vão desde as condições e horários de trabalho, incluindo em situações de ensino não presencial, às normas de segurança sanitária.

Sobre as normas de segurança, a Fenprof criticou ainda as medidas anunciadas, que preveem a utilização obrigatória de máscara a partir do 2.º ciclo e um distanciamento físico de um metro sempre que possível, considerando que as regras são insuficientes para assegurar o regresso às aulas em segurança.

Fonte: TSF

4 COMMENTS

  1. Custou mas foi…

    Demorou algum tempo mas já há um sindicato dos 300 existentes a dizer alguma coisa de jeito relativo á OAL.
    Mas não podem ficar só pelo paleio… Tem de agir…
    Greves, Comunicados na Comunicação Social, pressão nos grupos parlamentares, mexer com associações de pais, etc.

  2. Sim, é necessário agir, divulgar as medidas que o PM (não é o Ministro da Educação que “manda” …) pretende implementar nas escolas: faixas em todas as escolas, grandes placares espalhados pelo país, Diretores de Agrupamento a falarem a verdade aos Encarregados de educação, folhetos informativos, escritos de forma simples e clara, distribuídos aos EE, ….

    Grupos parlamentares, perdoem-me ser tão frontal no que vou dizer, mas dos que se fazem ouvir, já nenhum apoio verdadeiro há a esperar … O (perigoso, mas cada vez mais popular) CHEGA, faz-se ouvir e entender … Porém, do seu programa eleitoral, dizendo eu o que vou dizer, de uma forma demasiada simplista, consta “vender as escolas aos professores” e “acabar com o ensino obrigatório” … Mas isto nunca André Ventura dará a entender, sequer. Havendo alguma votação importante, a sua ausência é (quase) certa.

  3. Qual ou quais as razões de não terem publicado o meu comentário? Por falar em política, mais concretamente no (perigoso) CHEGA? Disse alguma mentira?
    A vida de um povo é a consequência da politica do país ….
    A censura voltou? já está a chegar aos blogs?
    Muito lamentável!!!!!

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