Início Editorial O Ensino Do Século XXI Necessita De Edifícios Do Século XXI

O Ensino Do Século XXI Necessita De Edifícios Do Século XXI

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O vídeo que vão ver de seguida e que curiosamente constava na última edição do NOESIS do Ministério da Educação, é um exemplo claro da importância da arquitetura do edifício para um modelo pedagógico que se pretende implementar.

A sala de aula, a sua dimensão, as suas cores e o material existente, são determinantes para convidar o professor e os alunos a um ensino menos unidirecional, centrado no aluno como agora se diz.

Existem escolas que já usufruem de condições bastante aceitáveis e que foram formatadas para potenciar um ensino “moderno”. Porém, muitas há que ainda se debatem com os problemas do amianto, contentores, frio/calor e chuva que lá entra.

As políticas pedagógicas são seguramente importantes, mas estas dependem dos edifícios e das condições de conforto e material que são disponibilizados aos alunos e professores. E depois surgem os rankings que ignoram estes e outros aspetos, como se as escolas estivessem todas em igualdade de circunstância.

É inevitável não sentir alguma inveja de algumas salas de aula que já existem em Portugal e por essa Europa fora, mas, mais uma vez constatamos, que aquilo que é exigido aos professores, ignora frequentemente as condições existentes.

Sala do futuro de uma escola na Madeira

Em Portugal, a Educação continua refém de orçamentos que infelizmente estão mais focados em salvar bancos do que em salvar certas escolas. E numa fase em que os edifícios estão a ser recambiados para a Tutela das Autarquias o futuro será ainda mais aleatório, dependendo da sensibilidade e das relações entre o Presidente de Câmara e diretor escolar.

Bem que podem(os) sonhar, mas quando nos sentamos em certas salas de aula, a desmotivação e o desinteresse surgem como as rachadelas que são visíveis a olho nú. Para essas escolas, a flexibilidade maior é ignorar as péssimas condições de trabalho e que são um nicho para a indisciplina. Se o conseguirem, os meus sinceros parabéns!

Falta de funcionários, escolas degradadas e obras atrasadas

Alexandre Henriques

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2 COMENTÁRIOS

  1. A maioria da mentalidade portuguesa no que diz respeito à escolaridade era elitista.
    Actualmente está numa alienação total. A minha filha tem média de 17 valores. Ontem a ver as notas na Universidade do Algarve na sua área em que este ano entraram alunos com média de 10 e em Lisboa com média de 12. é um desrespeito para quem se aplica e esforça para ter boas médias.
    Enquanto o Conselho Nacional da Educação, os políticos e a sociedade não se mentalizar que não podem ser todos doutores e Engenheiros e modificar as aprendizagens por níveis, vamos continuar a formar analfabetos funcionais. É uma grande responsabilidade da parte de todos nós. Boa reflexão.

  2. As condições são importantes, não discuto, mas eu sou mais modesta. Já me contentaria com aquecimento, quadros onde se pudesse escrever bem, projetores com boa leitura da informação dos computadores, menos horas na escola e maior responsabilização de todos os membros da comunidade escolar. Nao me esqueci da burocracia, esta nunca deveria ter alcançado o nível a que chegou, no passado, hoje é no futuro.
    Afinal a lista é um pouco longa e não falei da remuneração dos docentes…

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