Home Rubricas O Embate Realístico

O Embate Realístico

98
0

Todos nós padecemos com as restrições que são impressas no ensino, desde o desinteresse numa área que nos é querida até ao culminar da não existência de um assunto que nos é diretamente familiar. 

É neste ponto que nos são colocadafortíssimas interrogações . 

Estaremos a entregar o material necessário? O material correto? Estaremos a moldá-lo de forma proveitosa? Estaremos a mastigar competências e a insignificar capacidades? 

A primeira anomalia sistêmica é o fator Especificidade vs. Generalidade. Reconhecendo desde já que cada ser é único e necessário na construção da sociedade, vejamos que a utilidade do mesmo sobe de nível cada vez que a quantidade de informação compatível às suas necessidades que lhe é entregue, aumenta. 

Daqui podemos concluir que o conceito de matéria interessante é diretamente proporcional ao termo aproveitamento escolar. 

Tornando teórico o funcionamento circular educacional onde expelimos mais tarde o que foi antes digerido e, olhando para a pintura geral e caótica que nos é real hoje em dia, estaremos nós a fornecer a “alimentação” correta aos jovens? 

É possível falar acerca da experiência de algo que existe, mas muito complicado falar da não existência de algo neste caso não conhecido. 

Ou seja, quando transmitimos determinado conhecimento, estamos a possibilitar a criação de espaço de manobra no mesmo mas, quando não transmitimos determinados saberes, estamos a impedir qualquer tipo de transformação/melhoria nestes. 

Um jovem que nunca ouviu falar acerca dos malefícios da toma desnecessária de antibióticos nunca irá reduzir em algo que lhe traz conforto imediato, e pior é continuar a transmitir essa não-experiência dando continuidade a um círculo vicioso opaco que beneficia empresas farmacêuticas multinacionais. 

Partindo do princípio que nos são entregues ferramentas não tão carregadas de esperança e portadoras de algum grau de realidade constrangedora, é possível mudar. 

Tratemos de afastar exageros positivos, de lhes dizer que quanto a determinado problema está a ser feito algo, levando à perda de adeptos na disciplina agir, pois existe sempre alguém a tratar de algo já. 

choque de ser de alguma dimensão no início, mas será muito menor do que o arrependimento do “e se …” 

Que de uma vez por todas, seja colocada uma barreira na noção de ensino como máquina fazedora de dinheiro, não sejamos egoístas ao ponto de achar que o alargamento de um problema é desculpa para a sua resolução… Porque todos sabemos que quanto mais plantarmos no fim, mais teremos de colher.

Martha Freitas, aluna.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here