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O Egocentrismo está na “moda”, o “eu” vale tudo.

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euO egocentrismo, ou seja cada um ficar centrado, focado, absorvido no seu “eu”, dez vezes “eu”, e só depois os outros está na moda, é o que está a dar, e é o que a maioria de “todos nós” estamos a usar. No dia-a-dia, na hora a hora, e hoje com as redes sociais no segundo ao segundo.

Tudo se faz em torno do “EU”. O “Eu “ é mais importante que tudo o resto. O “eu” comanda, controla, manda, decide. O “eu” faz, totalmente, esquecer o outro. O “eu” começa de manhã, manhãzinha, no primeiro olhar para o espelho, e vai o dia todo, nos SMS que se enviam, no “post” constante no Facebook, em tudo, nada se faz sem colocar o “eu” antes de tudo e de todos. Claro que o “eu” existe e sem “eu” não estaremos cá, mas não tanto “eu”, tão exacerbado, a anular todo o “outro”, é excessivo e desadequando! Talvez!!!

Sendo que o “eu”, o egocentrismo, está a passar em força para o egoísmo. E, cada um tem o seu “eu” tanto à tona, que são demasiados “eu”, em competição. E ninguém se importa com o outro. O outro, seja quem possa ser vem sempre “muito, muito depois”. Seja a Família que continua a ser a base da nossa Vida, por mais moderna que possa ser essa Família, por mais bem formada ou menos, é a base. Mas como é adquirida como “nossa” o “eu” tem sempre que vir primeiro.

O “eu”, do que me apetece fazer. O “eu” de marcar em cima da hora o que me dá gozo – ao “eu” – fazer,  mesmo que possa atrasar ou baralhar o “eu” dos outros, com quem tenho que comunicar, viver ou estar, dado que, mesmo com todos estas informações e comunicações.  Comunicações, que não nos deixam falar olhos nos olhos – em todo o lado vemos pessoas juntas na mesma mesa, e cada um isolado/agarrado seu “EU”, no seu do seu ipad, telemóvel, tablet – sem aparelhos de permeio, o outro ainda existe.

Mais que não seja para nos dar de comer, para nos dar a roupa que – o eu exige – vestimos, para nos dar tudo o que queremos como “eu”, mesmo que achemos uma maçada, ter que os outros aguentar.

Como dizia Javier Urro numa das suas recentes entrevista por cá, quanto ao seu mais recente Livro sobre “os filhos rebeldes” , que fazem “gato sapato dos Pais / Mães” e , dizem a estas, algo como : “não pedi para nascer por isso faz o que “eu” quero”! EU! Quero!

E talvez tenhamos todos que ter menos “eu” e mais nós. E talvez tenhamos que em democracia, saber pensar que não estamos a viver isolados em bolhas que só comunicam por tecnologias de informação, em cima da hora, do minuto, do segundo, e que só interessam ao “eu” com o “eu”, dez vezes em supremacia.

Claro que o “eu” existe e sem “eu” não estaremos cá, mas não tanto “eu”, tão exacerbado, a anular todo o “outro”, é excessivo e desadequando! Talvez!!!

Provavelmente, devamos ter tempo para “pensar”. Para algum ócio e tédio. Para sabermos que o “eu” existe mas no meio de muitos nós, muitos eles, muitos todos , nós!

Será impossível? Responda quem sabe. Sem ser um “eu”!

Augusto Küttner de Magalhães

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