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O Desejo Secreto De António Costa É Que Marcelo Vete Os 2-9-18

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Confesso que me dá alguma satisfação ver a angústia de António Costa em virtude da morte anunciada dos 2-9-18. Citando o próprio 1º Ministro, “Temos pena”… Tivesse sido sério e não optado por uma estratégia de intimidação, arrogância e mentiras e talvez hoje não estivesse a ser cozinhado em lume brando, sentindo-se encurralado, ao mesmo tempo que esperneia com apelos à seriedade…

Reparem nas suas declarações:

Já foram neste momento descongeladas as carreiras de 32 mil professores, até ao final deste mês mais 12 mil professores verão a sua carreira descongelada e no próximo ano serão mais 19 mil. Até 2020, não haverá nenhum professor que não tenha tido uma progressão na sua carreira”

Onde está a seriedade quando repõem a normalidade e estão à espera de um obrigado em vez de pedirem desculpas pelos tempos do Sócrates quando aumentou brutalmente a dívida pública?

Onde está a seriedade de omitirem que milhares de professores vão perder milhões de euros até 2020?

“Perante a absoluta intransigência sindical, nós passámos a lei aquilo que era a nossa proposta de contabilizar dois anos, nove meses e 18 dias.

Onde está a seriedade quando assinaram um compromisso que consagrava a total recuperação do tempo de serviço?

Onde está a seriedade quando o PS recomendou a recuperação de todo o tempo de serviço?

Onde está a seriedade quando não se cumpre o que está escrito no atual Orçamento de Estado?

Onde está a seriedade quando o Governo foi totalmente intransigente?

“Esses 600 milhões de euros não existem no Orçamento. Nem vi ninguém até agora dizer onde é que cortamos para compensar esses 600 milhões de euros, ou onde é que vão buscar receita para pagar esses 600 milhões de euros. Portanto, propor é fácil. Agora, o que é preciso é resolver”

Onde está a seriedade quando as progressões estão a ser feitas de forma faseada e os valores referidos são brutos e não têm em consideração o impacto na economia?

António Costa e o seu Governo de “Esquerda” provavelmente nunca desejaram tanto um veto presidencial, pois com o veto dos 2-9-18, tudo voltará à estaca zero e tudo ficará adiado para nova legislatura, onde uma eventual maioria absoluta do PS terminará de vez com as aspirações dos “chatos” dos professores.

Governo alarmado com PCP e BE por causa dos professores

(…) E caso o Presidente da República se decida pelo veto, o governo tem apenas duas opções: ou abandona a medida e os docentes não veem considerado qualquer tempo de serviço congelado ou entra em novas negociações com os sindicatos para desenhar um novo decreto-lei. Com eleições legislativas no próximo ano, esta poderia ser a estratégia seguida pelo primeiro-ministro para que o assunto se arrastasse e só ficasse resolvido na próxima legislatura. (…)

Fonte: Jornal I

Se o cenário se mantiver, os professores precisam de pensar muito bem em quem vão votar nas próximas legislativas. Se o voto em branco será provavelmente o mais lógico tendo em conta o que foi dito e até agora foi feito, também é verdade que este anulará qualquer tipo de inclinação parlamentar que poderá ser mais favorável aos professores e à Educação em geral.

Ficam as propostas dos partidos:

BE“(…) reconhecimento do tempo de serviço entre 2019 e 2023 (em cinco anos)” sendo a “única que oferece uma solução independentemente do acordo”, na medida em que estabelece que “na ausência de acordo”, o ritmo de recuperação “terá uma expressão de 20% no início de cada ano”;

PCP“(…) admite um prazo máximo de faseamento de sete anos, a começar a 1 de Janeiro a partir de uma “negociação sindical” que se considera verificada caso haja uma “solução legal” que considere a valorização integral do tempo de serviço. Os sete anos são justificados com o caso da Madeira”;

PSD“O PSD repete a norma que já no orçamento de este ano criava o enquadramento para uma negociação que não chegou a bom porto.

CDS: o CDS faz o mesmo mas acrescenta que o Governo tem de informar a Assembleia da República sobre os custos da medida”.

O CDS admitiu esta terça-feira que uma saída para o braço de ferro com os sindicatos para a contagem do tempo dos professores poderá ter como “contrapartida uma aposentação mais vantajosa”.

Fonte: Professores Lusos e LUSA via ECO

3 COMMENTS

  1. Uma dúvida: na solução da Madeira há algo que contemple a hipótese do tempo a recuperar ser utilizado para efeitos de aposentação? Há docentes nos últimos escalões com 60 anos a quem não interessa nada a recuperação de tempo, pois já não precisam. Será uma injustiça estes docentes ficarem excluídos se nada ganharem com algo que se possa conquistar. São docentes com mais de 40 anos de serviço e com 60 de idade e que anseiam por uma redução na idade da aposentação, o que seria de uma tremenda justiça.

    Bom trabalho.

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