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O confinamento será inevitável pois querem combater o covid na base da “fezada”

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Tive muitas esperanças no dia ontem, pensava genuinamente que seria o dia onde efetivamente mudaríamos o rumo dos acontecimentos. Não, o que foi aprovado são medidas suaves que apenas vão adiar o inevitável. Justifico porquê:

Em março, Portugal antecipou-se a vários países e resolveu confinar, foi elogiado por todos por não ter deixado chegar ao ponto que Espanha chegou. Isto é factual!

Outro ponto factual é constatar que outros países tal como a Alemanha, Inglaterra, França, Bélgica, etc, já tentaram a abordagem que agora vamos iniciar e falharam, passado duas, três semanas, todos eles tiveram de apostar no confinamento obrigatório.

Isto não vai lá com a “fezada” do dever cívico de confinamento voluntário, quando ao mesmo tempo se incentiva as pessoas para fazerem a vida normal, pois ir trabalhar, ir para a escola, ir aos restaurantes, ir ao cinema, é a vida normal! Esta incoerência gritante e absurda tem de acabar a bem de todos nós. Não podem querer o melhor dos dois mundos, é preciso tomar decisões claras e que as pessoas entendam. Só assim vão levar isto a sério!

Há uma clara confusão na cabeça dos nossos governantes, perdidos entre a escolha horrível de optar pela saúde ou pela economia. Não existe uma escolha boa, todas elas são más, mas entre a economia e a saúde, opto sempre pela saúde, prefiro estar pobre e ter saúde, ter os pais vivos, do que ter dinheiro e emprego e andar cá sozinho.

Pessoalmente é uma não escolha!

Sobre a escola… bem… Esta teimosia de António Costa já é conhecida, lembro-me bem da recuperação do tempo de serviço, onde entre a espada e parede, António Costa escolheu a espada. Fala-se da escola como se a única opção ao ensino presencial fosse o ensino à distância. Uma falácia que começo a achar que é propositada, tal a teimosia que verifico.

Partilho este post que li ontem no facebook da Rosi Meireles Cunha.

Os casos não começam na escola mas vão para lá, propagam-se e são devolvidos elevados à potência máxima para os autocarros, famílias e amigos. É na escola que se prepara a bomba relógio que vai rebentar na sociedade não tarda. 

Vêm de fora e propagam-se lá dentro devido em primeiro lugar à lei da rolha praticada e em segundo às decisões ridículas que não testam quem esteve numa sala com agentes transmissores, nem alunos, nem professores, nem assistentes operacionais. Não entendo como numas situações se testam todas as pessoas e nas escolas os doentes positivos vão para casa e todos os outros continuam a circular sem ninguém saber se foi ou não contaminado ou se está assintomático. No regresso a casa o coração vem apertado numa incerteza amarga. Lamentável e absolutamente criminoso. Todas as vidas são importantes.

Isto é factual! Não é qualquer teoria da conspiração, é a mais pura das realidades.

Então o que falta fazer, ou deveria ter sido feito?

  • Desde setembro que deveríamos estar em sistema misto de ensino.
  • Desde setembro que deveriam estar definidas pausas de 20 minutos para arejar as salas de aula.
  • Desde setembro que os alunos ao não terem aulas, deveriam ir para o exterior, em vez de ficarem nas salas com aulas de substituição que não servem para nada.
  • Desde setembro que deveriam estar definidas pausas letivas extraordinárias, para conter a propagação do vírus.
  • Desde setembro que as bolhas deviam ser bolhas efetivas e não com fusões de turmas em aulas e diferentes atividades, etc.
O Inverno ainda nem sequer chegou e o sistema nacional de saúde está a rebentar pelas costuras. A solução foi criar bolhas por concelhos, que serão furadas todos os dias, ao mesmo tempo que passam mensagens do “fiquem em casa”, quando as pessoas estão saturadas de ficarem em casa. Isto não vai lá assim!
De referir também a curva de contágio e o padrão conhecido, primeiro aumentam os casos, depois os internamentos e por fim as mortes. Se repararem nos gráficos, parece evidente que o número de mortes já está a numa tendência de subida acentuada.
O Governo, com as medidas apresentadas está a adiar ao máximo o inevitável, está a apostar numa recuperação económica em “V”, o problema é que já surgem estudos internacionais que apontam que os países que melhor controlarem a pandemia agora, serão os primeiros a recuperar economicamente. Nós estamos a fazer o oposto, é uma escolha clara, mas essa escolha vai custar muitas vidas e levará a uma recuperação ainda mais demorada.
Sobre o Natal, sinceramente, quero lá saber do Natal, isto não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona e o rumo deveria ser evitar chegar ao ponto onde já chegámos, com médicos esgotados e pessoas a morrer diariamente às dezenas.
Por fim e para que não restem dúvidas, não quero o confinamento, mas quem parece que o quer, são aqueles que estão a decidir e ainda não perceberam que assim, o confinamento é uma realidade a curto prazo.
Alexandre Henriques

5 COMMENTS

  1. Nos termos outorgados pela Constituição da República Portuguesa, na Declaração Universal dos Direitos do Homem, na Declaração Universal dos Direitos das Crianças, nos artigos, na Missão e nos Valores defendidos pela UNICEF, no Direito dos Cidadãos Europeus e no Código do Procedimento Administrativo Português, gostaria de obter respostas para as perguntas que se seguem:
    Perguntas que o Ministério da Educação e a DGS devem responder com urgência, s.f.f.

    – O Ministério da Educação deu ou não deu autorização para que houvesse turmas com 28 alunos, mais o professor titular? E, em alguns casos, com um professor avaliador que vem de outro concelho?

    – O Ministério da Educação reconhece ou não que nestes moldes, que é impossível manter o distanciamento mínimo de 1,5 metros?

    – O Ministério da Educação e a DGS sabem ou não, que em alguns transportes escolares ou públicos, as distâncias mínimas não são cumpridas?

    – O Ministério da Educação sabe ou não, que existem salas pouco ventiladas e com tetos de materiais pré fabricados a ameaçarem cair?

    – O Ministério da Educação, sabe ou não, que chove em vários ginásios, corredores (mesmo cobertos) e várias salas de aula?

    – O Ministério da Educação conhece ou não conhece que em várias salas de TIC, a distância entre os alunos, face aos computadores disponíveis (leia-se operacionais) são uns meros 20 a 30 cm?

    – O Ministério da Educação, sabe ou não, que nesses grupos, 2, 3 ou 4 alunos, mexem no mesmo rato?

    – O Ministério da Educação reconhece ou não, que muitos computadores na Escola, estão velhos e que devido ao sobreaquecimento, muitos estão parcos minutos a funcionar, e vão-se “abaixo”?

    – O Ministério da Educação, sabe ou não, que a rede wi-fi existente nas Escolas, não tem muita potência?

    – O Ministério da Educação, sabe ou não, que quando se ligarem aquecedores (para os dias frios que se aproximam a passos largos), existe uma sobrecarga que origina a quebra na ligação à internet? E os outros professores, ficam sem capacidade de trabalhar, nas outras salas?

    – O Ministério da Educação sabe ou não, que em dias de frio ou de chuva (exemplo na Depressão Bárbara), em que os alunos molharam a roupa, os pés ou a cabeça, não existem aquecedores ou secadores para os alunos se aquecerem? Estes passam uma manhã ou uma tarde, com os pés encharcados ou com a roupa molhada encostada à pele e aos ossos?

    – O Ministério da Educação sabe ou não que mais de 65% ou 70% dos docentes possuem mais de 50 anos de idade e pertencem a grupos de risco?

    – O Ministério da Educação sabe ou não, que por exemplo, um professor do Norte, não vai aceitar um horário, na zona de Lisboa, no Alentejo profundo ou no Algarve, para ganhar 550 Euros líquidos?

    – O Ministério da Educação e a DGS, sabe que existem professores a fazerem diariamente entre 150 a 200 quilómetros?

    – O Ministério da Educação e a DGS, sabe ou não que existem bebés, crianças e jovens que já tiveram covid-19 ou que o têm?

    – O Ministério da educação ou a DGS, sabe ou não, que existem crianças e jovens que são criados pelos avós? Se elas apanharem o coronavírus, os seus avós podem ficar infectados e morrerem, ficando os educandos/netos desamparados?

    – O Ministério da Educação e a DGS, não admitem haver reinfecção? Está posto de lado este cenário?

    – O Ministério da Educação e a DGS, não admitem que o coronavírus se possa transmitir pelo ar, mesmo usando a máscara, certo?

    – O Ministério da Educação e a DGS, admitem ou não, que o coronavírus e a covid-19, podem deixar sequelas moderadas ou graves para o resto da vida?

    – Alguns comentadores, médicos, que aparecem na televisão, admitem ou não, saber o que se passa nas Escolas do interior ou nos bairros ditos “problemáticos, em termos de “falta de meios”? Como escreveu, um grande escritor laureado com o Nobel: “É preciso sair da ilha para ver a ilha.” Não basta conhecer a realidade através dos relatórios que chegam aos computadores. É preciso ir ao(s) terreno(s) mas protegido!

    – O pico pior da 2.ª vaga pandémica que nos assola, com os recordes a serem batidos todos os dias, aproxima-se a passos largos. Sabe que existem enfermeiras(os), médicas(os) e bombeiros(as) [email protected]?

    – Se numa Escola, 10 ou 15 alunos começarem a sentir febre, começarem a sentir febre, vai haver salas, distanciamento de 1,5 metro entre eles e assistentes operacionais, para lidar com esses casos? E, se os assistentes operacionais, começarem a meter justificadamente baixas médicas, por burnout por gripes ou outros problemas de saúde?

    – Os professores não estão imunizados contra este vírus. Ou será que estão sem saber?

    – Não admitem haver testes de quem foi infectado e que dê ou um falso negativo?

    – Não admitem haver pessoas (que sem querer ou desejarem) serem uns “super transmissores” numa comunidade?

    – Vai haver cama e ventiladores para todos?! Seguramente que não.

    – Com as gripes sazonais, rinites alérgicas, sinusites, asmas mais os coronavírus, como podemos enfrentar estas condições nas Escolas? A dar aulas presenciais com um computador ligado à net? E se esta vai abaixo ou se o computador velho e com sobreaquecimento, deixar de funcionar?

    – Será que manter as escolas abertas à força, com vários casos positivos, é só para não admitir que ainda existem alunos que não têm acesso à Net ou ou sinal é muito fraco?

    – Existem (infelizmente) muita gente a passar fome em Portugal, acrescido da perda dos empregos dos seus progenitores. Uma soução, passará pelo reforço dos meios de proteção e abrir um corredor direto à cozinha (mais reforçada com acrílicos) e as funcionárias com viseiras e outros meios, para matar a fome aos nossos alunos momentaneamente mais vulneráveis. Mas não se esqueçam que as funcionárias das cozinhas, terão de ser recompensadas, com mais dias de férias, ou um suplemento no ordenado, entre outras hipotéticas regalias!

    – Porque nem todos os sindicatos têm uma lista diária com casos de alunos, professores, assistentes operacionais, administrativos e outros, atualizada?

    – Uma solução para mitigar este problema: uma semana de aulas presenciais, seguida de uma semana de ensino à distância!

    – Outra solução passa pela criação de passadeiras com desinfetantes ou tapetes de descontaminação. Não soluciona, mas reduz alguns riscos. O povo português é muito engenhoso e inventor (veja-se os prémios que obtêm nos concursos internacionais;

    Aceito respostas, de epidemiologistas, infectologistas, pneumologistas, pneumologistas alergologistas, imunoalergologistas e virologistas, que conheçam a realidade existente em mais de três dezenas de Escolas, em que existam casos de mais de uma dezena de infetados?

    Como disse sua Excelência, o Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos, “Se a Saúde falhar, falha tudo o resto.” Quem duvida?

    Com os melhores cumprimentos e respeito pelas autoridades com responsabilidades neste país

    Um cidadão preocupado

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