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O bullying “é uma coisa para ser resolvida entre as crianças” – Também é…

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A intenção do título da notícia pode ser enganadora, a ideia não é as crianças andarem a resolver as coisas entre si, dente-por-dente, olho-por-olho, mas o título pode induzir essa ideia. É que infelizmente muitos são aqueles que consideram que as crianças devem resolver as coisas entre si derrotando a violência com o uso de mais violência. Ao ler a notícia percebe-se que existe uma estratégia implícita que tem na retaguarda adultos, pais e professores que aconselham e orientam crianças e jovens.

Os meus parabéns à Associação Anti-bullying Com Crianças/Jovens que tem trabalhado muito e bem sobre um flagelo que infelizmente é diário nas escolas portuguesas.

O bullying “é uma coisa para ser resolvida entre as crianças”

Fábia Dias, também com 17 anos, concorda: “Isto é uma coisa para ser resolvida entre as crianças”. Mas não da forma como os menores se habituaram a enfrentar problemas de violência em contexto escolar, alerta. Conta, por isso, um exemplo recente, que envolveu uma prima que teve problemas com um grupo de colegas de escola. “Noutra altura, ter-lhe-ia dito para pagar na mesma moeda”, diz. Neste momento, pelo contrário, dá como conselho aquilo que aprendeu na associação: o melhor caminho é denunciar a situação a um adulto, um funcionário da escola ou um professor, para que este ajude a resolvê-la.

De acordo com essa investigação, há crianças com 11 anos dizem ter sido alvo de bullying na escola “duas ou três vezes por mês nos últimos três meses”, numa percentagem que varia entre 11%, no caso das raparigas, e 17%, para os rapazes. A média em termos internacionais é 13%, pelo que Portugal tem a 16.ª taxa mais alta de alunos de 11 anos que se dizem vítimas do fenómeno.

Os números crescem quando o que está em análise é a percentagem de adolescentes que foram vítimas “pelo menos uma vez nos últimos dois meses” — ou seja, quando se procura aferir ataques menos frequentes por parte dos colegas: 34% dos alunos de 15 anos dizem ter sofrido bullying. Bem acima da média internacional de 23%.

 

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