Home Editorial O Autoclismo Avariou… Liguem Para A Câmara! Resposta: “Esperem 1 Mês”

O Autoclismo Avariou… Liguem Para A Câmara! Resposta: “Esperem 1 Mês”

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O Governo insistiu e conseguiu, a descentralização de competências é uma realidade em muitas escolas e muitas Autarquias.

Num passado recente as escolas geriam os arranjos à sua maneira, substituíam, arranjavam, chamando o “Zé” dos canos, ou o “António” dos fusíveis. Na sua realidade previsível, com mais ou menos recursos, o “pessoal” desenrascava-se e os dias iam-se sucedendo.

Pois bem, o título faz parte do reino da ficção, mas seguramente que muitos leitores vão perceber o ponto e identificar-se com o conteúdo.

As Câmaras Municipais já começaram a espernear com o presente envenenado que lhes caiu no colo, pois este não chegou com as devidas verbas a embrulhá-lo… O Estado feliz e contente, atirou o menino para cima do colo dos Presidentes de Câmara, “comprados” por um saco de caramelos, ou bandeirinhas da mesma cor política.

As escolas por seu lado viram o seu orçamento reduzido para insignificâncias, pois a sua responsabilidade e poder ao nível das instalações passou a ser isso mesmo, insignificante.

Mas como sabemos, Estado que é Estado está a “penar” com a falta de meios. As Autarquias são também elas Estado, logo a escassez de pessoal é por isso uma realidade bem presente. Enquanto o fogo-de-artifício pintava os céus das nossas cidades, as Autarquias que aderiram à descentralização viram-se com um acréscimo significativo de ocorrências para resolver. E como as escolas estavam sem dinheiro antes dos foguetes, também elas não conseguiram entregar as ditas com as “jantes polidas”.

Resultado?

Ai, ai, ai, salve-se quem puder, demore o que demorar. É a lei de quem mais impõe a sua vontade, ou tem capacidade para pressionar os senhores presidentes. Os diretores das escolas são agora obrigados a arregaçar as mangas e fazer valer a sua posição e mostrar a sua capacidade persuasiva. As relações entre presidentes e diretores nunca foram tão determinantes para o funcionamento de uma escola, algo impensável e perfeitamente dispensável.

É caso para citar uma das músicas mais parvas dos últimos tempos…

Sal Grosso, metido até ao pescoço, CALMA!!!

Alexandre Henriques

3 COMMENTS

  1. A perceção de que as coisas em Portugal não funcionam lá muito bem, parece ser consensual. O problema é quando se começa a perceber que a dimensão pode ser muito maior do que a imaginada por qualquer pessimista bem intencionado.
    A transparência continua a não ser uma prioridade em Portugal,de acordo com a última avaliação recentemente publicada. Este cancro que corrói as democracias parece não preocupar muito os portugueses, porque, quando se leem as notícias, o que varia é a dimensão em função da escala.
    “Luanda Leaks” não deixa, de todo, uma boa imagem da justiça, que é uma instituição fundamental para o bom funcionamento da democracia, nem dos reguladores, que afinal não regulam nada, o que nos faz questionar a sua existência e os gastos públicos.
    O parlamento mantém em banho-maria as leis de combate à corrupção (será pela perceção da sua dimensão ou por laxismo?).
    As escolas escondem a violência; as interpretações legislativas são diversas, a avaliar pelas histórias que se vão lendo sobre a prepotência de alguns senhores diretores;a avaliação de professores gera desconforto porque, entre outras razões, também aqui poderão surgir dúvidas sobre a sua transparência e/ou possibilidades de pressão sobre os avaliadores.
    O poder local, em matéria de transparência também suscita dúvidas. Todos conhecem casos, no mínimo duvidosos, sobre concursos, licenciamento de obras, atropelos ao PDM, gestão de dinheiros… Será por esta razão que os portugueses desconfiam da regionalização?
    Se existem autarquias com dificuldades em cumprir, com eficiência e rigor, as suas funções, como poderão então receber o “enjeitadinho” da educação?

  2. Prefiro as Autarquias a gerirem as Escolas que os Incompetentes, Prepotentes e Negligentes dos actuais directores (i.e. professorecos da treta)

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