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O “Abuso” Contra Tudo O Que É Autoridade

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As agressões a quem de alguma forma representa autoridade, têm aumentado substancialmente. Basta ver o que acontece aos professores. Penso que agora é mais comum ‘o abuso contra a autoridade’. E se fazem atrocidades a quem usa de ‘ferramentas’ de defesa próprias do seu trabalho, nem quero imaginar mais.

Este foi o meu comentário sobre as imagens publicadas de um agente da PSP agredido brutalmente e que não recebeu um telefonema do nosso tão preocupado presidente.


Vivemos no tempo em que vemos o ‘abuso’ NÃO de autoridade, mas contra tudo o que seja autoridade. O que temos visto acontecer não é liberdade, é libertinagem. Sucedem-se queixas sistemáticas nas direcções de educação, dos Encarregados de educação contra professores, sem pés nem cabeça e, o que me deixa estupefacta é serem aceites e serem os professores incomodados.

Aqueles que mais fazem pelos filhos de todos são os maus da fita sempre. Ou porque ‘falam mais alto’ , ou ‘usaram de um tom agressivo’, ou ‘estão sempre a mandar os alunos estudarem’, ou… uma série de situações, cada uma mais ridícula que a outra. A agressão gratuita não tem justificação, mas defendermo-nos contra ela devia ser legítimo. Estamos num país ao contrário. Sim, é verdade, devemos acompanhar as necessidades das crianças deste tempo, mas nunca formatar-nos sem mais, como se tivéssemos um chip, sem analisar e escrutinar o que querem que façamos. E é isso que nos vão dizer os entendidos que têm ido às escolas tentar justificar as medidas com que nos bombardeiam. Somos incumbidos de preparar as crianças para o mundo lá fora e onde estão as medidas universais na sociedade para que seja tolerante quando estas mesmas crianças, adultos depois, fizerem tudo o que o ministério da educação quer que se permita. Por exemplo deixar ao aluno a escolha do que deve aprender, das regras, do tempo de realização de tarefas, de precisar de um reforço sempre positivo, mesmo quando não está a fazer bem. Será que o mundo real vai aceitar que a produtividade e os prazos deixem de ser cumpridos e mesmo assim esse adulto terá de ser bem pago, como se realmente cumprisse?

Esta é a democracia violada pelos abutres políticos, os lobies, os compadrios e as ordens vomitadas por gente que não sabe mandar porque nunca soube fazer. É esta a tal, a inclusiva, cujo único objectivo é acabar com o saber, com o pensar, com o reflectir, com o criticar e com o construir. E, a bem da economia, do engordar dos políticos e afilhados, da manutenção de corruptos em locais chave do país, instalou-se o circo com todos os truques facilitistas para que as nossas crianças tenham um sucesso que os conduza directamente para a infelicidade de nada saberem, para tudo aceitarem por ignorância, para o caos da escuridão do desconhecimento. E aí vem a próxima geração, sem objectivos, sem regras, sem valores, sem ‘armas’ para enfrentar as adversidades, porque todas as medidas tiveram durante o tempo em que deviam fazer-se Gente. Por isto tudo é urgente tirar a voz aos professores, encurralá-los por leis e decretos sem sentido, afogá-los em burocracia e desacreditá-los perante todos. Agredir verbal e fisicamente a autoridade é benéfico para este Portugal, que se quer, do século XXI. Tenho em mim todas as lágrimas de quem adora ver as crianças crescer em sabedoria, valores e amor.

Maria do Rosário

Imagem do artigo retirada da notícia de 5 de abril de 2019

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