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O 4.º Período

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Charge2010-trocadesecretariosAs férias estão à porta, para alguns professores, dado que para a maioria ainda tem de esperar mais algum tempo. Eu bem que me questiono todos os anos acerca da possibilidade de alguns colegas entrarem de férias mais cedo do que o previsto, mas deve ser pura coincidência. Tratando-se de alunos saúdo o artigo de Manuel Cabaça o qual enfatiza o papel que a escola, enquanto instituição, deve ter a todos os níveis, mesmo durante o período de férias escolares. Saliento que este tema foi lançado, e muito bem, pelo Alexandre aquando desta publicação.

Já muito foi dito, mas haverá por certo muito por dizer. Num artigo publicado no Observador por Raquel Salgueiro Póvoas, ontem, 04 de julho, os pais podem encontrar um leque variado de atividades para ocupar e estimular os mais novos durante as férias, embora haja um “pequeno” senão. Todas essas atividades, na sua maioria excelentes, pelo menos quanto à intenção, são pagas! Quando temos cerca de um quarto das nossas crianças residentes em Portugal com graves problemas económicos, tal como podemos constatar neste artigo de Madalena Marçal Grilo, onde para o nosso Estado Social? Que fazem as nossas instituições escolares, vulgo escolas, para minimizar este dizimar cultural do nosso próprio povo? Durante os últimos anos este problema acentuou-se, ouviram-se as vozes do contra a bradar aos céus, mas essas mesmas vozes agora emudeceram e os problemas são maiores e em maior número. A miséria de muitos satisfaz o desejo de uns quantos, bafientos e retrogrados, para se manterem no poder. A credibilidade política, nota-se em todo o mundo, é vã, falsa e intelectualmente desprovida de conteúdo.

Algumas autarquias, no entanto, vão apresentado algumas propostas, mas a grande maioria prefere investir em rotundas, nem que seja com o busto de Hugo Chavez, esse ilustre lusitano, avenidas com placas em honra de sua Exa., campanhas em defesa dos animais domésticos e dos demais, jantares para o povo ser “comido”, desvios de dinheiros públicos para sustentar o partido, o condomínio, a casa de praia ou o monte e a vasta clientela. Se pensarmos em tudo isto e em tudo o que aqui não foi referido, mas de forma honesta, talvez consigamos encontrar respostas para uma grande parte deste grave problema económico-social que assola o país. As crianças inseridas nos cerca de 25% referidos anteriormente teriam, com toda a certeza, algo mais para levar à boca, para vestir e calçar. As escolas material didático suficiente para desenvolver as atividades docentes e a sustentabilidade da educação. Todos sabemos que no que toca à educação o tempo exige tempo a ele próprio e se atendermos às mudanças constantes que os nosso iluminados exigem, quase tudo é decepado à nascença.

Tinha dito para mim próprio que não tocava mais neste assunto, mas a novela ainda não acabou. Os amarelos aí estão e queiramos quer não contrato é contrato. Sei que para a maioria não é justo, que devem ser “rasgados”. Será que estas pessoas dizem o mesmo em relação ao empréstimo contraído para habitação, automóvel, férias, eletrodomésticos,…? Enfim. Esses contratos não deveriam ter sido celebrados? Provavelmente “nim”, mas então por onde andavam estes pregadores? Já agora convém salientar e deixar um aviso à navegação relacionado com o teatro que vai sendo encenado em torno do pré-escolar. O estado não tem nem vai ter fundos para construir jardins de infância, creches ou centros escolares e muito provavelmente serão os privados a assumir essa responsabilidade. Daqui a uns anos lá voltaremos ao mesmo. Para terminar lembro que os nossos defensores profissionais, vulgo CGTP, nada manifestam para tentar resolver o problema dos nossos colegas que vão perder o emprego. Ah pois, não pertencem ao clube.

15 ideias para ocupar os miúdos nas férias grandes

(Raquel  Salgueiro Póvoas)

Nem inevitáveis nem intransponíveis — as desigualdades resultam de escolhas

(Madalena Marçal Grilo)

Colégios com contratos de associação avançam com providência cautelar contra Ministério da Educação

(Agência Lusa)

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