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O 3.º Período Presencial Não Deverá Ser Para Todos – Rui Cardoso

O 3.º período está em risco? Não. A questão não é se o 3.º período está em risco, mas como vai funcionar.

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Nunca ninguém tinha posto a hipótese, prática, de que uma pandemia poderia parar o país. Todos vimos filmes sobre o tema, mas se há estudos científicos sobre o tema não estão suficientemente divulgados.

As escolas encerraram a 16 de março quando a situação não estava ainda clara como poderia progredir. A população tem tido acesso a informação mais pormenorizada, desde essa data, e está mais atenta à evolução da situação. Neste momento, constroem-se cenários para todas as eventualidades, a área da educação não é exceção, aliás, é uma das mais discutidas.

A decisão do encerramento das escolas não foi tomada de animo leve, era uma medida crucial para o combate à propagação descontrolada da pandemia. A população foi aconselhada a ficar em casa e foram tomadas medidas para que as crianças não ficassem em casa sozinhas. Os professores tentaram colmatar, como puderam e sabia, a falta de ensino presencial até à interrupção da Páscoa e começam agora a preparar soluções para o 3.º período.

O 3.º período está em risco? Não. A questão não é se o 3.º período está em risco, mas como vai funcionar.

Os agrupamentos desdobram-se em plataformas e outras formas de funcionamento das aulas durante o próximo período, mas, uma coisa é já certa, este período não vai ser igual para todos.

O primeiro-ministro apontou a data de 4 de maio para a tomada de uma decisão definitiva sobre o que se poderá passar, mas as contingências de um retorno à normalidade são muitas para podermos dizer que serão aplicadas a todos os níveis de ensino. Neste momento é algo de impensável. O retorno à normalidade vai- se fazer de uma forma gradual e com todos os cuidados possíveis e imaginários. Quando o retorno à escola se der vão ter que se tomar medidas para que a segunda onda não se inicie nos estabelecimentos de ensino. As crianças vão ter que se habituar a novas rotinas e cuidados para os quais não estão ainda preparados. O uso de máscara, a higiene constante das mãos, a diminuição do contacto com colegas e professores, o distanciamento preventivo… vai ter que se continuar a fazer prevenção. Ora, as crianças não estão nem vão estar preparadas para isso. Reabrir as escolas cedo demais poderá significar um apressar da chegada da segunda onda de que tanto se começa a falar.

Se a 4 de maio o Governo decidir pelo retorno ao regime presencial, estou certo que será apenas para os alunos do 12.º ano. Estes alunos terão de realizar os exames de ingresso ao Ensino Superior, mas não se trata só disso, eles já têm uma consciência suficientemente madura para poderem, por si, tomar precauções e mesmo assim o risco é enorme. O retorno de todos os alunos, de todos os níveis de ensino está fora de questão. As crianças têm uma necessidade inata de contato, essa necessidade iria por em risco toda uma comunidade escolar. Os alunos mais velhos, além de já se poderem responsabilizar pelos seus atos, nunca poderão ter um retorno à normalidade de uma aula, há medidas a tomar. A distância de segurança dentro da sala de aula é uma delas, terão que se desdobrar turmas, criar novos horários, ter o cuidado da inexistência de contacto, ou minimiza-lo, entre alunos, professores e funcionários. Teremos que repensar a sociedade escolar para que não se criem novas bolsas de transmissão dentro das escolas.

O 3.º período vai ser atípico, mas será uma oportunidade para responder à função de formar os nossos alunos de forma a que a sociedade saia enriquecida destes tempos conturbados.

Rui Cardoso, in Público, 03-04-2020

2 COMMENTS

  1. so irá existir aulas presenciais e exames em papel (meio de transmissão do vírus) , se o Governo quiser promover IMUNIDADE DE GRUPO
    Caso contrario nunca irá existir aulas presenciais nem exames até setembro

    Posso vos garantir.

  2. O ministro da Educação Nacional Jean-Michel Blanquer anunciou nesta sexta-feira, 3 de abril, que todos os testes do bac 2020 serão validados por meio de monitoramento contínuo.

    Em circunstâncias excepcionais, medidas excepcionais. Pela primeira vez em 25 anos e na criação dos fluxos S, ES e L, os exames de bacharelado são objeto de uma adaptação personalizada à pandemia pela qual o país está passando.

    » Bacharelado e certificado 2020: todas as respostas para suas perguntas

    Enquanto eles começariam em 17 de junho, todos os testes serão substituídos por avaliações contínuas, ou seja, as notas dos três trimestres, disse o ministro da Educação Nacional, Jean-Michel Blanquer. Para o bac 2020, as notas do bac francês (oral e escrito) e do VSE (trabalho pessoal supervisionado) aprovadas no ano passado serão obviamente contadas. No entanto, as pontuações obtidas durante todo o período de confinamento não serão levadas em consideração.

    Ao eliminar os exames de bacharelado, Jean-Michel Blanquer decide seguir os programas. Todos os alunos terão aulas até 4 de julho e o controle de frequência até essa data será levado em consideração pelas bancas de exames.

    » Calcule sua média de bacharelado usando nosso simulador de notas

    “Os candidatos que obtiveram entre 8 e 10 anos poderão fazer os exames orais corretivos nas condições usuais” , disse o Ministro da Educação Nacional. Para os candidatos que tiveram uma média inferior a 8, uma sessão de testes escritos será organizada em setembro para oferecer uma segunda chance. Candidatos gratuitos, que não podem ser avaliados por avaliação contínua, também podem participar.
    O oral do bac francês é mantido

    Para os alunos do primeiro ano, que também tiveram que fazer testes, a nota da prova escrita em francês será a média anual do candidato. Por outro lado, a prova oral é mantida e o número de textos a serem conhecidos é reduzido (15 no fluxo geral, 12 no fluxo tecnológico)

    No entanto, para os alunos do primeiro ano, a segunda sessão dos testes de avaliação contínua é excluída. A nota final levada em consideração para o bacharelado 2021 será, portanto, a média da primeira e terceira sessões desses testes.

    »Leia também – Bac 2020: calcule sua média graças ao nosso simulador
    A patente também em controle contínuo

    O Ministro da Educação Nacional também anunciou que a patente seria aprovada este ano através de monitoramento contínuo. “Ele será obtido a partir da nota média dos três trimestres do terceiro ano, com exceção das notas obtidas durante o período de confinamento, para os sujeitos envolvidos”, afirmou Jean-Michel Blanquer. Mais uma vez, a presença de candidatos em andamento até 4 de julho será verificada.

    google tradutor

    https://etudiant.lefigaro.fr/article/bac-2020-toutes-les-epreuves-sont-remplacees-par-le-controle-continu_c3255968-74bd-11ea-94e3-c0cc05dea6b9/

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