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Nunca O Ar Fresco Soube Tão Bem…

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A escola lá estava quieta e calma. Não fosse um certo contragosto que pairava no ar e podia ficar assim para sempre. Gel e máscara para compôr o isolamento. Uma e outra vez para tornar tudo bem familiar numa crença normal. Um jogo de máscaras sobrepostas. Sorrisos nem vê-los. Dizem que os olhos também riem, mas alguns passavam bem despercebidos. Nunca a sensibilidade foi tão necessária. É um enorme esforço. Um artifício. Nunca o ar fresco soube tão bem. Às vezes são precisos esforços para ressignificar as coisas ou simplesmente deixá-las inúteis diante dos olhos. Condicionamentos há muitos, mas liberdades também.

Vitor Cardia

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