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Número de professores que não aceitaram horários este ano aumentou quase 70%

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Apenas um apontamento para a nova secretária de Estado da Educação quando refere “não foi, nem será, este Governo a desvalorizar os professores”. A senhora secretária de Estado não andava por estas andanças, mas o Ministro da Educação já. Lembra-se do números de professores agredidos? O que é que o Ministro fez? Nada. O que disse sobre isso? Quase nada… Lembra-se da recuperação dos 9 anos de tempo de serviço congelado? Onde é que ele está? Passou do congelador para a lixeira… Lembra-se também quando António Costa colocou a sociedade contra os professores? Ameaçando com a sua demissão?

Pergunto-lhe, isso é valorizar os professores? Acredito nas suas boas intenções, mas quem cá anda antes de ter chegado não esquece o que foi dito e feito…

Fica a notícia.


O número de professores que não aceitaram horários aumentou este ano quase 70% em relação ao ano anterior, revelou esta sexta-feira a secretária de Estado da Educação, justificando o valor com o contexto atual de pandemia.

“Tivemos um aumento de quase 70% na não aceitação de horários, porque, naturalmente, neste momento de pandemia [de Covid-19], os docentes fazem escolhas cada vez mais seletivas relativamente à aceitação”, explicou Inês Ramires.

A secretária de Estado respondia no parlamento às perguntas lançadas por deputados dos vários partidos sobre a falta de professores, durante o debate na especialidade da proposta de lei do OE2021, admitindo que o sistema de contratação de docentes é “muito complexo”.

Além dessa complexidade, Inês Ramires referiu ainda que este ano abriram mais cerca de 300 turmas, consequência da diminuição de alunos por turma, “o que naturalmente requer mais professores”, além dos cerca de 700 pedidos recebidos no âmbito do regime excecional de proteção de imunodeprimidos e doentes crónicos, no âmbito da pandemia de Covid-19, que implicam a substituição de professores.

Também o ministro reconheceu que faltam professores em algumas escolas, em especial nas zonas de Lisboa e do Algarve. “São sempre mais do que gostaríamos e estamos preocupados com isso”, disse, referindo-se aos docentes em falta e recordando que as regras de contratação estão agora mais facilitadas.

Depois de duas reservas de recrutamento em que não aparecem professores a ocupar os lugares, “as escolas têm livre arbítrio para a contratação”, disse, acrescentando que os diretores podem ainda recorrer às horas dos docentes que já trabalham nas escolas.

Além disso, acrescentou que o Ministério tem mantido conversações com as instituições de ensino superior para que no futuro haja mais professores. A ideia do ministério é atrair mais jovens para a carreira docente e “criar condições para que todos aqueles que se afastaram da carreira docente regressem”.

“Temos de trabalhar todos os dias para criar condições para que os nossos docentes possam vir para Lisboa e ir para o Algarve”, disse, sublinhando que hoje há “mais docentes do que alguma vez tivemos nos últimos dez anos”.

A questão da atratividade da profissão foi levantada por deputados da direita à esquerda do hemiciclo: do lado do BE, Joana Mortágua pediu que o ministro apresentasse medidas concretas nesse sentido e Ana Rita Bessa, do CDS-PP, alertou para o problema do envelhecimento da classe docente.

Em reposta às críticas, Inês Ramires afirmou que “não foi, nem será, este Governo a desvalorizar os professores”.

Fonte: Observador

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