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Novas disciplinas na escola. Novas formas de avaliar.

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A ideia de flexibilizar o currículo, agregando novos projetos/disciplinas às disciplinas já existentes, é algo que pode ser uma mais valia para as escolas, desde que a sua operacionalidade não seja um monstro burocrático e os seus “aplicadores” tenham uma mente aberta.

As competências dos alunos não se resumem às disciplinas existentes, os alunos são indivíduos com diversos interesses e apetências que por vezes não estão contempladas no currículo standarizado, fabricado e formatado que existe nas escolas. Avaliar um aluno deve abranger diferentes perspetivas, não para desculpabilizar o insucesso ou promover uma qualquer passagem administrativa com interesse financeiro, mas para permitir aos alunos, um reconhecimento efetivo de todas as suas capacidades/competências.

O tão criticado perfil do aluno para o século XXI, é apenas o ponto de partida para o que acabei de referir. E enquanto alguns passam o tempo a procurar debaixo da cama se o bicho papão lá está, fazendo capas de jornais com o que é acessório ignorando o que é importante, as necessidades e dificuldades permanecem nas escolas.

Algumas não esperaram por consensos que há muito deviam existir e fizeram o seu próprio caminho, criando formação complementar, “fora da caixa” para os seus alunos.

Certificar o que já existe, incluindo o alternativo ao comum, é um caminho que deve ser percorrido. Não por modas ou ideologias convenientes, mas porque a realidade assim o pede, a realidade atual e não a de 1900 e qualquer coisa que tantas vezes é relembrada como se as realidades fossem sequer comparáveis…

Alexandre Henriques

 

Aulas de Robótica, Empreendedorismo, Mandarim, Filosofia ou Ioga. Estas são algumas das disciplinas em que vários agrupamentos apostaram como complemento a um ensino “normal”, no 1.º Ciclo.

A oferta é possível devido aos tempos de oferta complementar, que podem ser no máximo de uma hora por semana, como escreve o Jornal de Notícias na edição impressa de hoje.

“Estas ofertas são tanto mais enriquecedoras quanto servirem para promover melhores aprendizagens em qualquer área do currículo. Por exemplo, não faz sentido que as aprendizagens em Robótica e Programação não sejam integradas com o trabalho na Matemática ou nas Expressões”, disse João Costa, secretário de Estado da Educação ao JN.

Novas disciplinas desta natureza têm como objetivo promover o sucesso escolar. A diversidade fomenta o pensamento crítico, a capacidade de reflexão, e permite uma maior abertura em relação a certos temas, línguas e culturas.

Várias escolas de norte a sul do país já adotaram este tipo de disciplinas. É o caso do agrupamento de Oliveira do Hospital, em Viseu. A oferta educativa passa agora por Cultura e Línguas Clássicas, uma iniciativa da Associação de Professores de Latim e Grego. O objetivo deste programa é despertar nos alunos interesse pela origem da nossa cultura e despertar o gosto pela investigação. “Os conteúdos lecionandos no 1.º Ciclo são, essencialmente relacionados com narrativas da mitologia clássica e costumes dos romanos e gregos”, disse ao jornal Isaltina Martins.

Mandarim e Programação são conteúdos que fazem parte das escolas do agrupamento Oliveira Júnior, em São João da Madeira. No Porto, o ioga é ensinado nas escola Carolina Michaëlis. “O reforço da concentração e da autoestima” são dos maiores benefícios que a filosofia da ioga ensina.

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