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Notícias de Além Mar | O Ano de 2016 sob a luz da B. N. C. C.

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A educação brasileira tem um importante e difícil tarefa a realizar pela frente neste ano de 2016: aprovar uma base curricular que sirva de referência e suporte a toda educação neste imenso Brasil.

As vantagens desta base são muitas, como:
– mais clareza sobre o que se deve ensinar aos alunos;
– equidade no acesso aos conhecimentos fundamentais;
– alinhamento entre a formação de professores e prática em sala de aula;
– equidade na distribuição e acesso de material didático;
– avaliações alinhadas aos conteúdos efetivamente trabalhados.
– qualidade ampla, geral e irrestrita dos conteúdos em todo território nacional.
De acordo com os especialistas contratados pelo MEC, tais ações refletem o que tem sido praticado com sucesso comprovado em extensa documentação em países como Canadá, Austrália, Reino Unido, Chile, Estados Unidos, Finlândia, Coréia do Sul e outros.

No Brasil, a Base Curricular está sendo discutida com os agentes educadores desde setembro de 2015 e aceitando contribuições até março de 2016, sendo considerada a primeira vez que algo está sendo discutido com as bases especializadas da sociedade brasileira, uma mudança e tanto se comparada ao autoritarismo tão comum numa instituição historicamente impositora de papeis e comportamentos com determinações hierárquicas verticais.
Há uma equipe fixa de profissionais trabalhando neste documento desde 2013, que já incorporou na proposta temas carregados de ideologia de esquerda, como não poderia deixar de ser num governo socialista como o que ocupa o poder no Brasil. Foram ouvidas cerca de 15 instituições de referência em educação, 150 professores e coordenadores pedagógicos além de especialistas nacionais e internacionais contratados pelo MEC para a revisão e críticas do documento.

livrosO resultado deixa claro que o primeiro rascunho mostra fragilidades, há muitos descaminhos em termos de conceitos, ideologia e estrutura e se faz necessária uma cuidadosa revisão, o que justificou a contratação de especialistas internacionais que já fizeram uma primeira crítica e a tornaram pública em documento destinado a este fim. O MEC desenvolveu, para atender a participação da sociedade, um site especifico que já recebeu mais de 9 milhões de contribuições dos mais diversos setores sociais brasileiros.

Podemos falar rapidamente sobre pontos a revisar como o sequenciamento das habilidades ao longo dos anos e a desconexão entre o conteúdo dos textos introdutórios da base e o que diz os objetivos da aprendizagem. Ainda há a necessidade de oferecer vários percursos educacionais no ensino médio e os problemas com o rigor e a clareza dos objetivos da alfabetização.
Como falamos anteriormente, a parte da disciplina de História está provocando reações por parte dos professores da área, pois querem retirar parte indispensável dos fatos passados que influenciou a formatação de nossa sociedade atual em favor da inclusão da cultura africana e ameríndia (penso que todas as culturas deveriam ser estudadas sem prejuízo de A ou de B).

Como dissemos anteriormente neste texto, há muitos pontos positivos e deverá haver ainda muito debate sobre teorias pedagógicas, ideologias, visões de mundo e concepções sobre como deve ser a escola. Outro ponto positivo é que o MEC objetiva fazer atualizações periódicas do documento a fim de torna-lo dinâmico e alinhado as prováveis mudanças sociais do futuro.
Ouvidos em pesquisas recentes, os professores brasileiros evitam trabalhar com conteúdo que se sentem pouco familiarizados. Com este documento, a discussão deve se tornar mais ampla.

Joseval Estigaribia

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