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Notícias: a descentralização, um caso de excelência escolar, concursos à maneira e estupidez americana.

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A descentralização é uma coisa boa, muito boa, sempre boa, parece ser hoje o discurso presente dos políticos. Bem boa, mas nem sempre boa.

Vejam, por exemplo, esta notícia oriunda da Madeira. Uma escola, dependente do Governo Regional, gestão descentralizada face a Lisboa, está muito degradada. O partido, quase só regional, que o denuncia recebeu do secretário regional a resposta de que não sabia sequer do problema.

Escola do Caniço precisa de intervenção urgente

Em Airães, Felgueiras, a escola toma uma iniciativa muito mais importante que lamentos em redes sociais contra o racismo ou populismo nascente. Diz o DN que “parece um palco improvável, mas na próxima sexta-feira, a assinalar o Dia Internacional da Memória das Vítimas do Holocausto, a Escola Básica e Secundária de Airães, em Felgueiras, junta numa conferência os descendentes de três “justos” portugueses: Aristides de Sousa Mendes, Carlos Sampaio Garrido e o padre Joaquim Carreira. Há um quarto português que tem o nome inscrito no Yad Vashem, o Memorial do Holocausto de Jerusalém, mas de José Brito Mendes, emigrante em França, desconhece-se o paradeiro do único descendente.”

Integrado num projeto de longa duração sobre a memória do holocausto, neste ano reúne seis escolas europeias: além da portuguesa, uma polaca (em Auschwitz), as outras búlgara, grega, turca e romena.

Iniciativa excelente e parabéns aos professores e alunos envolvidos!

Escola de Airães junta descendentes de três justos portugueses

Pouco justo será o que o jornal I anuncia que pode acontecer nos concursos para delegados regionais de educação abertos estes dias pelo Ministério da Educação. Em resumo, diz o I: “O Ministério da Educação lançou procedimento para selecionar novos delegados regionais, uma vez que, como o i revelou, os atuais estão em situação ilegal. Critérios vão, porém, beneficiar dirigentes que estão em situação irregular.”

Educação. Ilegalidades beneficiam atuais delegados regionais em novo concurso

Nos últimos 2 dias o Público divulgou dois textos sobre educação que merecem atenção. Um sobre défice de atenção e o problema da medicação. Pedro Cabral, neurologista, faz uma exaustiva reflexão sobre o problema da hiperatividade e sobre a questão de medicar ou não.

Défice de atenção e perturbações do comportamento na escola e em casa: medicar ou não medicar?

O outro texto, de hoje, é sobre a polémica dos manuais escolares, lançada pelas reportagens da RTP e da TVI da semana passada. Paulo Guinote coloca bem o problema, focando-o do lado onde a questão justifica ação política e jurídica intensa. Que não é do lado dos professores (mesmo havendo pecadilhos e pecados de alguns, mesmo assim, nunca ao nível dos pecados mortais de editores, governos, governantes e outros poderes públicos).

Manuais escolares: sensacionalismo e inconsequência

E, para terminar, e embora a notícia seja de alguns dias atrás, a audição no senado, na versão do Daily Show, de Betsy de Vos, secretária de Educação dos EUA, nomeada por Trump. Qualquer ministro da educação português, Crato e Lurdita incluídos, estão uns 980% acima daquilo (se virem, percebem de onde vem o número). Nem para delegada regional servia a senhora, a julgar pelas suas respostas, quanto mais responsável política máxima da educação na maior economia do mundo.

Betsy DeVos Gets Grilled: The Daily Show

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