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No Que Diz Respeito À Educação

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Como digo sempre, os números nem sempre refletem a realidade!
Nos gráficos da reportagem, saliento a diminuição no número de analfabetos em Portugal, um dado muito importante mas que me deixa em reflexão e obriga-me a fazer uma pergunta: quantos desses não serão analfabetos funcionais?
No que toca ao abandono escolar, vemos que há uma efetiva redução no número de alunos que abandonam o ensino obrigatório. O gráfico é até estimulante, mas é um daqueles casos em que as políticas se sentem num curto prazo, ou seja com a entrada em vigor das políticas de retenções zero, os alunos apenas vão “passear” à escola, mas não a abandonam!
A política do atual governo (a partir de 2015) tem dado frutos! Que melhor incentivo dar a quem não quer estudar, que não o de “todos passam”, basta marcares presença?
O que eu gostava mesmo é que se deixasse de gráficos bonitos e se agisse nas próprias escolas, há, pelo menos, duas questões estruturantes para as quais ninguém apresenta soluções:
– Indisciplina crescente;
– Envelhecimento da classe docente;
Alberto Veronesi
Fica a reportagem

No que diz respeito à educação, os dois investigadores destacam a evolução impressionante em Portugal, por exemplo com a redução do abandono escolar ou o incremento dos níveis de escolaridade no ensino secundário e ensino superior.
Fernando Alexandre diz que a redução do abandono escolar nos últimos anos é “impressionante” e Luísa Lima destaca que essa conquista exigiu “um grande investimento”.
No entanto –  e apesar de outros dados positivos, como a queda do analfabetismo -, há ainda um caminho a percorrer. Como professor universitário na Universidade do Minho, Fernando Alexandre fala em específico dos problemas no ensino superior.
“Não tem havido nenhum investimento nas universidades e acho que podemos vir a pagar isso bastante caro. Em Portugal, o custo por aluno no secundário é bastante mais elevado que o custo por aluno na universidade. Geralmente não é assim”, destaca.
Luísa Lima, professora universitária no ISCTE-IUL, destaca que Portugal continua a ser um dos países da Europa com maior percentagem de pessoas sem o ensino secundário, apesar das recentes evoluções positivas. Mas também para a docente o problema central está no ensino superior.
“Temos um sistema de ensino que é praticamente gratuito, com os manuais gratuitos e com os passes mais baratos. Temos conseguido ajudar as famílias, temos reduzido o peso das desigualdades económicas para que os alunos consigam terminar o 12.º ano. Mas depois temos esta grande barreira no acesso ao ensino superior”, refere Luísa Lima, dando como exemplo não só as propinas, mas também os custos avultados para alunos deslocados em grandes cidades e a falta de residências universitárias.
“Temos situações de famílias que não conseguem colocar os filhos no ensino superior e de alunos do ensino superior que vivem em situação de pobreza. Existem situações de grande carência a que a não se consegue responder, em que não existem mecanismos de apoio”, salienta.
A docente considera que o apoio à integração dos alunos deve ser maior, sobretudo para com aqueles que têm mais dificuldades financeiras. “A universidade sempre foi um local de exclusão. As universidades não estão empenhadas o suficiente na integração dos estudantes que podem ter mais dificuldades, está feita para quem já está encaminhado para chegar à universidade”, considera.
“O investimento no acesso ao ensino superior é o grande desafio grande para os próximos anos. Acho que estamos a conseguir ganhá-lo no secundário, mas esta barreira para o superior tem de ser trabalhada a sério, mesmo dentro das próprias universidades”, sublinha a docente, alertando para a necessidade de aumentar as bolsas de ação social e o número de residências.
Fonte: RTP
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