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“Você” é que é fixe “meu”.

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vocêNos vários comportamentos de hoje e demasiado banalizados, em que não há sequer o interesses em o outro respeitar, passou a ser uso e comum o tratamento por “você”. E, está de tal forma a ficar vulgarizado, que entrou no léxico de todos, o que convenhamos, não é “lá e cá” muito “educado”. Claro que, nunca deveria ter sido necessário e até o foi por “aqui” excessivamente utilizado o uso antes do nome de “senhor doutor”, “senhor engenheiro”, “senhor professor”, mas para se cair no oposto que é o “tu cá tu lá”, o “você”, sem um mínimo de respeito. E então o uso e abuso do “você” é espantoso.

Em qualquer lugar onde tenhamos que nos deslocar e seja quem possa estar do outro lado a “ter” que nos atender, com muitos ou nenhuns cursos superiores, vai-nos tratar de certeza por “você”. E repete o “você” muitas vezes, deve soar música aos seus ouvidos. E fica-se “naquela” , da já nem vontade de haver respeito. É tudo o mais baixo, conseguível. Evidentemente que nunca seria tratar por doutor, engenheiro, professor, até a quem o não é, mas talvez por senhor, senhora e não menina a uma sexagenária como também hoje uma alternância ao “você”. E em casos que se sabe o nome, por este, sem nada antes mas o nome só. Ponto. E não o “você”. E esta forma de tratamento passa a anular qualquer contacto humano, e quando se fala de alguém, por vezes até na sua frente desde que não com o “você” vem o “ele”, “ela”. São banalidades? São minudências? Se calhar! Se calhar.

Mas este descer de nível em tudo, este desconsiderar o outro, este não ter a mínima consideração por quem está à sua frente, é demasiado redutor. E não estamos a falar da miúda da caixa do supermercado. Não, essa até não poucas vezes tem um tratamento bem mais personalizado e educado. Estamos mais, e cada vez mais, a falar de pessoas que estão em lugares de contacto obrigatório com outras pessoas, que fizeram cursos superiores e que os estão a exercer. Mas que tem o “você” de tal forma automatizado, que se lhes for pedido trate-nos pelo nome, mas não por “você”, olham-nos como a um extra-terrestre que acabou de aterrar na sua frente. Claro que isto “arrasta” o desleixo, a desconsideração, com que ninguém se cumprimente, anulando-se o bom dia, boa tarde, boa noite, deixando de fazer parte do nosso léxico. E nem pensar em pedir “por favor” ou dizer “obrigado”. Para quê? já não se usa. E animalescamente tratamo-nos e  para colocar a cereja em cima do bolo, com imenso gosto e orgulho em o fazer.

Viva o “você”, o “fixe meu”, o “ele” e o “ela”!

Augusto Küttner de Magalhães

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