Início Rubricas Natal

Natal

57
0

natalQuem nasceu em meados do século passado terá “registos” na sua memória que não se apagam. Bem pelo contrário, parece que a massa encefálica executa diariamente um polimento seletivo de células “diferenciadas”para estas memórias tão vivas e tão pormenorizadas.

Para os jovens, principalmente para os adolescentes cuja paciência não é significativa, escutar um relato do que era o NATAL de então é “uma seca” que os avós lhes pregam. Ainda não perceberam que a ciência evolui como se estivesse em aceleração contínua, os avanços tecnológicos são imparáveis e o tempo corre tão depressa que o ontem não existe e o amanhã é hoje.

Quer isto dizer que os idosos não têm auditório… Mas, há sempre um mas em todas as circunstâncias. E aqui entram as crianças à volta dos 3-4 anos, em regra. São elas que nos salvam de ficarmos a falar sozinhos. Sim, porque os pais são os que nos abandonam primeiro e com ar de enfado. Segundo eles- e lá têm as suas razões- o NATAL era “sempre igual”. Ora os pequeninos não se cansam dos pormenores. E ainda bem! De boca aberta ouvem, ou mais ainda, absorvem, todas as palavras de tão linda história.

Para eles não é uma repetição, não é uma fantasia, não são ainda as prendas que os encantam. São as respostas que lhes damos às suas perguntas tão inocentes como autenticas. São estas crianças que nos fazem reviver e alimentam o espírito natalício. O mundo é delas. Mas cabe-nos a nós ensinar-lhes o que é a tolerância, a fraternidade e o Amor. Não há época mais adequada para lhes transmitir esses valores. Se associarmos noções de PAZ, elas irão percebendo que o NATAL afinal é mais do que um repetitivo ritual.

Maria de Lourdes Chieira – Pediatra

COMPARTILHE

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here