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“Não quero ir à escola…”

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fobia escolar“Red Alert”, eis uma expressão que o Captain Picard utilizava a bordo da sua U.S.S Enterprise. Ao ouvir a expressão “não quero ir à escola”, pais e professores devem ficar alerta.

Não confundir com o “não quero ir à escola” que é o resultado de uma doença muito comum nos dias que correm, denominada de “preguicite aguda”.

Para estes, lembro que a escolaridade é obrigatória até ao 12 º ano, e a cura é só uma – ditadura parental. Consiste em obrigar os jovens a fazer aquilo que devem fazer mesmo quando não querem.

No entanto, a recusa em ir à escola pode estar associado a algo grave. Os fatores podem ser vários, como: insucesso escolar; bullying; problemas de adaptação a um novo espaço, colegas e/ou professores; problemas com a(o) namorada(o); problemas em casa; distúrbios emocionais, etc.

Esta tomada de posição está normalmente associada a alterações comportamentais que, com a agitação diária, podem passar despercebidas. Por isso, quando nos deparamos com esta situação é importante dar um passo atrás para conseguirmos ver o quadro todo.

O que fazer nestas situações?

1- Dialogar com a criança, mas sem “stress”, para tentar apurar a causa do problema.

2- Comunicar à diretora de turma ou professor titular o que se está a passar, tentando saber se existem outros fatores que possam ter originado esta situação.

3- Tranquilizar a criança, explicando que percebe o que está a sentir e que a vai ajudar.

4- Verificar se foram situações que envolveram outras crianças/jovens. Se for o caso, é muito importante que não percamos a calma. Não nos podemos esquecer que os nossos filhos assimilam os nossos comportamentos, e se a nossa reação for de “partir para a ignorância” estamos a ser apenas iguais aos outros. Tentar resolver as questões com os outros pais é capaz de ser a medida mais prudente e adequada.

5- Acompanhar a criança/jovem durante esta fase, é essencial. Ela sentirá que não está sozinha e que poderá contar com os seus progenitores.

6- Valorizar situações positivas que aconteceram na escola. Canalizar a sua atenção para as coisas boas irá aumentar a sua motivação e auto-confiança.

7- Dar tempo ao tempo.

8- Se necessário, pedir ajuda a um profissional.

Esta situação pode ser o início de um problema de enorme complexidade e nós pais temos de estar à altura das responsabilidades. Quer o pai quer a mãe não podem faltar à chamada e é obrigatório que estejam em sintonia.

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