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Como (não) motivar a Função Pública…

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É avisar com uma antecedência de 11 meses que em 2019 vão perder novamente poder de compra… Já não chega as negociações com o Ministério da Educação estarem a ser uma profunda desilusão, como ainda fazem questão de nos darem este tipo de encorajamento…

O Governo “não irá desviar-se” do compromisso de manter congelados os salários na Função Pública até 2019, porque existe uma “componente cíclica” no atual crescimento económico e é preciso acautelar o risco de um “choque com uma mudança no ciclo”. A garantia foi transmitida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em entrevista ao francês Les Echos. O responsável alertou que “é importante que não se incorra em despesas insustentáveis” e, por outro lado, que se “evite passar a mensagem errada, de que se está a voltar aos desequilíbrios do passado”.

Numa entrevista à correspondente em Madrid do jornal francês, Augusto Santos Silva diz que o Governo está consciente de que está a “tirar partido” de um momento positivo no crescimento internacional. Mas garante que o Governo está “consciente de que existe um fator cíclico” — por isso “temos de preparar-nos para enfrentar o choque de uma possível mudança no ciclo”. Isso passa, também, por “concluir a união monetária, a nível europeu”.

Porém, “a nível nacional, é importante não incorrer em despesas insustentáveis”, afirmou o ministro, acrescentando que “desde 2009 que os salários da Função Pública estão congelados. Não nos comprometemos com qualquer aumento até 2019 e não iremos desviar-nos [desse compromisso]”. Augusto Santos Silva acrescentou que “até ao momento, temos estado satisfeitos por devolver gradualmente o que foi cortado nos salários e nas pensões que aplicados, temporariamente, durante o programa da troika“.

Salários na Função Pública vão (mesmo) ficar congelados em 2019, afirma Augusto Santos Silva

(Observador)

1 COMMENT

  1. Isto é tudo estratégia para dar um ar de seriedade à gestão da coisa pública, contribuindo, inclusive, para o prestígio de Mário Centeno na Europa.
    Entretanto, os resultados desta gestão “muito rigorosa” hão de ser “tão bons” que o Governo anunciará aumentos a tempo de entusiasmar o pagode para as eleições legislativas.

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