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“Não houve agressão. A minha esposa estava nervosa e apenas gesticulou”

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Foi tudo a brincar, foi tudo sem intenção, o povo é pacífico…

Fica o contraditório.

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Segundo o encarregado de educação “uma brincadeira entre primos escalou para uma pura mentira. Porque as pessoas negam, mas há muito racismo envergonhado em Setúbal e esse é o nome da situação que estamos a viver”.

Durante o intervalo João Barão e o primo, Fábio Lucas, estavam a brincar, mas a professora interpretou como se de uma briga se tratasse. Segundo a criança contou aos pais “a professora separou-os sem perguntar o que se passava e começou a segurá-lo com força pelos braços e a sacudi-lo. O menino disse que a professora o estava a magoar. Ao que a mesma terá respondido, ‘Paro quando eu entender’. Mais tarde, no regresso a casa, João queixou-se com dores”.

“Não houve agressão. A minha esposa estava nervosa e apenas gesticulou”

Foi no seguimento das queixas do filho que Soraia Barão se dirigiu à EBJI da Bela Vista para conhecer os pormenores da situação.

“Na escola a minha esposa questionou a professora sobre o que tinha acontecido e porque tinha magoado o João. A minha esposa estava nervosa e nessas situações tem por hábito gesticular. Quando o fez a professora aproximou-se dela e questionou ‘Mas afinal o que a senhora quer? Agredir-me?’. Então a minha esposa pediu à professora para se afastar, mas ela continuou a aproximar-se”, explica Rogério Barão.

Nesse momento Soraia Barão terá encostado as mãos ao peito da professora para impedir uma aproximação maior. “Mas nada agressivo, apenas com um gesto para que parasse. Nesse momento, uma auxiliar que estava presente interveio. Ao gesticular a minha esposa também passou a unha pelo rosto da senhora, mas não teve intenção alguma de a ferir. Aliás apresentou de imediato as suas desculpas”.

Agora, Rogério Barão acusa a professora de estar “a mentir” e a “aumentar a situação que, em realidade, foi bem menor do que aquilo que a PSP registou”.
Sendo um dos representantes da comunidade cigana em Setúbal e pastor evangélico, Rogério Barão afirma sem receios, “estão a denegrir a imagem da minha esposa, da minha família e da comunidade”, por conseguinte.

“Temos o respeito de todos, assim como respeitamos todos. Mesmo assim as pessoas estão sempre com um pé atrás em relação a nós. Somos julgados como culpados logo à partida e só porque somos ciganos. Isto é racismo e difamação, até porque quando acontece algum caso de violência na nossa comunidade somos os primeiros a condenar essas acções e a defender que essa não é, em momento algum, uma postura digna”, refere.

O pai de João confirma ainda que também apresentou queixa por agressão e após o filho ser examinado pelo Instituto de Medicina Legal, “confirma-se que tem os braços e ombros magoados, embora sem lesões”. Para o futuro fica “a possibilidade de contacto com a SOS Racismo e, talvez, uma outra queixa, por difamação”.

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Fonte: Diário da Região

5 COMENTÁRIOS

  1. O habitual entre esta gentalha…sabem bem que façam o que fizerem desde que agitem a bandeira do racismo haverá quem lhes meta a “mão por baixo”…Enquanto não sofrerem sérias consequências penais e financeiras pelo que fazem nunca irão aprender o seu lugar na sociedade e que para nela serem respeitados também têm que a respeitar . Pena de prisão e perda de benefícios sociais ( rendimento mínimo ou outros ) após a sua cativação para pagamento de eventuais indemnizações a vítimas dos seus (mais) comportamentos seriam formas bastante educativas para está gente .

  2. Anedota?
    O meu marido ficou todo rasgado e quem o fez queixou -se de ter sido agredida por ele. Houve várias testemunhas a assistir, mas mesmo assim a E. Educação afirma que o professor lhe bateu, entre outras difamações.
    Há gente para tudo.

  3. este “contraditório” parece tirado a papel químico de uma agressão de um cigano a uma professora da Escola Dr. Ruy D’Andrade: os meninos andavam a brincar, a professora agrediu violentamente o filho, ele, exaltado, o qual pediu logo desculpa, apenas encostou a mão na cara da professora.
    Suponho que essa também fosse cigana, sempre a vitimizarem-se e o sistema a contemporizar com isso . . . e depois admiram-se que apareçam partidos de direita apelidada de radical.

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