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“Não gosto do programa de cidadania! Não gosto do sexo! Não vais às aulas…..”

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A história foi contada pelo blog do Arlindo em 2 posts e, no mais recente, o tema é melhor enquadrado. Um pai de Famalicão decidiu que, durante 2 anos, os filhos não iam frequentar a disciplina de cidadania e desenvolvimento, porque alega objeção de consciência em relação ao programa.
O caso resultou em que, durante 2 anos, os alunos não foram a nenhuma aula da disciplina.
Pelos vistos, segundo diz a carta aberta, que o pai escreveu, por estes dias, ao Secretário de Estado João Costa, os alunos são bons alunos e miúdos responsáveis. Achei esta frase e a menção aos quadros de mérito, uma delícia, mas não vamos por aí.

O pai decidiu que não íam a cidadania e não foram, durante 2 anos. Os dados disponíveis não estão completos na informação, que vem essencialmente do pai. O ministério comunica mal e, depois, fica sujeito a estes ataques de ativistas, bastante acirrados e com agenda mais vasta que o caso concreto.
Não tenho particular simpatia pela ação política dos atuais titulares do ministério. Acho até que, quando tomam medidas positivas, o fazem com tal inabilidade comunicacional e operativa que, às vezes, estragam o que de bom tenham feito. Espero que não seja este mais um caso. Mas confesso o meu receio.
O pai parece que é um ativista de causas ultraconservadoras, católico, com 6 filhos (informação do Correio da Manhã, numa notícia sobre uma das suas intervenções públicas) e parece que o problema aqui é sexo. Não creio que o problema do pai em causa seja a explicitação das regras de reciclagem de plásticos, sobre segurança rodoviária ou proteção em caso de terramoto, que também aparecem em vários dos referenciais para a disciplina.
Do que se lê, aparentemente, deve ter alguns problemas com as alterações climáticas, mas não me parece que seja por aí a questão essencial. Como diria a fantástica Natália Correia, o problema parece ser mesmo o truca truca…. 
Perceciona-se isso da carta que escreveu e dos sites onde as suas posições são divulgadas (que não cito, porque evito ao máximo divulgar fontes de fake news e propaganda, mas que são fáceis de topar).
A inclusão da educação sexual no âmbito da disciplina parece ser a questão essencial. O pai parece partilhar daquela lengalenga da ideologia de género que, em português, faz escola larga em adeptos de Bolsonaro, mas tem afloramentos em Portugal. E que facilmente se resolvia se fossem ver o que dizem realmente os tão razoáveis referenciais de lecionação e não os boatos e manipulações, que são postos a circular por grupos de agenda obscurantista. E a quem, tratando-se de cristãos, este cidadão educado no cristianismo, diz que veriam a outra luz se tivessem mais misericórdia cristã dos que sofrem com preconceitos.

Liberdade educativa ou ataque à liberdade?

O facto de o principal site, fora da blogosfera educativa, a divulgar estes factos (e de forma tendenciosa, a quem souber ler) ser um sítio chamado Notícias Viriato, uma espécie de órgão oficioso do Chega, deve fazer-nos pensar sobre o enquadramento de todo o episódio. E a plataforma, cujo número de aderentes é convenientemente ocultado, onde o pai se apresenta como herói e quase mártir da liberdade, na sua “objeção de consciência”, tem vários links para vídeos e textos, que algum espírito crítico mínimo, permitirá discernir como exemplos das tendências fascizantes e limitadoras de liberdade, que andam a renascer.
Mas, mesmo estando a informação acessível, há quem não leia e não se mova ao esclarecimento. Precisamente porque não está a discutir currículo ou liberdade, como quer fazer crer, mas sim a sua ideologia pessoal e a sua crença, mais ou menos integrista, que quer impor a todos.

O problema é o sexo. Como podem as escolas lidar com isso?

Em suma, a posição pode resumir-se em: “não concordo com o programa de Cidadania porque tem educação sexual e, por isso, os meus filhos não frequentam.” Depois, com alguma manipulação jurídica de conceitos constitucionais (e aparente inabilidade das escolas e ministério) está feito o caminho para se chegar à seguinte situação: os filhos foram agora notificados que têm de frequentar a disciplina, num despacho do Secretário de Estado (o post diz que foram mandados recuar ao 5º e 7º ano, mas penso que a afirmação deve ter o seu quê de manipulativo e inexato, embora, como o ministério não comunica, não tenha a certeza).
O pai interpôs uma ação, precedida de providência cautelar, contra esse despacho que foi admitida (o que é diferente de decretada). E agora veio cantar essa sua alegada vitória, afirmando que luta pela “liberdade educativa dos filhos”. O processo corre os seus termos no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga. Esperemos pelos tribunais.

E se houver mais casos?

Num movimento de Direitos Humanos, a que pertenço há mais de 25 anos, temos uma T-shirt que diz “Posso não concordar com o que dizes, mas luto para que possas dizer”. A T-shirt não diz “luto para que possas dizer mentiras”. Mas encerra uma ideia de liberdade de consciência (que implica, por si, boa fé do que a exerce) que me gera simpatia profunda.
O pai em causa achar que não gosta ou discordar do programa de cidadania é absolutamente legítimo. Até debateria com ele e lhe tentaria demonstrar o erro. Agora violar leis, em prejuízo dos seus filhos, usando abusivamente o instituto da objeção de consciência e diminuir o acesso dos filhos à educação é um salto lógico excessivo. Podia ter entrado com a providência cautelar há 2 anos, mal os filhos foram informados da necessidade de frequência. Mas não tinha tanta graça, não era?
A definição do currículo foi realizada legalmente e é competência do Ministério da Educação e das escolas. Eu também acho que o programa de História é um desastre, mas não promovo a objeção de consciência. Até porque essa figura jurídica não é um meio de legitimar a anarquia e a desobediência a qualquer lei. É um conceito demasiado nobre para cair no oportunismo tacticista.
Estes movimentos têm muitos adeptos em Espanha, onde estão associados ao Vox. Haverá umas dezenas de milhares de pais que decidiram proibir os seus filhos de frequentar a disciplina espanhola similar, com fundamento na objeção de consciência. O caso subiu ao Supremo, onde esse direito não foi reconhecido.

Uma reflexão para o “terreno”

Se, na minha escola, houvesse um problema desses e me pedissem a opinião, creio que a solução legal e legítima seria relativamente simples. Em pontos, para ser mais claro:
1. A disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, quando exista, é obrigatória (tanto como Português, ou Educação Física).
2. Um pai ou mãe decidir que a criança não frequenta, porque não concorda com o conteúdo (em parte ou no todo) do programa é ilegal. Viola a lei e constitui a privação do aluno de parte do currículo que as autoridades legítimas impuseram (e sei que a palavra assusta muitos “defensores da liberdade”, para quem a Liberdade é só uma casca cromada). Um regime democrático, em que até há consulta pública sobre estas coisas, tem toda a legitimidade para impor a lei. As leis impõem, representam a vontade legítima da comunidade, não sugerem. (Nota: na discussão que houve sobre a nova disciplina, eu fui contra que a Educação Sexual entrasse nela, não porque não deva haver, mas porque não deve ser misturada com outras coisas, em nome da sua dignidade curricular; fui derrotado e espero que um dia a lei mude, mas tem de haver educação sexual, não facultativa).
3. Não são os pais que definem e excluem conteúdos dos currículos, assim como não são os professores ou o ministério da educação que definem o regime de higiene doméstica, ou os horários das refeições em casa, ou se a criança vai ou não à catequese.
4. Se algum pai acha que o conteúdo da disciplina contende com a sua liberdade de consciência ou dos seus filhos tem caminho a fazer. Mudar politicamente o currículo (coisa difícil, dada a pouca representatividade democrática) ou queixar-se disso aos tribunais. Até lá, cumpre a lei.
5. Aparentemente o pai não fez isso. Pelo que parece, na escola, até se deixou a coisa andar, naquela inércia característica da burocracia escolar (mas também não é claro se a escola é pública).
6. Se opta por impedir os filhos de ir à escola, participar no currículo obrigatório, está a violar as leis que impõem frequência escolar obrigatória (e sei que alguns dirão que estou a pisar o risco, mas não resisto: isso é tão verdade neste caso, como nos casos similares dos pais que recusam a frequência escolar das filhas, a partir de certa idade, por medo de que percam a virgindade antes do casamento).
7. Privar os filhos, com intencionalidade, de frequentar a escola, na parte ou no todo, é um comportamento que ofende o seu direito à educação, mesmo se praticado com alegações de objeção de consciência. A objeção de consciência não pode ser praticada com prejuízo de terceiros, para mais dependentes, e num caso em que não está prevista, é inovadora e um abuso. (E recomendo aqui a leitura de um texto académico, com noções gerais do tema, que talvez ajude a percecionar melhor os conceitos e permite entender melhor o que é abuso e habilidade e o que é direito legítimo). 
8. Quem ofende os direitos dos seus filhos cai na alçada da Lei de Proteção de Crianças e Jovens e viola deveres parentais.
9. Assim, ao fim de alguns dias a faltar, fosse qual fosse a alegação e dado que o pai se recusaria a justificar legalmente as faltas, o que a escola deve fazer é reportar à CPCJ todos os dados do caso.
10. A CPCJ seguiria o seu caminho e, ao ir pedir o consentimento parental para intervir, como a lei requer, aposto que o encarregado de educação o recusaria, até porque não faria o único acordo que lhe poderia ser legalmente proposto (as crianças irem às aulas).
11. Daí resultaria que o caso iria mais rapidamente para o sítio onde deve estar: o tribunal. Em caso de recusa ou retirada de consentimento, o assunto vai para o Ministério Público que tem especiais competências de tutela sobre os direitos dos menores de idade, podendo substituir-se aos pais, quando estes violam direitos das crianças, cujo interesse devem promover.
12. Só que, no caso prático, é diferente ser o pai a meter ações e fazer campanhas, porque se acha um mártir face às decisões do Ministério, 2 anos passados, ou ser o pai a ter de explicar no tribunal o seu comportamento intencional e deliberado contra os filhos, citado pelo MP. E poupo-vos à distinção entre os proclamados direitos dos pais e o que são realmente poderes-deveres, exercidos em defesa dos interesses das crianças.
13. Se o Ministério Público adotasse o comportamento previsível, o pai sofreria uma intervenção do poder judicial, em que teria de explicar melhor a sua alegação de objeção e seria legitimamente forçado, pelo poder soberano, a cumprir a Lei.
14. Ou, então, se o processo seguisse, como é previsível, os seus tramites até aos tribunais superiores e constitucional poderia até ser que alguém lhe reconhecesse essa (no limite, parcial) objeção de consciência, mas com limites estritos e legais e não assim, à balda e na anarquia. Mesmo que eu ache que esse reconhecimento seria um absurdo e me mobilizasse para lutar contra ele.
15. Mas, como não gosto de fazer mártires, até começar a frequentar a disciplina ou ser reconhecida essa, a meu ver, inventada, legitimidade de objeção de consciência, os alunos tinham falta, recebiam a classificação devida (nível 1), ou não eram avaliados à disciplina (para o caso, não é a questão relevante), e passavam de ano com as notas das outras disciplinas, porque as faltas não lhe são imputáveis (e há um artigo do estatuto do aluno que fala de faltas não imputáveis ao aluno), com a menção nos documentos de que o assunto estava nos tribunais e a decisão de os passar de ano atendia ao comportamento abusivo do Pai e defendia os seus interesses. E os alunos não têm culpa do fanatismo do pai.

16.E creio que nunca chegaríamos a isto, porque a decisão já estava tomada há muito. Os tribunais competentes demoravam menos de 2 anos a resolver o problema, para mais tratando-se de direitos de crianças. Um assunto destes devia ser resolvido num tribunal especializado nos direitos das crianças e não num tribunal administrativo, em que até pode acontecer que a perceção sobre de que lado está a razão possa ser toldada pelas minudências processuais.

E saliente-se que eu acho que não há razão nenhuma para a objeção de consciência às aulas de cidadania ser legítima e esse acto é um subterfúgio para coisas muito erradas e prejudiciais às crianças.

Os maiores manipuladores e inimigos dos direitos gerais e da liberdade são, muitas vezes, os que mais manipulativa e agressivamente os invocam para si.

47 COMMENTS

  1. Estes pais conheço muito bem e de activistas não têm nada! Estão apenas pais atentos à deformação que está a ser realizada no ensino. É curioso nós docentes lamentamo-nos sistematicamente a desresponsabilização dos pais na educação dos filhos pois admitimos que a responsabilidade primeira na educação destes lhes pertence. Surge um casal que chama a si essa responsabilidade não permitindo que o Estado interfira numa área que +e da sua única responsabilidade e então., os pais são activistas e outros termos vergonhosos que eu li! Ao contrário deste senhor, esta casal não ofendeu ninguém e a sua única pretensão é que a educação do seus filhos seja dada de acordo com aquilo que eles entendem como primeiros educadores que são! Isto é uma vergonha para mim enquanto docente ler um artigo vergonhoso e insultuoso como este!
    Afirma ter fontes mas não diz quais pois não quer contribuir para as noticias falsas, ou seja, admite que essas fontes não são credíveis. Enfim foi colocar na lama um casal extraordinário e que nada tem com o partido “chega”

    • Bem, ao contrário do que é meu hábito decidi que vou responder a todos os comentários que forem colocados aqui. E como ponto prévio vou explicar as razões. O tema é muito importante. Percebo que o senhor tem ligações a uma campanha que pode tornar-se maior e perigosa. E, que me desculpem a nota pessoal, mas os que hoje atacam a educação sexual (porque esse é o problema) são a face resistente da mesma sociedade atrasada e arcaica que criou problemas à minha Mãe por ser divorciada, num país que ainda achava que isso era pecado e devia ser proibido. Digamos que sinto que estou a defender o que ela defenderia. Quanto à Senhora Dª Maria do Rosário, por pontos: 1. Não conheço os pais (mas vi notícias da participação noutros movimentos e isso caracteriza-os como ativistas não de nome, mas de prática). Ser ativista não é ofensa. Na minha ótica é elogio. Eu digo isso de mim próprio 2. O Estado não está a interferir em nada. Se ouvir a infelicíssima entrevista do Senhor ao Noticias Viriato (órgão oficioso do Chega, e isso é factual) verá que ele realmente não sabe do que trata a disciplina e até diz que não trata do que realmente trata. Nos temas de que trata só fala de educação ambiental e educação sexual (temas em que se questionam dogmas “breitbart”: liberdade e condição feminina, igualdade de género e alterações climáticas). 3. Diz a dada altura que é preciso ensinar a “respeitar as regras”. Ora ele é um exemplo de desrespeito pelas regras. E não estou a falar só de não deixar ir às aulas. Também desrespeita as regras da própria objeção de consciência que manifestamente não conhece e usa como “truque jurídico”. 4. Até diz que não se importa que a disciplina seja para os outros. O que é um posicionamento ético curioso: não serve para mim, mas os outros que se lixem…. 5. O senhor ofendeu os filhos. Por isso ofendeu alguém. Mesmo se os filhos hoje talvez nem o percebam. 6. Se eu o ofendi a ele creio que não terei de esperar muito pelo processo. Se arranjar base jurídica.
      Quanto à Senhora Dª Maria do Rosário não ofenda a minha inteligência. Um bom resto de Domingo e boa semana

  2. IMENSOS FATORES IMPLICADOS NA APLICAÇÃO DA LEI
    1. Corresponsabilidade dos Conselhos de Turma, DT,… Diretores das Escolas;
    2. Poder transitar de ano com mais de xxx níveis inferiores a 3 e correspondentes critérios…
    3. Aplicação da lei nas “justificações de faltas” por parte dos respectivos EE e aceitação /legalização por parte do DT;
    4. Vulnerabilidade de meter na mesma disciplina, matérias tão díspares, com que critérios;
    5. Consenso pedagógico.

    • É curiosa a quantidade de pessoas com nome Rosário a que já respondi hoje.
      Tudo muito bem na sua posição. Aceitaria discutir se fosse o tempo de rever a lei. O meu texto explica um ponto prático de aplicação da Lei. A Lei não diz nem pode dizer que os pais decidem o currículo. Assim, como não decide a linha com que o cirurgião lhe vai fazer a cicatriz numa operação. Consenso pedagógico não sei o que é. Essa obsessão com o consenso é um dos males do país. Qual é o mal de haver ruturas? Mas há sobre o currículo coisas a precisar: como dizia há pouco o António Duarte, um terraplanista pode decidir proibir o filho de ir a geografia ou um criacionista proibir as aulas sobre Darwin? (Sabe que há umas décadas houve nos Estados Unidos um professor julgado por ensinar darwinismo? Esses hábitos estão de volta)

      • Se eu tivesse os meus filhos na Escola, eu fazia o mesmo que o Pai de Braga fez. Eu não sou activista. São meios duvidosos…

  3. Gostaria de referir que já li atentamente os referenciais e não ouvi boatos. Sei o que lá diz. Sei também que não precisei de ter a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento para respeitar o próximo, seja qual for a sua orientação sexual. E sou Cristã, sim. Mas mesmo antes de o ser, pensava da mesmíssima forma que penso agora. Parece-me é que algumas pessoas precisam dessas aulas para me aceitarem a mim e respeitarem que eu considero que a sexualidade de cada um só ao próprio diz respeito. E há temas que devem ser ensinados com recato e em família. Se há famílias que não o fazem e daí resultam experiências complicadas para os filhos, falar de sexo numa sala (7º ano), ensinar a colocar um preservativo (8º ano) e explicar vocabulário sexual (11º) não me parece que seja o indicado – e estas 3 coisas já aconteceram e eu sei na 1ª pessoa.
    E, sim, há crianças e jovens a quem estes conteúdos são incómodos, justamente pela sua intimidade.
    Na escola de um dos meus filhos, os alunos passam com 4 negativas (!) e estes alunos estão a ser prejudicadas porque faltaram (ou seja, podem muito bem ter chumbado por faltas – quantos há…) e têm notas excelentes nas outras disciplinas…
    Se os meus filhos partirem uma janela, a responsável sou eu. Mas é o Estado que lhes ensina coisas sobre a sua própria intimidade. Já agora, sugiro retirar a palavra do léxico Português – porque vamos a ver e deixa de fazer falta…
    As considerações feitas neste site sobre a situação desta família são lamentáveis.

    • “falar de sexo numa sala (7º ano), ensinar a colocar um preservativo (8º ano) e explicar vocabulário sexual (11º) não me parece que seja o indicado – e estas 3 coisas já aconteceram e eu sei na 1ª pessoa.” E como fazia? Ou não fazia nada? E esperava pela gravidez adolescente, DST, violência no namoro ou doença mental pela dificuldade em encarar o tema?
      Sabe porque é que os movimentos anti educação sexual não pedem um referendo sobre isso como pediram sobre o aborto e eutanásia. Porque era certo que perdiam….
      E para sua nota eu fui educado no cristianismo com uma profundidade que a surpreenderia , li a bíblia toda de fio a pavio e não vi lá nada sobre preservativos, embora me tenha cruzado com descrições bem lascivas. Serão esses texto melhor educação sexual?

  4. Infelizmente o discurso muda conforme o activista é da facção amiga ou inimiga dos progressistas socialistas. Se fosse um pai de origem de alguma das minorias protegidas do regime, os miúdos nem precisavam bem de ir à escola, porque os bandidos dos professores estão a reprimir a diversidade cultural.
    A disciplina de Cidadania é uma treta, foi desenhada por activistas políticos sem o mínimo de preocupação com a verdade científica ou com o debate político plural. Não é de surpreender que foram tirar horas a história ou geografia, não fossem os miúdos ser surpreendidos com verdades científicas em contraste com a doutrinação ideológica.
    Mas o mais surpreendente é o papel triste do Secretário de Estado. Os professores dos alunos, que os conhecem, decidiram que era no melhor interesse dos alunos que os mesmos transitassem. Assim como já estive presente quando transitaram alunos com excesso de faltas, com sete negativas, com participações disciplinares por actos que arrepiam pela crueldade. Mas não, quem não pode mesmo passar, na opinião do SE, são os alunos de quadro de honra. Boa.
    Espero que isto vá a julgamento. E espero que o arguido do mal que está a ser feito seja o secretário de estado. Tem que haver accountability para além dos zecos que trabalham no terreno.

    • Sobre isso o MOliveira (tantos Oliveiras comentam por aqui….) está enganado. Este ativista de direitos humanos há décadas é conhecido (google e percebe) por no seu trabalho com comunidades minoritárias ter sido intransigente na questão da educação. E por isso lhe digo que faria deste pai participação à CPCJ e questionaria se o processo fosse arquivado. Como fiz centenas (mesmo centenas) de vezes com outras crianças a quem os pais prejudicaram. Quanto ao tribunal explico com conhecimento de causa o que provavelmente vai acontecer. No tribunal administrativo até podem dar razão ao pai pelas minudências do processo (e o que esse tribunal vai analisar é o processo burocrático e a escola andou mal ao permitir a não frequência). Se no ano que vem a escola usar o método que proponho no artigo o pai não ganha em tribunal porque o assunto é julgado num tribunal que trata de assuntos das crianças e não dos processos da burocracia.

      • Nem todos podem ter um nome esquerda caviar, sr Sottomaior, o meu é Oliveira e onde trabalho sou um zeco, sem ambição de mais do que fazer bem o meu trabalho. Há, no entanto, muita gente paga em dinheiro ou em amizades para vir aqui aos blogs repetir a cartilha do Nosso Senhor Costa ou dos seus apóstolos/secretários-de-estado. Não é o senhor, com certeza, o que é pior, porque parece que acredita verdadeiramente nos diz disparates que diz.
        Vou repetir devagarinho: o ministério aconselha/inventiva/obriga a passar de ano todo um conjunto de cepos desprovidos de diversos tipos de sentido de cidadania. Não me choca, porque muitos aparecem na Assembleia da República, como o socialista Ricardo Rodrigues, Ricky Mãos-Leves, o terror dos gravadores, que até era o presidente da comissão de ética. Portanto, se o Secretário de Estado decidiu arruinar dos anos da vida destes alunos de quadro honra, não foi por preocupação com a formação de cidadania dos mesmos.
        Foi preconceito. Preconceito contra os pais que decidem a formação moral dos seus filhos. Preconceito contra a sociedade plural. Preconceito contra todos os que teimam em não ver nas palavras da nova esquerda totalitária uma mensagem messiânica de uma utopia distorcida e disfuncional, baseada numa novilíngua orwelliana e no controlo permanente dos pensamentos por um exército de activistas das redes sociais, nazis da nova doutrina como Vossa Excelência.
        Como professor de muitos anos que sou, é com todo o gosto que lhe digo o que faz falta ser dito: a disciplina de Cidadania é tão útil como um terceiro mamilo. É tão útil como uma colher na hora de comer sopa. É tolerada na classe como mais uma de tantas parvoíces que emanam das mentes alucinadas do Ministério.

        • Que o senhor não goste da disciplina, está no seu direito. Candidata-se a deputado e faz leis, se tiver maioria para isso. Pode fazer uma ILC e levar o assunto à debate obrigatório. Seja cidadão, não mande só bocas, pratique atos de participação e ação política. Quanto ao terceiro mamilo, a referêncir é um sinal subliminar de qual é o problema que o incentiva tanto?

  5. Não meu caro amigo
    O problema não é como diz, nem adianta difamar pais, nem partidos.
    O busílis da questão é que temos um mistério da deseducação que só vê sexo e quer impô-lo a todos de qualquer maneira, enviesada, promíscua, etc, etc.
    E no que toca à homossexualidade e afins, é como vemos, uma abcessão desde a ministra da cultura a muitos outros…
    Não distorça os factos, não vale a pena, aquele senhor é um pai que se assume simplesmente como PAI, mas isso está a tornar-se proibido, só é de louvar quem se assume como homossexual, como se fosse algo de importante ou de meritório…
    Um ensino que é uma pobreza, e a fazerem um ponto de honra nesta temática…
    Ouso dizer: PAIS DE PORUGAL-UNI-VOS. Como vê tb uso um slogan que vos é próximo, por isso não adiante pensar coisas e chamar-me outras tantas. Tão pouco conheço algum dos intervenientes deste caso, mas creio que uma pouco de bom senso, levará qualquer encarregado de educação, que não tenha medo de represálias, a pensar duas vezes.

  6. Bem vindos ao admirável mundo novo
    No momento em que acabei de ler esta defesa infeliz dum caso verdadeiramente ainda mais infeliz, numa democracia (?) em que ao jeito de tolerante, abrangente, moderna, etc, se permite ir para além do limite da perseguição. Ódio é um palavra que usam e abusam, ódio a quem tem a cabeça arrumada e não cede às infantilidades e promiscuidades mentais, sexuais, familiares, ódio a quem tem filhos e os ama, ódio a que tem família e a defende, ódio a quem tem uma religião e a segue, ódio a quem pensa por si próprio, ódio a quem não se deixou intoxicar pelas modas divulgadas, proclamadas, encenadas e transmitidas regularmente para fazer a cabeça e achar normal o impensável, o “deboche”, a mentira, a traição e a perseguição.
    Pobres infelizes, são de lamentar e nós, a sermos salpicados com esta lama, parece que nada podemos fazer. Será mesmo?
    Pensemos bem, esta lepra no ensino também há-de ter o seu fim. Contagiou? Todo o cuidado é pouco…
    Todavia, quando acabei de ler este infeliz e paupérrimo texto, tb me chegou a noticia duma festa sobre sexo na comporta…
    Não comento…admirável mundo novo que de tão decadente há-de exterminar-se a si próprio.
    Com ou sem as substâncias propostas por Aldous Huxley, lá irão felizes e contentes ao festival do sexo…cada um é para o que nasce e diz o velho ditado-quem boa cama fizer nela se há-de deitar.
    Mas meus amigos quem tem família, quem tem princípios, quem tem sanidade moral e mental, cuide-se e cuide dos seus. É um imperativo ético, é uma norma de bom-senso…

  7. os meus parabéns ao casal de pais que defende os seus filhos do que se vai passando no ME ou melhor dizendo, MPM (ministério da propaganda Marxista).

    para pais interessados no que por lá se vai passando recomendo o livro “Identidade de género, toda a verdade” da Maria Helena Costa.

    o que faltava agora era o Estado se sobrepôr aos PAIS.

    realmente é esse o objectivo, ser o Estado a criar e educar as crianças para desde tenra idade as manipular a seu belo prazer, aliás é isso que é a fantochada do ensino actual.

    é por isso que todas e mais algumas políticas são frontalmente contra a FAMÍLIA.

    assim que a tenham destruído por completo podem manipular como quiserem os cidadãos do amanhã logo desde que nascem.

    “Os maiores manipuladores e inimigos dos direitos gerais e da liberdade são, muitas vezes, os que mais manipulativa e agressivamente os invocam para si.”

    tem toda a razão, pena é que tal cartilha seja precisamente a Marxista.

      • meu caro,

        alguns pontos:

        1. não sou sequer apoiante do CHEGA nem sequer estou a pensar votar no mesmo pq sou contra o excesso de Estado, defino-me como libertarian algo que por cá nem sequer existe, como tal nem sequer tenho partido, o meu voto é sempre NULO.

        um partido como o CHEGA que não questiona o circo covid1984 em que vamos vivendo e que a cada dia vai destruindo os direitos inalienáveis dos individúos/cidadãos não merece o meu voto.

        2. não percebo essa arrogância e preconceito todo contra o partido CHEGA, não é ele segundo a cartilha em vigor tão democrático como os restantes da AR?
        Ou só a extrema esquerda é que é o actual paradigma da verdade?

        3. pq não se limita a responder aos factos em vez de ataques ad hominem?

        o livro que mencionei deve ser lido por todos os pais, independentemente da sra ser apoiante do partido A ou B, o que me interessa são os FACTOS relativos ao que se passa no ME presentes no mesmo.

        obg

  8. Admirável mundo novo
    Isto é mesmo um descambar sem limites …
    Como é possível que numa democracia (?), esta prepotência desvergonhada exista?
    Este ministério da educação, tal como o da cultura veneram o sexo de preferência homossexual, até têm honra e brio, pelos vistos, adoram assumir-se com protagonismo infeliz sobre essas tendências, como se fossem algo de importante… Que tristeza, que mediocridade…
    Traiçoeiramente implementam disciplinas obrigatórias, onde a perversão impera. É ampla, pois é, mas o que acontece é que desliza para o mesmo…
    Admirável mundo novo, onde o ódio é um imperativo residual da luta de classes…
    Ódio aos pais que ainda sabem ser PAIS, ódio à família, ódio aos valores, ódio ao Amor, ódio à História, ódio à Verdade, ódio a quem ainda sabe pensar por si próprio, ódio à Religião, ódio, ódio, ódio e perseguição, o medo é a sua arma, a difamação outra…
    Curioso que no momento em que acabei de ler este infeliz artigo de defesa tb me apareceu um outro sobre a festa do sexo na comporta…admirável mundo novo…com mais ou menos alucinógenos ao jeito de Aldous Huxley, lá andam na promiscuidade para a qual se sentem atraídos…
    Não sou moralista, nem ortodoxo, nem essas coisas que gostam de apelidar quem não pensa da forma, mas meus amigos, um pouco de bom senso não faria mal nenhum a estes defensores da libertinagem …
    E aos pais que não têm medo das “represálias” e se assumem como PAIS e EDUCADORES no verdadeiro sentido do conceito eu louvo, admiro e estimo muito pelo que fazem em prol da sociedade, aos outros pais e educadores que não se querem expor, que se demitem, pois não se venham a queixar, recordem que tanto ladrão é o que rouba como o que deixa roubar.
    Admirável mundo novo, que de tão corrupto moralmente cairá às suas próprias orgias…

  9. Mas isto foi o que deu o governo ps ter dado aos pais poder que eles de imediato aproveitaram para se vingarem da escola wm geral. Depois, este é um caso de abuso de confiança dada aos pais.

  10. mais… esse pai devia pensar que estava no tempo do Salazar, em que podia fazer tudo. Não estás não, estás num tempo de governo como deve ser.

  11. Pensei bastante antes de pensar se lhe respondia.
    Deu-me vontade de rir pensar que alguém ache que o Ministro da Educação, tão pouco diligente em tanta coisa, vive obcecada por sexo….. Como disse “um mistério da deseducação que só vê sexo e quer impô-lo a todos de qualquer maneira, enviesada, promíscua, etc, etc.” A sua preocupação com o que lhe possam querer impor é curiosa pelo gesto de insegurança patente.
    E se está preocupado com a sexualidade desenfreada que o assusta, acho que devia também ver a gramática: “E no que toca à homossexualidade e afins, é como vemos, uma abcessão desde a ministra da cultura a muitos outros…” Abcesso (talvez abcessão seja superlativo….?!?) cheio de pus de preconceito são essas suas ideias.

  12. A lavagem cerebral que se pretende fazer à sociedade e aos jovens, de acordo com a agenda destes tempos de contestação aos valores cristãos, é atentadora da liberdade de cada um ter a sua crença. Estas pessoas supostamente progressistas que querem impor o pensamento único, têm pressa em que o nosso país chega ao “nível” da Noruega, onde uma polícia da família persegue os pais cristãos, porque supostamente os seus valores não se enquadram nesse pensamento único. O senhor que comentou aqui sobre a discriminação da mãe divorciada quer agora discriminar alguém pelas suas crenças? Afinal, é pela liberdade ou pela vingança em relação a intolerâncias do passado o motivo que o leva a defender a posição do articulista?

  13. As particularidades da situação em causa, terão o seu enquadramento, não conhecidas totalmente.
    Contudo, sem histerias ou malabarismos argumentativos é constatável desde há algum tempo e actualmente com particular e descarada incidência, a intensa ação de cariz marcadamente ideológico, no processo pedagógico, que além de procurar alterar factos historicos, deturpar e condicionar aspectos interpertativos na área do pensamento, descontroi e preverte todo o processo organizador e formativo da personalidade dos jovens, com repercussões irreparaveis. Já temos exemplos atuais, das consequências que planos educativos anteriores, assentes em teorias muito modernas e avançada,provocaram.
    A saga continua, o feroz militantismo desconstrutivo e manipulador continua e terá de haver, a história o diz, uma confrontação final irredutivel, que seria evitada havendo bom senso, respeito e preocupação pelos nossos filhos, objectivo último de pais amorosos e responsáveis.

  14. Que exagero que aí vai, meu Deus! Esse discurso do ódio é arrepiante!
    Também tenho a minha religião e não é por isso que os meus filhos não frequentaram ( nem poderiam de deixar de frequentar)
    essa disciplina tão importante em termos de formação do aluno enquanto pessoa e cidadão.
    As pessoas que aqui fazem este tipo de comentários tão radicais , tão exagerados sobre esse tema importante da disciplina em questão, já alguma vez pensaram que a grande maioria das famílias não fala em sexualidade com os filhos? E que esse tema é fundamental, sobretudo por uma questão de prevenir consequências gravíssimas na vida dos jovens? Essas pessoas sabem que, hoje em dia, os adolescentes começam a ter relações sexuais, na maioria das vezes, sem conhecimento dos pais e muitas, muitas vezes, indo contra a vontade dos pais? Ou não sabem como são os adolescentes?
    Quer os pais queiram ( e eu também já passei por isso, porque sou mãe de uma rapariga e de um rapaz) quer não, falar de sexo não pode ser tabu. E tem de ser falado na escola, sim. É absolutamente fundamental. Quanto mais se esclarecer e prevenir, melhor! Agora, essa questão da identidade de género está, sem dúvida, a ser levada de uma forma muito insensata. Parece que se pretende incutir nos miúdos que tudo é normal! ! Vou mais longe, parece que se quer levar os miúdos a questionarem-se sobre a sua própria identidade sexual. Terrível isso! Deixem as crianças crescer e, se em alguma altura das suas vidas sentirem essa dúvida, lá estarão os médicos e os psicólogos para ouvir e orientar, para além dos pais . É precoce o tratamento do tema, sim! E as questões ligadas à homossexualidade são sempre muito complexas. Ser homossexual é natural? Nasce com a pessoa?Se, de facto, o ME pretende que a homossexualidade seja encarada dessa forma, como se isso fosse uma verdade absoluta, isso é tremendamente errado. Estamos a lidar com mentes muito jovens, ainda não suficientemente maduras para abordar uma questão tão sensível e polémica. De facto, o ME, nesse aspeto, está a ir longe demais.E os pais fazem bem em insurgir-se e fazer ouvir a sua voz.

  15. As estatísticas de vítimas de violência doméstica, de crianças abusadas por pais … provam a importância desta disciplina, e não só, os pais podem optar por se antecipar e falarem com os filhos sobre as temáticas lá abordadas. Quem me dera que ela existisse quando eu frequentei a escola básica e secundária, talvez não tivesse sido mais uma vítima de violência doméstica.

  16. Medo! Leio um artigo totalmente e assustadoramente tendencioso. Leio comentários fundamentados, a desmontar as obscuras argumentações acima apresentadas. E leio respostas do autor, a esses comentários, no mínimo, ridículos, onde, à falta de argumentação válida, se valem de ironias, a rasar a má educação de quem simplesmente não é capaz de aceitar uma opinião diferente da sua, tique tão comum na “estrema-esquerda-caviar-radical”.
    Se dá aulas, espero sinceramente que o faça bem longe da área de residência da minha família…

    • A ironia também é pecado? Eu rasei a má educação foi o que Senhor disse… O Senhor foi simplesmente mal educado. Mas como sou uma das pessoas que pode moderar comentários neste espaço prova que tolero bem as opiniões contrárias porque se permite serem publicadas. Mas não ficam sem resposta. Em especial as da extrema direita trauliteira e obscurantista.

  17. Cambada de malucos os que aqui comentam contra o artigo, retraídos. Eu que estudei num colégio de freiras nos anos 80 posso dizer-vos que o ambiente era bem mais moderno que este que se vê nos comentários. E se não me falha a memória falava-se de sexualidade no 6.º ano na disciplina de Ciências! Mais tarde já como professora tinha colegas de EMRC que falavam de contracepção e métodos contraceptivos nas aulas… Só espero que os dois jovens em causa se são tão inteligentes como os pintam um dia mais tarde peçam contas ao pai por os ter feito faltar à escola. A história continua mal contada, no entanto… como poderiam estes alunos pertencer a quadros de mérito se faltavam injustificadamente a uma disciplina? E a que propósito é que entra o secretário de estado se o CT já tinha decidido que os alunos passavam à mesma? Ainda não percebi. Já agora fica aqui o programa da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Não se vê ali nada de doutrinação apenas os temas que podem ser discutidos, falados, debatidos…
    https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Projeto_Autonomia_e_Flexibilidade/cidadania_e_desenvolvimento.pdfi

  18. GOstava do seu blog até ler o início deste artigo. Que falta de tudo … Falta de educação, critério e ainda goza com as pessoas… Que tristeza… É por essas e por outras que os pais que não querem esta disciplina serão cadáver vez mais juntos. Não querem professores desrespeitadores a não saber ensinar os seus filhos, ainda por cima em temas tão sensíveis…. Que triste artigo, sinceramente…

    • Joana, o Comregras é um blog plural, onde diariamente são publicadas diferentes visões e opiniões que não vinculam os restantes colaboradores/administradores.

      • Se assim é podiam ter mais critério nos texto aqui publicados. Este foi o primeiro que li deste blog e concerteza não voltarei a ler mais nenhum. porque não voltarei.
        Falta imparcialidade e respeito pelas ideias dos outros, conspurcando-os outros para defender ideias próprias.
        Já foi dito, mas realmente é verdade: que artigo triste!

  19. Fui Presidente de uma Associação de Pais durante mais de 10 anos e continuo ligado às Associações de Pais do meu agrupamento com uma participação muito activa na escola.
    Fui membro do Conselho Geral e membro do Conselho Permanente durante vários anos.

    Começo assim para dizer que sei do que falo e que estou em total desacordo com o seu texto.
    As aulas de Cidadania foram criadas com um objectivo e esse objectivo foi subvertido. A componente de educação sexual nessas aulas é uma piada e uma piada de mau gosto. Alguns políticos que fazem carreira no ministério da Educação e que de educadores têm muito pouco, continuam a privilegiar a forma versus o conteúdo – dito de outra forma procura-se ensinar tudo sobre como fazer sexo e evitar a gravidez (ou recorrer ao aborto) e nada sobre o desenvolvimento emocional nessas idades críticas.

    Um exemplo seria no 5º ano (e depois no sexto, no sétimo e por aí fora) eu ensinar a um miúdo como ligar um carro, como conduzir, o que os sinais de trânsito querem dizer e no fim dizer-lhe mas não pegues no carro do teu pai….. quantos apostam que mais tarde ou mais cedo o carro do papá iria desaparecer da garagem e teríamos muito mais acidentes?

    Formação de jovens não é o que as aulas de cidadania estão a fazer, estamos apenas a obrigar os alunos a assistirem a um professor muito mal preparado (ou não preparado de todo) a explicar assuntos com base no seu entendimento e experiência de vida.

    Quanto à questão da lei, a lei advém da moral já diziam os romanos onde muita da nossa praxis provém. Que moral existe em reprovar alunos com base nas faltas das aulas de cidadania? Que vantagem pedagógica vai isso proporcionar às duas crianças? Só por excesso de zelo ou perseguição do agrupamento onde as crianças estão tal situação pode ocorrer (e por termos um pai que provavelmente se recusou a passar um papel ao director de turma com uma desculpa esfarrapada para justificar as respectivas faltas…).

    Sim às aulas de cidadania, não ao programa político actual a que elas obrigam os alunos….

  20. bom texto e ajuda a entender bem toda a situação de forma racional e não “ovelhada”

    o erro foi a escola ter deixado as crianças passarem 2 anos nesta situação. aposto que a escola tentou lançar o processo deles na plataforma do ministério da educação e bateu na trave. por isso isto rebentou desta maneira.

    O conselho pedagógico da escola é que devia ter chamado logo as autoridades competentes por causa desta situação e nao deixar arrastar tanto tempo. o erro foi este. o pai podia vir logo com a objecção de consciência (que nem deve saber o que isso é e implica na vida dele) e era logo preso a seguir.

    Não entendo como 2 “baldas” possam sequer estar no quadro de honra da escola, isto está mal contado e até é hilariante.

    enfim, nao entendo como nos “tempos modernos” na era da informação exista tanta gente com mentalidade do seculo XV e tão desinformada….

  21. É fácil ver como já é obrigatório ir a aulas de Religião e Moral Marxistas.
    Que é basicamente o que é o “programa de cidadania”

    “Precisamente porque não está a discutir currículo ou liberdade, como quer fazer crer, mas sim a sua ideologia pessoal e a sua crença, mais ou menos integrista, que quer impor a todos.”

    É preciso uma especial desonestidade intelectual ou simplesmente não entender conceitos para escrever isto.
    É você que quer impor um currículo aos filhos dos outros . Não este Pai.
    Ao que parece ele não se importa que você eduque os seus filhos como quer.

    É ainda abjecto como você goza com as notas dos miúdos. Sim eu sei muito bem que a Escola Publico- e falsa privada – não existe para se aprender a ser autónomo qb ou seja competente mas para ser igualitário e dependente que só pode acontecer pelo pior denominador comum. Escusava é de mostrar o habitual desprezo pela não dependência dos outros.

  22. Caro Luís:
    Sou mãe, professora e cristã. Não sou católica, portanto, falo com plena imparcialidade, quanto ao que poderá ser entendido como defesa de credo. Embora a minha formação de base seja o 1º CEB, tenho estado a desenvolver um trabalho docente, na disciplina de EMRE. Sim, é Educação Moral e Religiosa, mas desengane-se, quem achar que ali se desenvolve um “segundo round” de catequese, ou o que quer que seja desse género! Ali procuro, na base dos princípios do cristianismo, tratar dos mais diferentes assuntos. Sexualidade é um deles! Creio que a disciplina de Cidadania não tem problema algum em si mesma, nem os conteúdos que a mesma contempla. O problema está naqueles que a usam para doutrinar quem quer que seja! Vamos falar com clareza: uma coisa é explicar qualquer assunto à luz daquilo em que cremos. Outra, bem diferente, é querer obrigar alunos ou quaisquer outros a acreditar que aquilo que dizemos é a única verdade e quem discordar estará tramado! Não falo de cor, meu caro! Noutros contextos, como aulas de Filosofia, por exemplo, tenho visto alunos serem ridicularizados pelo professor e restantes colegas (por arrasto…), apenas porque não defendem o que a maioria diz! Que eu saiba, vivemos em democracia, desde abril de 74! Eu já nasci num país democrata e sei bem que tal conceito implica uma rua de duas vias: respeitar e ser respeitado! Se um cidadão, neste caso um aluno, afirma ser contra o aborto, por exemplo, o professor tem o dever de respeitar, concorde ou não!!! Ou só o referido aluno é que deve respeitar a maioria que o defende? Anda por aí um tema na moda: ideologia de género. Como bem sabe, não falo de igualdade de género, que é algo distinto. Falo da doutrina (mais não é que isso!) que afirma que não podemos dar uma boneca a uma menina e uma bola a um menino, porque estamos a condicionar o seu género e a embarcar em simples construções ideológicas e culturais. Falo da doutrina que afirma que um ser com sistema reprodutor masculino pode sentir-se feminino e vice versa e que todos têm de aceitar tal coisa como normal, não havendo discussão ou oportunidade para continuar a crer no oposto: homem nasce homem e mulher nasce mulher. Que sociedade é a nossa, que só sorri e aceita quem segue a carneirada? Há 60 anos a minha mãe, na altura uma menina, foi esbofeteada e cuspida, em plena igreja paroquial, porque o meu avô resolveu ir espreitar um culto “dos protestantes”. Era crime ser diferente ou fazer algo que a maioria instituída não fizesse. Será que estamos a caminhar para o mesmo? É certo que este pai não agiu da forma mais correta, porque deixou de cumprir a lei e perdeu a razão. Mas sejamos honestos: já participei em inúmeros conselhos de turma onde alunos passaram com 6, 7 negativas, sendo alunos faltosos, incumpridores, mal educados. Não lhe parece uma atitude de “dois pesos e duas medidas”, esta verificada sobre os alunos de Famalicão?? Por que razão merecem mais a reprovação estes do que aqueles que faltam às aulas por livre vontade, criam conflitos com colegas, professores e operacionais e acabam por terminar a escolaridade como autênticos analfabetos?? Na minha escola, escola que frequentam os meus dois filhos mais velhos, a disciplina foi super interessante e, sim, honrou o nome que tem! Mas o mesmo não pode dizer-se da totalidade de estabelecimentos de ensino! Quanto à educação sexual nas escolas, que tal ensinar aos meninos e meninas que aos 11 ou 12 anos ninguém tem idade ou maturidade para iniciar vida sexual e que, como qualquer outra decisão, ela implica consequências e riscos que ninguém tem capacidade de assumir tão prematuramente? Que tal sermos mais firmes e deixarmos de querer dar as ferramentas para que cada um ande eu auto gestão? O assunto da sexualidade é sério e cada família, cada indivíduo tem o direito de não querer ver o assunto abordado em praça pública, quando se trata da sua vida pessoal! Há muitos assuntos que podem abordar-se , que não a colocação de preservativos e outras que tais! Nem nós, mais conservadores, nem os que defendem outra forma de estar temos o direito de manipular convicções ou querer sobrepor-nos ao que às famílias concerne, peço desculpa!

  23. Estes pais deviam era ser visitados pela Comissão de Proteção de Menores por estarem a recusar a educação aos filhos

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